3 de maio de 2008

29 de abril de 2008

Inauguração

Temos visto, na televisão e nos jornais, anúncios de medidas e obras, por todo o país, que se repetem uma, duas e até três vezes, até serem efectivadas. É uma das especialidades deste governo: o anúncio do anunciado como se nunca o tivese sido.
Acho mal!
Acho mal e espero que este fenómeno não venha a ocorrer com a Barragem de Girabolhos Abrunhosa do Mato.
Ora, como neste blog a barragem já está construída, não precisa de mais anúncios e, para o evitar, o melhor mesmo é dar notícia da inauguração.
Papa_GirabolhosNão me lembro do nome daquele senhor de branco que está ao lado do "obscuro professor", mas "a fotografia existe mesmo".

25 de abril de 2008

Barragem

Chegou acolitado pelos seus inúmeros lugar-tenentes. Apeou-se, firmou o olhar e observou o Monte de Girabolhos, o Mondego lá ao fundo e a Póvoa da Rainha na linha do horizonte. Olhou uma vez mais para um lado e para o outro e, peremptoriamente, disse:
- O paredão será mesmo aqui, entre este ponto e aquele ali! A cota máxima será por além! Avancem com a construção! Ah, não se esqueçam de meter a água! Vamos embora. Está feito!

E está mesmo!

24 de abril de 2008

O fotógrafo estava lá

Ia a meio a cerimónia de lançamento do concurso público da construção da Barragem de Girabolhos Póvoa da Rainha Abrunhosa do Mato quando sucedeu o insólito: irrompeu pela sala o assim denominado "vereador de Viseu" munido de uma câmara fotográfica.

Mas então onde é que está o insólito?
É que a máquina não era para fotografar, mas para ser fotografado!

21 de abril de 2008

IC12 e amnésia selectiva

A amnésia selectiva é uma faculdade muito curiosa. Permite esquecer completamente determinados factos e lembrar outros. Vejamos, por exemplo, o caso do IC 12:
Aqueles que são dotados de amnésia selectiva esqueceram que Aníbal Cavaco Silva, quando saiu do governo em 1995, deixou a obra com o concurso a decorrer; esqueceram que tinha outro traçado (já teve vários) e que não era portajada; esqueceram que esse concurso foi anulado pelo governo de António Guterres; esqueceram que o Partido Socialista era, então, abertamente contra a chamada, “política do betão”; esqueceram que a substituíram, na altura, pela política do “as pessoas estão primeiro” (que tão espectaculares resultados deu).
É por isso que a amnésia selectiva lhes é importante: esquecem os factos inconvenientes. Esquecem que o IC12 já podia estar construído desde 1997 e que só não o está porque o Partido Socialista anulou o concurso.
Ora, como esquecem, até podem lançar o concurso agora fazendo de conta que é a primeira vez; fazendo de conta que são os “salvadores da pátria”, quando são, afinal, os primeiros responsáveis pelo atraso de 11 anos.
Pela minha parte, embora não tenha esquecido estas coisas, fico satisfeito com o anúncio da abertura do concurso para a concessão. Vale mais tarde que nunca!
Percebo isto tudo e fico satisfeito.
Só não percebo porque é que, estando lá tantos fotógrafos, o jornal Zurara teve de ilustrar a cerimónia da abertura do concurso do IC12, em Mortágua, com uma foto tirada na Martifer em Oliveira de Frades…
Deve haver alguma razão, ai isso deve, mas escapa-se-me.

20 de abril de 2008

15 de abril de 2008

Destruição

Depois de, há umas semanas, ter sido destruída uma bela e típica garagem...

... chegou agora a vez da sólida moradia com arquitectura de fino traço que ladeia a ex-futura (ou futura-ex) "Travessa do Hospital Velho", igualmente em processo de destruição, mesmo em frente do Lar da Misericórdia.

(entretanto, continua a processar-se a destruição inexorável e meticulosa da Rua Azurara da Beira)

13 de abril de 2008

7 de abril de 2008

Serviço público

(de alfabetização)

