31 de dezembro de 2006
30 de dezembro de 2006
Ainda a fonte próxima do processo...
Interroguei-me sobre quem poderia ganhar com o fecho da Citroën sem ter chegado a qualquer conclusão. Até deixei escrito que não sabia quem pudesse ser capaz de tal malvadez.
Por isso, perante o chorrilho de comentários escritos, fiquei perplexo.
Haverá quem, sobre esta matéria, saiba coisas que eu não sei?
Outra coisa:
Agnelo Figueiredo, independentemente de desempenhar funções autárquicas ou não, como simples cidadão, nunca aceitará que o poder de qualquer grupo económico subverta a legitimidade democrática de órgãos sufragados. Pelo contrário, nunca deixará de denunciar toda e qualquer tentativa naquele sentido.
PS:
Não deixa de ser significativo ver socialistas a defender a submissão ao "capital".
29 de dezembro de 2006
PSA - Desmentido
Nous démentons fermement avoir le moindre projet de fermeture de cette usine. … L'avenir de Mangualde est assuré. C'est une usine performante.

O link para o texto integral fica aqui. Contudo, já que o acesso carece de registo prévio, coloco aqui uma imagem do mesmo e um resumo em Português para os que têm dificuldade com a língua gaulesa.
Convém assentar que, após este desmentido formal, a "bomba" do Diário Económico passou à categoria de boato. Mas voltemos à notícia para repescar as seguintes afirmações:
Fonte próxima do processo garantiu ontem ao Diário Económico que a possibilidade de a PSA deixar de produzir na fábrica de Mangualde “é real” e está a um passo de acontecer.
……
Segundo uma fonte contactada pelo Diário Económico, os proprietários pedem cerca de 12 milhões de euros, um valor considerado excessivo pela Peugeot-Citoën.
……
A Câmara Municipal de Mangualde ofereceu-se, no inicio do mês, para intermediar o negócio, decisão tomada depois de uma reunião ocorrida no início da semana em Lisboa entre representantes da Citroën, a autarquia, os responsáveis da Agência Portuguesa para o Investimento (API) e o secretário de Estado da Economia e Inovação, Castro Guerra. Apesar do esforço, não foi possível chegar a acordo.
……
O Diário Económico tentou obter a reacção da direcção da fábrica de Mangualde a estas notícias, mas não foi possível. O Ministério da Economia também não respondeu até ao fecho da edição.
Então vejamos:
- Como é que a jornalista Catarina Beato soube que o fecho da fábrica estava a um passo? Ela diz que foi através de fonte próxima do processo…
- E como é que soube que os proprietários queriam 12 milhões pelos terrenos? Ela diz que foi através de fonte contactada…
- E como é que soube que apesar do esforço, não foi possível chegar a acordo? Ela não diz. Terá sido a mesma fonte?
A PSA em Paris? Não! Até veio desmentir…
A PSA em Mangualde? Também não, pois se é a própria jornalista que diz que não reagiu...
O Ministério da Economia? Também não e pela mesma razão.
O Presidente da API? Também não. Até se mostrou muito surpreendido.
O Presidente da Câmara de Mangualde? Não. Daí sei eu.
Mas então… quem terá lançado este boato irresponsável?
Não estou a ver mais ninguém que pudesse ter sido a tal fonte próxima do processo.
Teria de ser alguém a quem o fecho da Citroën – e a desgraça de muitos milhares – pudesse trazer alguma vantagem.
Não!
Não estou mesmo a ver quem pudesse ser capaz de semelhante malvadez!
28 de dezembro de 2006
PSA - Ministro Pinho
PSA - Porque fecham as fábricas?
Não. Não são questões desta natureza que realmente preocupam os grandes grupos económicos.
O que os preocupa são os custos da produção e da logística associada.
Façamos umas contitas para o caso da fábrica de Mangualde:
Por ano produz cerca de 54.000 viaturas. Imagine-se que consegue diminuir em 200€ o custo da produção de cada uma. Quanto representa ao fim do ano?
10,8 milhões de euros!!!
E em dois anos?