Em democracia não são exigidas especiais competências aos políticos. Para ascender a essa condição apenas basta aos interessados que agradem aos eleitores. Que sejam simpáticos, por exemplo. Ou, então, que lhes prometam a resolução imediata de todos os seus problemas e JÁ. Ou, de uma forma mais geral, que digam às pessoas aquilo que elas querem ouvir, independentemente da necessária (im)possibilidade de concretização. (e digo isto com enorme desencanto)
Isto é, não são exigidas especiais qualificações a um político, seja ele primeiro-ministro, presidente de câmara ou vereador. É por isso que não existem, sequer, cursos que acreditem políticos. Nem mesmo neste nosso Portugal, onde têm tido muita publicidade visibilidade as “Novas Oportunidades” com o seu sistema de RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências).
Assim sendo, as competências que um homem leva para o desempenho de um cargo político para o qual foi eleito pelo povo, são exactamente aquelas que já detinha no instante imediatamente anterior ao da eleição. Nenhuma transformação acontece no homem. Continua a ser o mesmo homem, uno e indivisível.
Desta forma, chamar incompetente a um político é dizer que o homem é incompetente. Não se pode distinguir um do outro.
Coisa diferente é acusar o político de errar. E, efectivamente, os políticos podem errar e, quando erram, podem – devem – ser acusados disso mesmo. Os políticos podem errar quando desempenham a sua função, aquela para a qual foram eleitos: a de decidir. De facto, os políticos não “fazem”. Não projectam, não calcetam e também não levantam e põem lancis para alargar passeios. Não. Os políticos, apoiados em estudos elaborados por técnicos – aos quais, a esses sim, são exigidas competências – tendo em conta o que julgam ser o interesse público, tomam decisões, as quais podem levar à elaboração de projectos e, finalmente, à execução de medidas. É claro que ao longo deste processo podem acontecer diversos percalços: os dados iniciais podem ser incorrectos, o interesse público pode ser mal avaliado, os projectos podem conter erros, os executantes podem não ser dos melhores... enfim…
Dir-se-á que, em última análise, fica a responsabilidade política. Talvez sim, talvez exista essa coisa. Mas responsabilidade política é uma coisa e incompetência é outra bem diferente.

Já agora, para concluir:
Diego Armando Maradona não era competente. Era um super craque da bola! Brigitte Bardot não era competente. Era muito boa! Pablo Picasso não era competente. Era um artista! E John Lennon não era competente. Também era um artista!

31 de março de 2008

Mandar para o descanso

Assustei-me!
Estive a ler um comunicado do CDS e fiquei assustado com aquela linguagem agressiva. Uma linguagem de onde transparece uma animosidade à flor da pele e uma agressividade reprimida, quase incontida. Não sei o que terá acontecido, mas parece-me que haverá ali qualquer coisa complicada. Não sei o quê, mas que há-de haver alguma coisa, lá isso há.
De qualquer forma, haja o que houver, de acordo com os meus padrões, nunca se justifica a utilização daquela terminologia de “falta de vergonha”, de “grotesco”, de “mandar para o descanso” (só faltou o “eterno”) e de outros adjectivos semelhantes que proliferam ao longo da prosa. Eu nunca o faço. Nunca mesmo! A não ser quando me refiro aos filhos-da-puta dos anónimos que aqui me vêm caluniar. Só que, nesse caso, não me estou a referir a ninguém em concreto, não estou a insultar quem quer que seja, antes a desabafar de um grupelho de cobardolas indeterminados. De resto, nem me passaria pela cabeça vituperar uma pessoa conhecida, qualquer que fosse, que um dia hei-de encontrar e cumprimentar algures em algum lugar. E até vou mais longe: se me desse para chamar incompetente ou “sem vergonha” a um tipo qualquer, então seria coerente com essa atitude e nunca mais lhe olharia para a cara. Abomino “o pântano” e a “paz podre”!
É que "incompetente" é algo muito diferente, só para dar um exemplo, de "palerma". "Palerma" é um conceito subjectivo. Fulano pode achar que cicrano é palerma por tomar determinadas atitudes que outrem, pelo contrário, considera correctas. É subjectivo. O mesmo não se passa com "incompetente", uma vez que se trata de um conceito objectivo. No contexto presente, a competência, ou a sua negação, é atestada pelas escolas ou pelas ordens profissionais e equivalentes, não cabendo ao vulgar cidadão aventurar-se a conjecturar sobre a eventual (in)competência de alguém.

Agora, num registo exclusivamente pessoal, vou referir-me ao caso concreto das obras da Rua Azurara da Beira:
Começo por lembrar que abordei a questão num artigo que aqui publiquei em 3/7/2006. O texto teve algumas repercussões e, já em 2007, teve desenvolvimentos:
  • Surgiu um abaixo-assinado de todos os comerciantes daquela rua, com excepção de um, solicitando que a mesma passasse a ter apenas um sentido;
  • Os serviços técnicos deram parecer positivo e propuseram o sentido poente-nascente;
  • A Câmara Municipal, por unanimidade, aprovou a alteração;
  • Os serviços técnicos elaboraram o plano;
  • As obras desenvolveram-se por fases, em articulação com os comerciantes, no sentido de minimizar os inconvenientes, uma vez que a alternativa seria demorar menos tempo, mas manter a rua sem trânsito – logo com menos comércio – durante todo esse tempo;
  • Como é normal em qualquer obra, aquando “no terreno”, surgiram dados novos que obrigaram a correcções no sentido da melhoria da mesma.
Merece-me um comentário, também, a insinuação de que não terá havido articulação com a empresa Beiragás. É que foi exactamente ao contrário. De facto, o planeamento da empresa apontava para instalação das condutas no próximo mês de Setembro e foi sob intensa pressão que a Beiragás acedeu a antecipar a intervenção, fazendo-a coincidir, excepto no primeiro troço da rua, com a do Município.

Finalmente, vou aqui deixar um subsídio para a compreensão da problemática do relacionamento com empresas como a EDP, PT, Beiragás, Netcabo. É fácil: é só clicar na imagem… e ler, claro está. É do "Público" de Domingo passado.

30 de março de 2008

Hoje fiz uma concessão

Hotel Montebelo - 29/03/2008Apesar das seis horas consecutivas, não desgostei do périplo pelos problemas que mais afectam o nosso distrito. E até aprendi coisas interessantes. Por exemplo, enquanto o ministro Mário Lino "Jamé" – Sócrates dixit – fumava o seu cachimbo e eu uma cigarrada, lá me foi falando das novas tecnologias que o concessionário irá usar nas portagens dos novos troços do IC12, com reconhecimento da matrícula por via óptica ou electromagnética, e da possibilidade de aquisição de pacotes pré-pagos de portagens (como os telemóveis), em alternativa ao clássico pós-pagamento por débito bancário. Achei muito avançado.

19 de março de 2008

O drama pungente da célula (com)fundida


Era uma vez uma simples célula fotoeléctrica como tantas células que a EDP instala nas cabines baixas dos postos de transformação, mesmo a jeito das pedradas e das pauladas que os vândalos que nos assolam tanto gozo têm em lhes desferir. Uma vez vandalizada, a célula fica incapaz de accionar o contactor que estabelece a ligação da rede pública de iluminação e… a rua fica às escuras. É o que nos tem acontecido com alguma frequência nos últimos tempos. “Aqui não há iluminação, ali também não, além já há, e mais além também não…”, seguindo, normalmente, o percurso do “gang”.
Não era este, todavia, o caso da "nossa" célula. Ela não tinha sido vandalizada. Estava intacta e operacional. E contudo… a rua estava ficava às escuras! “Que problema terrível!”
Ensaiado o sistema, tudo estava perfeito. Luz acesa. Mas veio a noite e… luz apagada! “Que drama!”
Eis senão quando, EUREKA! “A célula anda a ser enganada! Julga que é sempre dia porque é iluminada por aquele candeeiro que está noutro circuito. Mude-se de posição!”

E foi assim que a nossa célula passou a não ser confundida passando, toda feliz, a fazer luz em muitas lampadazinhas.

15 de março de 2008

Parceria


Ora aqui está um exemplo de futuro hipotecado, de trespasse do concelho, de insustentabilidade financeira e de impossibilidade dos vindouros decidirem. E, além do mais, tudo absolutamente, completamente, totalmente e irremediavelmente ILEGAL !
Mas não é cá...
Infelizmente.

14 de março de 2008

Árvores

Tratadas com tal carinho e plantadas nos locais certos, têm tudo para crescer e... servir.

Centro de Saúde - Mangualde

7 de março de 2008

Ler faz bem

Semana da leitura na EB 1 N.º 2 de Mangualde (ex-colégio)


(Lendas de Mouras, de Luísa Ducla Soares, na Biblioteca)

4 de março de 2008

O estranho caso das empresas fugidias

As tais que teimam em não se instalar em Mangualde!

Curso de Português


Isto também era bom para muitos bloggers e comentadores de blogs. Aparece aqui cada calinada...
Bom, pode ser que haja turmas em e-learning e à distância.

24 de fevereiro de 2008

É bom viver em Mangualde?

Era o que perguntava o comentador “correia”, aqui há dias.

É óbvio que, tirando as questões objectivas que decorrem da análise científica de indicadores comprovados – que estão no estudo da UBI – a questão é, naturalmente, subjectiva. Ela vai depender do grau de exigência de cada um e das respectivas percepções individuais.
Por isso, a este nível de apreciação, só posso falar por mim. E eu, por mim, gosto de viver em Mangualde.
Sem qualquer embaraço, ficam aqui algumas coisas de que gosto em Mangualde:

Gosto de tomar, no Melro, o melhor café matinal de Portugal. Gosto de trabalhar na ESFA, uma escola de referência. Gosto de ir à “menina dos meus olhos” – a Desinel. Gosto de sair do trabalho às 7 e meia, ir buscar o pão ao Acrísio (que “fecha” às 7), parar em segunda fila, entrar e sair “aviado” menos de 1 minuto depois. Gosto de observar o bulício da hora-de-ponta quando fecham as muitas empresas locais. Gosto de ver as obras a andar, a cidade a crescer e as freguesias bem arranjadas. Gosto de passear o meu Max nos jardins do Cemitério. Gosto de comprar um fatito na loja do Ferraz, um par de calças no Sousa, um electrodoméstico no Abel e até de cobiçar um relógio na montra de uma das ourivesarias. Gosto de ir a um espectáculo cultural, especialmente se for realizado sem subsídios camarários. Gosto de ir ao cinema, e mesmo ao teatro, que ficam aqui mesmo à mão-de-semear. Gosto da “confraria” da Lampreia. E, é claro, gosto da tertúlia do Moderno.