A este propósito é interessante ler o comunicado da PSA sobre a fábrica de Ryton, Coventry, Grã-Bretanha, onde se diz que
... les faiblesses du site de Ryton : des coûts de production et de logistique élevés qui ne permettent pas de justifier les investissements nécessaires à la production d’un nouveau véhicule...
Por isso a fábrica de Ryton vai encerrar e 2.300 pessoas vão ficar desempregadas...
Mais 12, menos 12...
Lá se vai percebendo que não há impedimentos pelo PDM, nem pela revisão, nem por...
Lá se vai percebendo que o problema é ... dinheiro. 12 milhões de euros ao que dizem os jornalistas (obrigado ao Marco pelo link) embora eu ache um número absurdo.
Mas há por aí tanto subsídio governamental que também não há-de ser por isso!
27 de dezembro de 2006
26 de dezembro de 2006
La Voz de Galicia

Também diz que se aposentaria no próximo mês de Janeiro, e que esta antecipação apenas se fica a dever a cansaço.
Contudo, o jornalista não deixa de escrever:
"En medios próximos a la dirección de PSA se descarta por completo la posibilidad de que este abandono guarde relación con futuros traslados de una parte de la producción de Vigo a otra planta en Francia, donde los resultados del grupo galo están siendo peores. Esta opción se manejó en algunos medios ante la inminente puesta en marcha de los nuevos modelos que sustituirán a las furgonetas Partner y Berlingo a partir del año 2008."
Ainda bem que se descarta esta possibilidade!
É que, se uma parte da produção de Vigo passar para França, Vigo virá buscar produção a Mangualde, com todas as consequências que se percebem.
23 de dezembro de 2006
16 de dezembro de 2006
Malhacila (5) - Balanço e Contas
Ora, como toda a gente sabe, a Malhacila é propriedade da família Santos, que a geriu durante duas gerações. Donde, não seria novidade para ninguém a inclusão dos nomes dos familiares no rol dos responsáveis, partindo do princípio que haverá “responsáveis”. Assim, aparece de forma cristalina e iniludível que o objectivo do Sr. António Ferreira foi o de fazer passar o boato que, entre os alegados responsáveis pelo fecho da Mallhacila, estava também eu, já que alegado membro dos respectivos órgãos sociais em funções. Por isso perguntou “de quem é a responsabilidade” e colocou os nomes.
É sabido que o Sr. António Ferreira apoia pessoas que são minhas adversárias políticas, mas deve questionar-se a razão pela qual decidiu trazer à colação um facto que é estritamente da minha esfera privada e profissional. Porquê este ataque ad hominen? Porquê esta perseguição pessoal que, em ocasiões anteriores, até já o levou a ameaçar a minha integridade física? Qual a razão desta obsessão odienta? Sinceramente, não a sei. É uma questão a que apenas o próprio poderá dar resposta.
Alertado para este insólito, reagi afirmando que o boato era falso, tendo aqui escrito que “desde há alguns anos que lá não desempenho qualquer serviço, cargo, ou função”.
Para bom entendedor, estaria tudo dito. Mas não!
Veio o Sr. António Ferreira publicar mais um retalho, enfatizando a minha nomeação como presidente do conselho fiscal para o triénio 2002-2004 e mostrando, só nessa altura, que o documento tinha origem na Conservatória do Registo Comercial.
Fiquei preocupado. Eu sabia que tinha abandonado aquelas funções durante o ano de 2003. Mas… na Conservatória… será que…
Pedi então a constituição dos órgãos sociais após a minha saída, tendo-me sido entregue cópia do documento que publiquei. Já hoje, telefonei a uma pessoa que foi técnico de contas da empresa perguntando-lhe por que é que aquilo estava registado na Conservatória. Respondeu que, a seguir a este, tinha obrigatoriamente de estar o registo da alteração. Resolvi, portanto, ir à Conservatória pedir a certidão completa, o que faria na próxima segunda-feira, 18. Mas… não foi preciso!
O Sr. António Ferreira resolveu, entrementes, fazer o que deveria ter feito logo de início. Publicou o documento na íntegra. Pelo menos, assim parece. De qualquer forma, irei na mesma à Conservatória. Gato escaldado…
Agora que lá está tudo (?) que conclusões se podem tirar?