(Que me desculpem os outros todos onde também vou e que não mencionei)

Há, naturalmente, outras coisas que me levam a gostar de viver em Mangualde, mas... já chega.
Sou um homem com gostos simples.


E você, caro comentador, de que gosta (e de que não gosta) em Mangualde? (por favor seja objectivo e não fale de pessoas)

Juntei uma foto do Complexo, uma das coisas de que gosto em Mangualde, pelo serviço que presta e até por ter colaborado empenhadamente na sua concepção, com projecto elaborado, assinado e responsabilizado. (modéstia à parte)

21 de fevereiro de 2008

O milagre de Fátima Mangualde


É um tema que já aqui foi tratado.
Na altura, para ilustrar que o nosso concelho ficava, sensivelmente, a fechar o primeiro terço do ranking da Qualidade de Vida (1) elaborado pelo Observatório da Universidade da Beira Interior. Uma posição muito interessante para um concelho localizado num interior cada vez mais abandonado pelo governo central.
Só que hoje o Jornal de Notícias (edição em papel de 20/02/2008) trouxe-nos mais dados:

No distrito, depois de Viseu, Mangualde é o concelho que tem o mais alto Índice de Qualidade de Vida.

Ora, sendo nós um concelho onde, desde há 12 anos, alegadamente, não se investe na economia, nem na cultura, nem na educação, nem no desporto, nem na saúde, nem no ambiente, nem em nada, um concelho onde, alegadamente, reina a absoluta estagnação no atoleiro de um enorme marasmo, alegadamente, por responsabilidade de incompetentes relapsos, tudo isto contrariamente aos concelhos vizinhos que têm, alegadamente, registado progressos incomensuráveis nas mesmas áreas... ... ... só mesmo por... MILAGRE!

(eu gostava que estivéssemos mais acima na tabela... e havemos de estar... mas, caramba, haja decência!)

(1) segundo Pires Manso, autor do trabalho, juntamente com Nuno Simões, técnico do Observatório. "O índice tem em conta centenas de variáveis quantitativas, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o consumo, e variáveis qualitativas como a disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição", explica.

20 de fevereiro de 2008

Pseudónimos

Pedaço do "print-screen" da página de comentários deste blog:
(clique para ver melhor)



É por isto que o título deste post não devia ser "Pseudónimos" mas sim PSEUD'HOMENS

16 de fevereiro de 2008

Renascimento


Um primeira página particularmente feliz.
Ora vejam:

O general...

o aspirante...

o major...

e tudo à volta de um grande...

CARNAVAL!

14 de fevereiro de 2008

Índice Concelhio de Qualidade de Vida

(não fosse o anónimo virgulino e esta tinha-me escapado)
É assim:

...
O Índice Concelhio de Qualidade de Vida, elaborado pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social, da Universidade da Beira Interior, baseia-se no anuário estatístico de 2004 do Instituto Nacional de Estatística. A equipa de investigadores aplicou "uma metodologia original e inovadora", segundo Pires Manso, autor do trabalho, juntamente com Nuno Simões, técnico do Observatório. "O índice tem em conta centenas de variáveis quantitativas, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou o consumo, e variáveis qualitativas como a disponibilidade de bens culturais e outros de difícil medição", explica. Através de "técnicas estatísticas mais simples e outras mais elaboradas, como as multivariadas, caso da análise factorial", o índice avalia cada concelho em três factores: educação e mercado de emprego; infra-estruturas; ambiente económico e habitacional.
...
Na zona da Beira Serra, o concelho de Oliveira do Hospital surge como o mais bem classificado (154), seguido de Tábua (178), Góis (191), Seia (192), Arganil (193), Gouveia (206) e Celorico da Beira (225). No entanto, comparando com os concelhos vizinhos da região do Planalto Beirão, todos os concelhos da Beira Serra ficam atrás, com Mangualde (104) a liderar o ranking, seguido de Nelas (116), Santa Comba Dão (130) e Carregal do Sal (143).

Outros números:
... Covilhã - 118, Guarda - 123, Belmonte - 177, Fundão - 183, Proença-a-Nova - 197, V. V. Ródão - 209, Sertã - 226 ... ... ...

Sim, eu sei. Eu sei que deviamos estar no primeiro lugar e não no primeiro terço. Eu sei! Mas... de qualquer forma... Obrigado, ó virgulino!

10 de fevereiro de 2008

Parques Infantis

O PCP, primeiro, e a SIC, depois, descobriram que em Mangualde há parques infantis degradados e perigosos.
É verdade.
Foi mesmo por ser assim que, há muito tempo, a Câmara Municipal deu instruções, escritas, às diversas entidades gestoras, acerca da obrigatoriedade de procederem à sua requalificação ou, em alternativa, ao respectivo desmantelamento (*) .
Umas cumpriram, outras nem tanto, e até houve algumas que se viram impedidas pela população da desmontagem, nada alarmada que ficou com a perigosidade diagnosticada pela ASAE pelo IND.
Posteriormente, a Câmara lançou um programa de (re)construção de parques infantis, respeitando as normas do IND, sendo que, nomeadamente na área da Cidade, os quatro parques existentes já as cumprem.