- Que está lá escarrapachado o registo (Ap.03/20040330), em 30/03/2004, da Alteração do Contrato Social, passando a fiscalização a ser exercida por um Fiscal Único. A tal modalidade de fiscalização que o incondicional Sr. Dr. José Martins afirmou não conhecer, numa confissão – utilizando as suas próprias palavras – patética (eu sei que ao dizer isto estou a descer ao mesmo nível, mas… que porra… um homem não é de ferro).
- Que o triénio 2002-2004 teve duas partes: o exercício de 2002 foi fiscalizado por um Conselho Fiscal e os de 2003 e 2004 por um Fiscal Único, resultante da alteração do pacto social entretanto decidida.
- Que apesar de ter todos os dados na sua posse, o Sr. António Ferreira continua a afirmar que “António Agnelo Esteves Figueiredo, foi Presidente do Conselho Fiscal da Firma Malhacila – Fábrica de Malhas S.A. até ao dia 30. 03. 2005” Eu sei que mais não lhe é exigível e que é possível que seja muita informação junta. É possível, sim, mas o que é certo é que insiste na mentira. Pois se lá tem a informação que a partir de Março de 2004 a empresa deixou de ter Conselho Fiscal, como é que quer que eu lá estivesse em 2005?
- Que, se o Sr. António Ferreira tivesse a intenção de (se) esclarecer, teria verificado que a escritura que alterou o pacto social (e que foi registada a 30.03.2004) teve lugar a 19.03.2004, data que releva para todos os efeitos legais. E até teria aprendido, bem como o Sr. Dr. José Martins, que os registos na Conservatória se processam, obviamente, em data posterior à dos actos que lhe dão origem, sejam eles “internos” ou não.
- Que a imagem inicialmente publicada não corresponde a nenhuma das páginas agora publicitadas. É uma montagem reunindo algumas partes das várias páginas e omitindo outras. Ora, tratando-se como agora se sabe de um documento oficial, aquilo a que assistimos mais não foi que uma miserável falsificação de documentos.
E por que é que não o processas?
Porque não é desonroso ter feito parte dos órgãos sociais da Malhacila. A falsificação fica a crédito…
_______________________________________________________________
Na nossa vida, todos acabamos por ser afectados por decepções e frustrações que nos deixam amargurados. É assim mesmo. É normal. O que não é normal é que se atire para cima dos outros a amargura e o ressentimento.
15 de dezembro de 2006
Malhacila (4)

É um documento "inteiro". Não tem montagens, nem truncagens.
Nem é um documento de 2002 com valores do capital social em escudos.
Eu bem gostava de ver o tal documento "inteiro".
Se calhar, muito mais gente gostaria...
Órgãos Sociais
E também do DáGás e da Rádio Mangualde e da Obra Social Beatriz Pais e do Rotary Club e não me lembro se de mais algum.
Fui, e com muita honra!
14 de dezembro de 2006
Malhacila (3)
É FALSO!
Como aqui escrevi, trabalhei para aquela empresa durante muitos anos em diversos contextos, de tal forma que ela ficará para sempre como uma parte importante da minha vida.
No entanto, desde há alguns anos que lá não desempenho qualquer serviço, cargo, ou função.
10 de dezembro de 2006
5 de dezembro de 2006
3 de dezembro de 2006
Pequeno comércio tradicional
Fiquei satisfeito. Havia várias lojas abertas e isso, no meu entender, é positivo. Corresponde áquilo que considero que é uma necessidade de mudança do pequeno comércio: a diversificação dos horários.
Só se pode fazer compras numa loja se ela estiver aberta. Ora, quando é que se tem tempo para fazer compras? Aos fins-de-semana, no intervalo do almoço e depois do trabalho.
Quem é que vai às compras, por exemplo de vestuário, às 9 da manhã?
Mas hoje à tarde havia lojas abertas e, por isso, algum dinheiro ficou em Mangualde.
(Isso de fazer a defesa do comércio tradicional e depois ir fazer compras aos centros comerciais é muito fraco...)