Modorno Bairro de S. João
Lg. P. Álvares Cabral Cubos

Curiosamente, o parque que a SIC mostrou - Santa Luzia - não é da responsabilidade da Câmara Municipal. Quer adivinhar de quem é?

(*) É capaz de haver pessoas convencidas de que apenas as urgências e as escolas custam dinheiro e que, por isso, podem ser encerradas. Mas não é assim. Há muitas outras coisas que também custam dinheiro. A cultura custa dinheiro. O desporto custa dinheiro. E até as brincadeiras das crianças custam muito dinheiro.

2 de fevereiro de 2008

Percurso perigoso e sem sinalização

À falta de matéria para crítica, vêem-se na necessidade de recorrer a estes expedientes:

Ora aqui está o tal "percurso perigoso e sem sinalização adequada" que alguns alunos do Colégio agora têm de fazer, por sinal o mesmo que todos os que frequentam o Complexo Paroquial sempre fizeram, e tudo por causa de "a escola situar-se do outro lado da escola" !!!
Então, aqui fica o tal atentado à segurança infantil, devidamente sonorizado, para completa percepção da dimensão do problema !

30 de janeiro de 2008

Aprender com os outros



Apesar de na oposição, estes não receiam tomar posição em defesa da população.

Saúde em serena expectativa

O texto integral é público e está aqui.
Eu vou aqui pôr só uns pedacinhos, sublinhando o mais relevante:

O senhor Vereador Eng.º Agnelo de Figueiredo, alegando que era sem intenção política, proferiu a seguinte declaração:

As preocupações com os cuidados básicos de saúde são hoje um tema central nas inquietações dos portugueses. No âmbito da reorganização dos serviços de saúde, têm sido encerrados diversos serviços de atendimento permanente no período nocturno em concelhos bem próximos de nós. É, pois, muito possível, é até provável, que também os nossos serviços concelhios de saúde sejam reorganizados. Em conformidade, é dentro desta lógica que considero fundamental que essa reorganização garanta, pelo menos, o acesso àquilo que hoje se chama “consulta aberta”, durante as 24 horas do dia. Só assim conseguiremos, pelo menos, manter o nível de qualidade dos serviços a oferecer aos nossos concidadãos, novos ou velhos, ricos ou pobres. Convido, portanto os senhores Vereadores a subscrever esta posição, a ser enviada a sua Ex.ª o senhor Ministro da Saúde para ser tida em conta no processo de reorganização.
...
Perante este convite, tomou a palavra o senhor Vereador Dr. João Azevedo, para
dizer o seguinte:
...
... Deste modo, e relativamente a este seu pedido, só o poderei eventualmente subscrever se for tomada a decisão no sentido de ser encerrado o SAP de Mangualde e sem qualquer benefício alternativo para a população de Mangualde...

...
Tomou novamente a palavra o senhor Vereador Eng.º Agnelo de Figueiredo para dizer o seguinte:
Eu não sei se o serviço nocturno fecha ou não fecha. O que pretendo é que o órgão executivo do município, e não apenas individualmente o seu Presidente, manifeste uma posição de defesa dos interesses dos munícipes. O resto não me interessa nada.
...
Entretanto tomou a palavra o senhor Vereador Dr. Luís Coimbra, que proferiu as seguintes declarações:
...
... Portanto, porque também nos preocupa a prestação dos cuidados básicos de saúde em condições de qualidade e de eficiência, julgo ser de aguardar com serena expectativa aquilo que nesta matéria a Administração Central nos reserva, para depois nos prenunciarmos e tomarmos as posições políticas que houvermos por bem tomar...

...
Relativamente ao assunto relacionado com o eventual encerramento do SAP, a senhora Vice-Presidente da Câmara, Dr.ª Sara Vermelho, disse o seguinte:
...
... se não se vislumbrar algo que garanta o mínimo de satisfação das necessidades da nossa população no que diz respeito ao serviço de saúde, a proposta apresentada pelo senhor Vereador Eng.º Agnelo de Figueiredo deverá ser subscrita...


Resumo da matéria dada:
É de aguardar aquilo que a Administração Central nos reserva.

Esclarecedor!

27 de janeiro de 2008

Bodes expiatórios

Felizmente que isto não aconteceria em Mangualde.












Desde o encerramento dos SAP, ainda os Bombeiros do concelho de Alijó, acho eu que a nenhum corpo de bombeiros, ninguém lhe veio dizer como é que haviam de funcionar.

24 de janeiro de 2008

Promiscuidade

Afinal... S. Pedro do Sul virá a ter um serviço de urgência básica.

O autarca social-democrata disse ao início da noite, em conferência de imprensa, que hoje foi o seu «dia mais feliz à frente do município», porque o ministro Correia de Campos o chamou à tarde a Lisboa para anunciar que S.Pedro do Sul vai pertencer à rede nacional de SUB.

O autarca reuniu-se com Correia de Campos às 16:00, mas, 36 minutos depois, já os deputados do PS por Viseu José Junqueiro e Miguel Ginestal informavam, por e-mail, que, «depois de reuniões efectuadas no último ano com o senhor ministro da Saúde», o concelho de S.Pedro do Sul «terá SUB conforme estudo técnico realizado».


Este último parágrafo é uma verdadeira ode à descarada promiscuidade entre o Governo e Partido Socialista. É só "influências".
Diz António Carlos Figueiredo que são "influências malévolas político-partidárias".
Exacto! Aqui em Mangualde sabemos bem o que é isso da influência!!

19 de janeiro de 2008

PSA - Cronologia de um equívoco

16/01/2008 - Os vereadores do PS requerem uma reunião extraordinária da Câmara Municipal para discutir a situação da Fábrica da PSA de Mangualde.

17/01/2008 (de manhã) - O presidente do grupo PSA, Christian Streiff, numa conferência de imprensa em Vigo, assegura que conta com Mangualde para o futuro e diz que nunca colocou a hipótese de deslocalização.

17/01/2008 (de tarde) - O Ministro Pinho, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, espalha o pânico alertando para a possibilidade de saída da fábrica de Mangualde.


18/01/2008 - O Ministro Pinho, ao lado do Presidente Soares, revela que se tratou de um equívoco e que tem garantias que a fábrica não sairá de Mangualde.


A pergunta que não pode deixar de se colocar é:

O que pode levar um Ministro da República a prestar-se a fazer um "serviço" deste quilate?

18 de janeiro de 2008

PSA Peugeot Citroën conta com Mangualde para o futuro

Gosto mais desta notícia. Muito mais!
E esta vem directamente do presidente da PSA, Philippe Streiff.
Ainda bem! Seria trágico para muitos milhares de pessoas.



E até aqui vou reproduzir dois extractos da notícia:

Não houve, nas declarações proferidas esta manhã em Vigo pelo presidente da companhia, qualquer referência a uma possível deslocalização da fábrica de Mangualde para outro país.
...
Fonte oficial da PSA garante que este cenário não foi colocado em cima da mesa por parte do CEO da companhia.

Bom... mas se o CEO da PSA diz que não colocou esta hipótese... porque é que o Senhor Ministro Pinho se lembrou dela algumas horas depois?

E, já agora, como é que os senhores vereadores do PS pediram uma reunião extraordinária da Câmara Municipal para debater a situação da PSA, ainda antes do Senhor Ministro ter falado?

Simples coincidência, sem qualquer dúvida!

17 de janeiro de 2008

Vamos a isso










(Ouça aqui o Ministro Pinho)













Vamos a isso!
Os senhores vereadores até já tinham pedido, previamente às declarações do Senhor Ministro, uma reunião extraordinária sobre esta matéria...

16 de janeiro de 2008

Diz que é uma espécie de obsessão (III)

O Presidente da Câmara, preocupado com a segurança dos cidadãos, decide solicitar ao Exército Português que autorize a requisição de um oficial para coordenar os serviços de Protecção Civil do município.
Vindo o militar, cedo dá conta que a sua capacidade de trabalho está muito longe de se esgotar nas tarefas ligadas à protecção civil.


Pergunta:

O que deve então fazer o Presidente?

  1. Nada! O militar que vá fazendo o seu trabalhinho e, no tempo que lhe sobrar, que vá coçando os… as esquinas.
  2. Rentabilizar o novo recurso disponível em outros trabalhos em favor do Município.

Justifique a resposta.

13 de janeiro de 2008

Diz que é uma espécie de obsessão (II)

O Oficial da Arma de Engenharia requisitado ao Exército Português, segundo dois entrevistados "convenientemente seleccionados”:

  • Aparece sistematicamente a negociar acordos de cedências de terrenos;
  • Aparece sistematicamente à cabeça de obras que são da Câmara Municipal;
  • Aparece sistematicamente a tentar junto de munícipes que haja cedências a favor da Câmara Municipal;

E, segundo alguns comentários aqui colocados:

  • Quanto ao major ter posto a câmara "nos eixos" dou-lhe os meus parabéns;
  • … não tenho nada contra o Major, pelo contrário gosto da eficácia;
  • … acabou com as pausas (pagas pelos munícipes) para os cafés dos empregados da câmara...;
  • … acabou com o facto de alguns empregados usarem as viaturas para benefício próprio (irem almoçar por os filhos á escola..e afins)...;

Eu até desconheço algumas das coisas que aqui se dizem, como a história das "pausas" (vejam bem o que se diz dos funcionários da autarquia; é de pasmar!!!) e aquela das "viaturas", mas ... afinal o que é que está errado?

Será que o mal está no facto do militar colocar o interesse da Câmara, ou melhor, do Município, à frente de interesses pessoais e particulares?