Como exemplo, fica aqui a Xock. A seu tempo virão outras.
26 de novembro de 2006
Indústria têxtil
Também em Cucujães - Oliveira de Azeméis.
Mão-de-obra intensiva ... fraca necessidade de especialização ... é fatal.
24 de novembro de 2006
Desmistificação
A PSA quer ampliar as suas instalações em Mangualde.
Precisa, para isso, de terrenos, de preferência confinantes com os seus. Mais concretamente, a PSA necessita de 20.000 m2 a poente das suas instalações e 60.000 m2 a nascente.
Vejamos:
- Há terrenos disponíveis ou não?
Conforme mostrei neste post, não há falta de terrenos nas duas zonas. - Os terrenos são públicos (da Câmara) ou são privados?
Os terrenos são propriedade de particulares. - A Câmara forneceu à PSA a identidade dos proprietários das diversas parcelas?
Sim. E também fez o reverso: sensibilizou os proprietários para a necessidade da PSA ampliar as suas instalações. - A PSA veio a adquirir alguns destes terrenos?
Sim. A PSA já adquiriu cerca de 35.000 m2 a poente, mais de metade do que necessitava. - Mas a Câmara colocou dificuldades à PSA quanto à utilização desses terrenos?
O PDM aprovado em 1995 – PS – classificou estes terrenos como solo urbano. Contudo, em 2001, a Câmara garantiu à PSA que licenciaria todos os projectos que esta viesse a apresentar para aquela zona, não levantando qualquer obstáculo. - O PDM para aquela zona poderia ter sido alterado durante o período em que esteve suspenso?
Não. Uma coisa é a suspensão e outra a revisão. Durante a suspensão procedeu-se à aprovação de projectos, salvaguardadas as medidas preventivas, apresentados por empresas e outros promotores. Caso a PSA tivesse apresentado um projecto de ampliação durante esse período, teria sido aprovado exactamente da mesma forma como foram todos os outros. - Se a PSA apresentar agora um projecto de ampliação será licenciado?
Evidentemente. - Mas há algum obstáculo à expansão da PSA?
Nenhum.
Então, qual é realmente o problema?
23 de novembro de 2006
Feio! Muito feio!
Mais feio ainda: a forma como o fez.
21 de novembro de 2006
Malhacila (2)
105 pessoas, para referir apenas os trabalhadores, enfrentam uma situação particularmente dramática.
É um momento de especial penosidade… mas é também momento para reflectir.
O que poderia ter sido feito para evitar este triste desfecho:
- Por parte do Governo?
- Por parte do Município?
- Por parte da Administração da empresa?
18 de novembro de 2006
Malhacila
Há muitos anos, mais de 20, a Malhacila adquiriu uma série de teares que tinham uma novidade: utilizavam fita perfurada para controlar as agulhas. Assim, para alterar o padrão da malha – o jacquard – bastava perfurar uma nova fita usando um programazinho que corria num magnífico Apple IIe.
Por essa altura, eu e o meu sócio Barreiros, tentávamos persuadir os empresários das vantagens que poderiam obter da utilização dos computadores. Na Malhacila não foi difícil. Na Malhacila a inovação não era um simples termo pomposo, mas uma constante preocupação do quotidiano.
E aí fomos nós adaptar o programa de contabilidade geral para correr no Apple das “máquinas”. E que bem que corria!
Belos tempos esses em que se iniciou uma relação de colaboração que perdurou no tempo e que haveria de estreitar-se. Foram horas e horas, dias e noites, domingos e feriados, semana após semana, analisando, escrevendo código, linhas e mais linhas, depurando, teimando, numa luta que é do programador consigo próprio, testando, insistindo, superando-se, para que o sistema de informação acompanhasse o crescimento da empresa. Tempos houve em que passava mais tempo na fábrica que em casa. Tempos houve em que estava na fábrica quase como se fosse em casa. E que bem se estava na Malhacila. Há quantos anos havia refeitório, cafetaria...
E a empresa cresceu, expandiu-se, conquistou novos mercados, diversificou, inovou e tornou-se, mesmo, um nome de referência no seu ramo.
Mas… os tratados internacionais de comércio são implacáveis.
Aconteceu com a Malhacila o mesmo que com tantas empresas europeias de mão-de-obra intensiva: deixou de ter condições para competir no mercado.
A Malhacila fechou.
Estou triste pelos tantos amigos que lá tenho nos mais diversos níveis de responsabilidade. Mas também estou triste por mim próprio.
14 de novembro de 2006
O atractor
Segundo “estudos de caso” apresentados pela empresa, esta solução vai inverter o processo actual, passando os empresários a ser atraídos para este país, e para esta região em particular, em detrimento das zonas até aqui mais apetecíveis. Assim, é previsível que a taxa de desemprego no extremo Oriente venha a subir consideravelmente, o que também não faz mal nenhum, já que eles estão lá bem longe…
13 de novembro de 2006
11 de novembro de 2006
AVISO À NAVEGAÇÃO
Se pretende ofender, injuriar, acusar sem fazer prova e insinuar, não venha cá. Arrisca-se a ser processado. (se o fizer noutro blog arrisca-se na mesma)
Se pretende debater, discutir, discordar e criticar de modo saudavelmente democrático, venha sempre que entender.
10 de novembro de 2006
Um blogger no banco dos réus
Uma coincidência fortuita, por certo...
O Público explica alguma coisa.
Como o Público (Local) é só para assinantes, fica aqui o DN e o Portugal Diário.
9 de novembro de 2006
5 de novembro de 2006
4 de novembro de 2006
1 de novembro de 2006
29 de outubro de 2006
O "Tarrafal"
Percebi, também, que "era suposto" que eu tivesse conhecimento do assunto, uma vez que se "trabalha em equipa".
Também percebi que era suposto que eu soubesse que se tratava de uma "punição" pelo facto do funcionário ser apoiante do Dr. Azevedo.
Ora bem:
- Não faço a mais pequena ideia de quem é o funcionário;
- Não faço a mais pequena ideia de onde trabalhava;
- Não faço a mais pequena ideia das razões que fundamentaram a transferência.
Uma afectação de um funcionário a um serviço compatível com a sua categoria profissional é um acto de mera gestão corrente. E, como tal, é uma decisão individual da pessoa responsável por esse sector, que apenas tem de fundamentar a decisão.
Se se tratasse de uma questão estratégica, uma decisão com impacto nas políticas sectoriais, o caso era diferente. Haveria necessidade de ouvir os diversos responsáveis - presidente e vereadores. Agora para questões de gestão corrente...
Já agora, façamos um paralelo:
- Será que o primeiro-ministro de Portugal tem conhecimento que, algures pelo País, um determinado funcionário da administração - fulano - é deslocado por conveniência de serviço de uma localidade para outra?
- Será que o primeiro-ministro de Portugal é responsável pelo "decreto do fim da crise" da autoria do ministro Pinho?
- Será que o primeiro-ministro de Portugal é responsável pela afirmação de um secretário de estado que disse que a culpa do défice da EDP era dos consumidores?
27 de outubro de 2006
Manifesto
Todavia, já que atribuo muita importância ao assunto abordado, entendo transformar a resposta que lhe dei num manifesto. Assim:
Anónima Vitória,
Como bem diz, este blog é meu.
E eu NUNCA discriminei, nem retaliei, nem exerci represálias sobre quem quer que fosse, muito menos por razões de desacordo de opinião.Tenho todo o meu passado para testemunhar isso mesmo.
Assim, quem aqui entender escrever, tem a certeza, a garantia absoluta, de que nunca será objecto de qualquer discriminação, pela minha parte, seja em que contexto for. Trabalho todos os dias com pessoas de quadrantes ideológicos bem distantes do meu e nunca as discriminei. Basta questioná-los.
Não estou na vida, e a política é parte da vida, para beneficiar amigos e prejudicar adversários. Tenho destas coisas uma perspectiva de serviço público em que o objectivo é a melhoria de "todos" sem pensar em "alguns".
É dentro deste quadro conceptual que considero exigível que quem aqui escreva se identifique sem ambiguidades: "Eu sou o fulano. Sabe? Aquele que... está a ver?"