Ou será que o mal está no aumento de produtividade dos serviços públicos?

Diz que é uma espécie de obsessão




Pois... quando se entra na esfera pessoal...

(o critério jornalístico é... sim, claro está... mas eu até não me importava de ter falado à senhora)

Cantares de Janeiras

Na Associação dos Lavradores de Cubos

(trecho da actuação da Associação de S. Pedro de France)

Num concelho que tem um movimento associativo com a pujança do nosso, com um constante fervilhar de iniciativas culturais, desportivas e recreativas, e como tive ocasião de lá dizer de viva voz, temos de nos congratular pelo empenho e criatividade demonstradas na angariação dos meios necessários à auto-sustentação e à prossecução das suas finalidades.
Parabéns, portanto, ao movimento associativo Mangualdense e, neste particular momento, aos Lavradores de Cubos.

10 de janeiro de 2008

Excelente score presidencial

Ser poder tem destas coisas... mas o nível de responsabilidade também aumenta...

(para evitar polémicas desnecessárias, informo que tenho a listagem dos IP de quem votou e em quê)

6 de janeiro de 2008

As tonsilas do Fábio

(Um conto ficcional num futuro próximo - por Agnelo Figueiredo)

Ao jantar, o Fábio, 4 anitos, estava muito rabugento e foi com muita dificuldade que comeu. Só mesmo forçando. E mesmo assim, só umas colherezitas de sopa. Marco, o pai, foi deitá-lo enquanto a mãe, Sónia, arrumava a cozinha.
Sentaram-se a ver o “talk show” da TV enquanto falavam das contas que tinham para pagar nesse mês. Sónia trabalha num hipermercado e Marco é operário numa grande indústria, onde trabalha por turnos e actualmente está no que começa às seis da manhã. O programa não estava interessante e eram quase onze da noite, de modo que foram para a cama.
Sónia acordou estremunhada. Passava-se alguma coisa. Era o Fábio que chorava. Sónia foi vê-lo e encontrou-o agitado, ofegante, a escaldar. Procurou o termómetro e leu o valor da temperatura: 39,5 graus!
- Marco vem cá, o Fábio está cheio de febre, disse Sónia.
Marco levantou-se e olhou para o despertador: 1H15. “Que chatice!”
- E agora?
- Temos de o levar ao médico.
- Pois temos. Vou vestir-me num instante. Fica aí com ele.
Chegados ao Hospital de Viseu depararam com uma enorme agitação. Carros e mais carros, táxis e ambulâncias. Havia-as de todo o distrito e até da Guarda. Tudo num grande bulício.
O registo no balcão do serviço de urgência foi muito fácil e o homem da segurança logo os mandou entrar. Mas só a um deles. O outro tinha de aguardar no exterior. Foi Sónia a quem coube acompanhar o filho que foi avaliado imediatamente. O Sistema de Triagem de Manchester funcionava lindamente e foi-lhe atribuída a cor amarela. Sónia, com o Fábio ao colo, passou então para a sala de espera que estava a abarrotar. Eram 2H00 da madrugada.
Sentada na sala, Sónia observava o constante ir e vir de médicos e enfermeiros entrando e saindo dos diversos gabinetes. Por vezes aparecia à porta da sala de espera uma senhora que chamava o próximo doente. Sónia reparou que todos os que já tinha ouvido ser chamados tinham fitas cor-de-laranja e a do Fábio era amarela. E continuou a esperar. Mas estava a tornar-se muito incómodo e já não conseguia ter uma posição confortável na cadeira.
4H30. Lembrou-se de Marco que aguardava lá fora e tinha de ir trabalhar às seis da manhã. Pediu a uma auxiliar que lhe vigiasse o Fábio e pediu ao segurança que a deixasse sair para falar com o marido.
- Olha, isto está para demorar. Vai-te embora que eu alugo um táxi. Daqui a pouco tens de entrar na fábrica.
- Não. Espero por ti. Também já não deve tardar. O miúdo como é que está?
- Olha, agora está a dormitar mas continua muito quente e choraminga. Vai-te lá embora.
- Não. Já te disse que espero para irmos todos. Volta lá para dentro.
Tinha Sónia acabado de voltar à sala de espera quando deu conta de uma agitação ainda maior. Pelas conversas que captava, percebeu que estava a chegar uma VMER e uma ambulância do INEM com uma criança em estado grave que não tardaram em irromper pela porta, empurrando a maca com grande velocidade. Na sala de espera todos se entreolharam cabisbaixos e preocupados.
Sónia estava esgotada. E também enervada. Viu uma senhora enfermeira com aspecto simpático e perguntou-lhe quando seria atendido o Fábio. Ao fim e ao cabo já ali estava há mais de quatro horas. E logo a enfermeira muito solícita:
- Deixe-me ver o menino. É melhor dar-lhe água. Eu vou buscar. Sabe, isto é sempre assim. Temos sempre imensos casos muito urgentes e mesmo emergentes, e esses têm prioridade. Tem de compreender. Nós fazemos o melhor possível mas vem aqui parar gente de todo o lado. Fechou tudo. Só nós é que estamos a funcionar. Espere um pouco mais. Tenha paciência.
Sónia torceu-se na cadeira e preparou-se para esperar mais.
Já passava das oito da manhã quando a senhora habitual anunciou o nome do Fábio e Sónia logo o levou para o gabinete que lhe indicaram.
O médico fez-lhe as perguntas usuais e pediu-lhe que o deitasse. Observou, auscultou, palpou, viu ouvidos e garganta e disse:
- Pois é. O menino tem uma amigdalite. Olhe, vou-lhe receitar dois xaropes, um para a febre e outro para a infecção, e vou aqui escrever como é que lhos vai dar, está bem?
- Sim, senhor doutor.
- Então vá lá. Pode ir. As melhoras.
Marco, ao ver a mulher a sair com o Fábio, perguntou:
- Então? O que tem ele?
- Diz que é uma amigdalite. Temos de ir a uma farmácia comprar estes medicamentos.
- E mais nada? Só isso?
- Sim, só. A consulta foi uma beleza. Nem chegou a um quarto de hora. O problema foi a espera.
Já no carro, Marco perguntou:
- Olha lá, há dois anos também foi isso que o miúdo teve, não foi?
- Pois foi, exactamente. Mas dessa vez ainda resolvemos tudo em Mangualde, no SAP. Foi um instantinho. Lembras-te? Às duas e meia já estávamos na cama outra vez e não perdemos um dia de trabalho como hoje.
- Pois lembro…