Depois, pode criticar tudo o que entenda: "Olhe, acho que fez uma grande asneira nisto... ". Claro que também é exigível que acrescente: "Deveria ter feito assim e assado... Tinha esta vantagem e aquela..."
Desta forma, pode-se discutir. Pode-se pensar. Pode-se aprender. Pode-se, enfim, evoluir.
Mas sei bem que isto não é fácil.
Sei bem que para se ter este tipo de intervenção, é necessário que se possua uma bagagem intelectual mínima. É necessário que se consiga ir para além do imediato, do próximo, do óbvio, e que se saiba argumentar.
Ora, isso já não estará ao alcance da maioria dos que aqui costumam escrever. Esses não conseguem ir mais longe que o insulto, a ofensa e a insinuação.
Mas estão sempre a tempo de começar a enfrentar a vida "de frente"!
25 de outubro de 2006
Intempérie
Concurso
O tema é a "captação de indústrias".
Todos podem concorrer.
Para isso, devem indicar o nome, o ramo e a localização (concelho) das empresas industriais que se instalaram no Distrito de Viseu nos últimos 10 anos.
A indicação do ano de instalação é também necessária.
Para efeitos de confirmação, os concorrentes devem ainda indicar uma referência (link) através da qual se possa verificar da fidedignidade da informação.
Vencerá o concorrente que apresentar maior número de empresas, num só, ou no conjunto de vários comentários.
A indicação de empresa já referenciada por outro concorrente em comentário anterior é considerada nula.
O prémio, que não será pecuniário (abaixo os prémios pecuniários), será uma agradável surpresa e, sendo surpresa, será posteriormente divulgado.
Vamos a isso!
24 de outubro de 2006
20 de outubro de 2006
O pedido
Como já aqui afirmei, se lá fosse, faria um pedido público ao senhor primeiro-ministro.
Não! Não lhe pediria que trouxesse empresas para Mangualde em vez de as encaminhar para outros concelhos. Tão-pouco lhe pediria que fizesse em Mangualde investimentos públicos que se prepara fazer noutros concelhos.
Não. Nada disso.
Dir-lhe-ia apenas:
Senhor Primeiro-ministro, prometa aqui aos mangualdenses que a Citroen nunca sairá de Mangualde.
"Glossário" do PIDAC
É o Plano de Investimentos da Administração Central.
Nele se inscrevem as verbas que se prevê venham a ser gastas num ano em obras da responsabilidade da Administração Central.
2 - Quem elabora o PIDAC?
O Governo.
3 - Que obras figuram no PIDAC?
Aquelas que, sendo da responsabilidade do Governo, são propostas pelos diversos Ministérios.
4 - Qual o período de vigência do PIDAC.
O PIDAC é anual, integrando o Orçamento Geral do Estado.
5 - A construção de uma Biblioteca é enquadrável no PIDAC?
Sim. Trata-se de uma responsabilidade da Administração Central (Governo), na dependência do Ministério da Cultura através do IPLB.
6 - A construção de uma Escola Secundária ou Básica 2,3 pode ser prevista no PIDAC?
Sim. A partir do 2º ciclo, a responsabilidade pelas construções escolares (ainda) é do Governo.
7 - A reparação de uma Estrada Nacional pode entrar no PIDAC?
Sim. A construção, bem como a manutenção, da Rede Viária Nacional é uma competência do Governo, através da Estradas de Portugal?
8 - Um Hospital, Centro de Saúde, ou extensão de Saúde são integráveis no PIDAC?
Sim. Esta vertente da política de Saúde é da competência da Administração Central.
9 - E a sede de uma associação cultural?
Sim. Depende da vontade do Governo.
10 - Uma estrada Municipal pode constar do PIDAC?
Não. Trata-se de uma competência transferida para os municípios.
11 - A construção de uma ETA, ou de uma ETAR, é elencável no PIDAC?
Não. Trata-se de áreas da competência dos municípios.
12 - Pode ser incluída no PIDAC a reconstrução de uma escola do 1º Ciclo?