E enquanto conduzia de volta a casa, aborrecido com a doença do Fábio e por ter perdido um dia de trabalho, ele e a mulher, Marco ia matutando que tudo isto vinha da tal reorganização dos serviços de saúde que o Governo tinha levado a cabo. E ele, Marco, que até tinha votado em José Sócrates e no Partido Socialista, não achava bem que a tal reorganização tivesse vindo piorar as condições de vida das pessoas. Bem sabia que era muito caro manter o SAP aberto, mas, caramba, quem é disse que a saúde era barata?

4 de janeiro de 2008

Parabéns

Depois de ler isto

é o que se oferece dizer.
Parabéns aos munícipes de Oliveira de Frades! Vão ver alargado o horário de funcionamento do "seu" SAP - entre as 20H00 às 24H00 - o que é sinónimo de melhoria da qualidade de vida.
Por outro lado, o período das 24H00 às 8H00 ("em que, em média, eram atendidos globalmente 6 utentes") vai ser substituído "pela abertura aos sábados, domingos e feriados e pelo aumento médio superior a 600 consultas, em cada unidade".
Ora, esta revelação deixa-me algumas dúvidas:
  • Em S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades não havia SAP aos sábados, domingos e feriados? É que em Mangualde há desde que existe Serviço Nacional de Saúde, pelo menos;
  • Este aumento de 600 consultas, em cada unidade, é por dia, por fim-de-semana, por mês ou por ano? É que, uma vez que aparece em contraponto às 6 consultas diárias no período nocturno, faria sentido que também fosse um valor diário. Mas não será um bocadinho exagerado?
  • E o tal aumento de 600 consultas vai ficar a dever-se a quê? É a população que vai aumentar ou são as pessoas que vão adoecer mais?
Enfim, dúvidas que não deixarão de ser esclarecidas a seu tempo.
Mas, comunicado por comunicado, aquele que está a faltar é o da posição oficial do Partido Socialista de Mangualde quanto ao futuro do nosso SAP.
E como até já houve um sarau sobre esta matéria, agora era mesmo só o comunicado: a clarificação!

3 de janeiro de 2008

Política a sério

Captar novas empresas! Melhorar as condições de vida! Atrair novos habitantes! Combater a desertificação! ... É assim:

E depois... os municípios que baixem os impostos!

2 de janeiro de 2008

Baixar impostos

Na última reunião da Assembleia Municipal um deputado socialista instou a Câmara a baixar o IRS.

Efectivamente, as Câmaras Municipais podem propor às respectivas Assembleias a diminuição das taxas de alguns impostos, como sejam o IRS e o IMI, e como já era a derrama sobre o IRC.
Ao que parece, há alguns resultados que se obtêm com estas medidas:
  1. O concelho fica mais atractivo para fixação de novos habitantes e novas empresas;
  2. Os contribuintes residentes ficam satisfeitos por pagarem menos impostos;
  3. A oposição fica satisfeita por ver seguidas as suas ideias.
E, para lá destes resultados, ainda há outros:
  • As receitas do Município diminuem;
  • O limite de endividamento municipal diminui (1)
Ou seja, é uma proposta que merece ser devidamente ponderada. Vamos lá ver se esta baixa de impostos poderá ser implementada já no próximo Orçamento. Se for por unanimidade...


(1) O limite de endividamento passou a ser, grosso modo, de 125% das receitas anuais incluindo os impostos municipais