Não. Os edifícios relativos ao 1º Ciclo são da exclusiva responsabilidade dos Municípios.
13 - E a infra-estruturação de uma Zona Industrial?
Também não, pela mesma razão.
14 - Afinal, que obras são incluídas no PIDAC?
Aquelas que, sendo da sua responsabilidade legal, o Governo entende executar.
15 - O PIDAC é cumprido?
Não. Há obras que estão dotadas no PIDAC há vários anos e nem iniciadas estão. Transitam de um ano para o outro.
16 - Sabe-se qual a taxa de execução do PIDAC de determinado ano?
É possível que o Governo saiba...
19 de outubro de 2006
PIDAC 2007
18 de outubro de 2006
Rede Viária
14 de outubro de 2006
Moimenta da Beira
Agora vou pesquisar - e pedir ajuda ao meu amigo moimentense Alcides Sarmento - para aprender qual foi o papel da Câmara Municipal de Moimenta da Beira na atracção daquele investimento estrangeiro, criador de riqueza e de tantos postos de trabalho na região.
Opine sobre o portão - Resultados
12 de outubro de 2006
Um pedido
Se eu lá fosse, faria um pedido público ao senhor primeiro-ministro.
Não! Não lhe pediria que trouxesse empresas para Mangualde em vez de as encaminhar para outros concelhos. Tão-pouco lhe pediria que fizesse em Mangualde investimentos públicos que se prepara fazer noutros concelhos. Não. Nada disso. Dir-lhe-ia apenas:
Senhor Primeiro-ministro, prometa aqui aos mangualdenses que a Citroen nunca sairá de Mangualde.
Não estarei lá, mas não faltarão pessoas que lhe poderão endereçar este pedido.
11 de outubro de 2006
Opine
Neste enquadramento, qual a atitude mais correcta que a Câmara Municipal deveria assumir?
- Imputar todas as responsabilidades ao funcionário;
- Accionar o seguro, com o consequente agravamento do prémio;
- Aproveitar os seus recursos e reparar o portão nas Oficinas Municipais;
- Pedir ao privado que mandasse consertar o portão, e pagar-lhe o valor da reparação.
Opine e vote.
(a falta de acentos e cedilhas deve-se à aplicação de web pool)
10 de outubro de 2006
6 de outubro de 2006
Dei comigo a ler isto:
Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para abusar da sua influência, real ou suposta, com o fim de obter de entidade pública encomendas, adjudicações, contratos, empregos, subsídios, subvenções, benefícios ou outras decisões ilegais favoráveis, é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.
(Artigo 335º do Código Penal, na redacção que lhe foi dada pela Lei nº 65/98, de 2 de Setembro)A Lei N.º 108/2001 de 28 de Novembro deu a este artigo a seguinte redacção:
1 - Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para abusar da sua influência, real ou suposta, junto de qualquer entidade pública, é punido:
a) Com pena de prisão de 6 meses a 5 anos, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal, se o fim for o de obter uma qualquer decisão ilícita favorável;
b) Com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 60 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal, se o fim for o de obter uma qualquer decisão lícita favorável.
5 de outubro de 2006
Centenário de José Maria de Almeida
4 de outubro de 2006
2 de outubro de 2006
Feira Medieval - Canas de Senhorim
Estava tudo muito bonitinho, juntinho e arrumadinho. Lá estavam as escolas e associações, tudo a participar como deve ser.
Havia de tudo, incluindo aves, muitas aves, domésticas e não só.
Quem está muito melhor, é o leproso. Devem ter-lhe feito bem os ares de Mangualde.






26 de setembro de 2006
24 de setembro de 2006
Sábado em Mangualde
23 de setembro de 2006
Endividamento municipal
Dessa lista, repesquei a capacidade de endividamento das que nos são geograficamente mais próximas:
Celorico da Beira, 181%
Fornos de Algodres, 137%
Gouveia, 161%
Guarda, 136%
Moimenta da Beira, 104%
Oliveira de Frades, 107%
Santa Comba Dão, 150%
São Pedro do Sul, 194%
Sátão, 127%
Seia, 164%
Vouzela, 147%
Mangualde teima em não constar!