13 de fevereiro de 2006

Reportagem

da Gala de Finalistas da ESFA











A Comissão organizadora...












Os primeiros acordes da valsa (coreografada) ...














os últimos ...












e as profs em "actividades de substituição".

8 de fevereiro de 2006

Quem mente?

Num comentário ao meu artigo sobre o encerramento de escolas, veio o Martins “sossegar” o público, aludindo a um desmentido da DREC quanto às intenções do Governo encerrar Jardins de Infância, aproveitando para dizer que eu, na qualidade de autarca, tinha de “parar um bocadito na tentativa de agitação”.
Fiquei, devo dizê-lo, irritado.
E, em conformidade, sou obrigado a desmentir o desmentido aqui trazido à colação. Como sempre, faço-o através de documentos. Então, fica aqui um excerto do e-mail, enviado pela DREC, que, embora não tenha sido recebido nos serviços do Município, me foi gentilmente reencaminhado por um amigo que é Presidente do Conselho Executivo de uma escola. Transcrevo-o:


Exmo(a) Senhor(a): Presidente do Conselho Executivo
À semelhança do que está a ser feito com a rede do 1º ciclo do ensino básico, pelas mesmas razões e pretendendo atingir os mesmos objectivos, estamos também empenhados na requalificação da rede da educação pré-escolar, considerando que, quando confrontados, em muitos casos, com reduzidas frequências, julgamos não estar a contribuir para o sucesso educativo das gerações vindouras. Um estudo relativo ao corrente ano escolar, ao nível da área de abrangência desta Direcção Regional, revelou os seguintes dados:


Nº TOTAL DE JARDINS DE INFÂNCIA : 1147
Nº JARD. INFÂNCIA COM FREQUÊNCIA ENTRE ( 1 a 5 crianças): 72 (6%)
Nº JARD. INFÂNCIA COM FREQUÊNCIA ENTRE (6 a 10 crianças): 211 (18%)
Nº JARD. INFÂNCIA FREQUÊNCIA ENTRE (11 a 15 crianças): 354 (31%)
Nº JARD. INFÂNCIA FREQUÊNCIA (>=16 crianças): 510 (45%)

Da sua análise infere-se que quase 25% dos jardins de infância são frequentados por menos de dez crianças. Assim, solicitamos que, em articulação com os parceiros educativos locais, designadamente, Autarquias e Coordenação Educativa, perspective a suspensão do funcionamento, para o próximo ano escolar, de alguns jardins da área de influência desse Agrupamento de Escolas que possam constar ou não dos ficheiros que se anexam. A frequência indicada poderá não estar actualizada, pelo que serve apenas de mera indicação.

(o vermelho fui eu que pintei)

E, para ficar um completo desmentido, fica também uma imagem de parte do mapazinho que vinha anexo (ver abaixo).

Ora, de acordo com o Martins, a DREC veio dizer que "a informação disponibilizada às escolas e autarquias visou apenas permitir um conhecimento mais aprofundado da situação, nomeadamente a caracterização da rede de jardins-de-infância com frequência reduzida".

Então? Quem mente?


6 de fevereiro de 2006

Mais encerramentos

Para complementar este artigo, junto o mapazinho.
Assim não são precisas muitas palavras. Nem é preciso ler para logo perceber.
Escolas ... Jardins-de-infância ... Serviços de Urgência ...
Senhor Primeiro-Ministro, tenho mais duas sugestões: Repartições de Finanças e Tesourarias da Fazenda Pública. Passamos a ir a outras que estejam a uma distância cujo trajecto não demore mais de 60 minutos. Pode ser Coimbra.
Que tal? Já fez as contas à poupança?

(Público de 30/01/2006 - Local)

4 de fevereiro de 2006

O encerramento das escolas

O encerramento de escolas primárias no nosso concelho não é uma questão recente. Numa abordagem cronológica, importará compreender que o fenómeno se começou por dever a dois factores preponderantes: a baixa natalidade e as fracas condições oferecidas nas aldeias, quando comparadas com as da cidade. Terão estado nesta situação os casos de Cunha Alta e de Ançada, as quais encerraram antes de 2001 (não sei exactamente o ano).
Contudo, com a publicação do DL 7/2003, um novo factor se veio juntar aos já referidos e, assim, agudizar a questão: a vontade da Administração Educacional. Estabelecia-se, então, que todas as escolas com menos de 5 alunos deveriam encerrar. Os alunos passariam a frequentar uma outra, decorrendo os encargos com o respectivo transporte por conta das Autarquias.
Importa afirmar que concordo com os pressupostos pedagógicos subjacentes a esta iniciativa. Entendo que uma escola onde há um número muito reduzido de alunos, não cumpre as funções que hoje lhe são exigidas. Por um lado, não existe a massa crítica de crianças que é necessária para o desenvolvimento de competências ao nível da cidadania. Por outro, pelas dificuldades financeiras em equipar com materiais e equipamentos pedagógicos todas as escolas, não oferece as desejáveis condições para o desenvolvimento das competências do domínio cognitivo. Finalmente, e ainda pelas mesmas dificuldades financeiras, não consegue assegurar um horário de funcionamento compatível com as necessidades actuais das famílias.
Pelas razões que enunciei, estive de acordo com o reordenamento então proposto, no qual foram encerradas – o termo correcto é “suspensas” – as escolas de Freixiosa (1 aluno), Travanca (2), S. João (3), Vila Cova (3), Póvoa de Cervães (1), Água Levada (2) e Pedreles (3). No início do ano lectivo (2003-2004) constatou-se que Pedreles, afinal, tinha 5 alunos matriculados, razão pela qual solicitámos à Direcção Regional que a mesma se mantivesse em funcionamento, o que veio a acontecer, embora oficialmente já esteja encerrada. No exercício das suas atribuições e responsabilidades, a CMM garantiu o transporte e o almoço a todos os alunos das escolas suspensas.
No ano seguinte (2004-2005) foram suspensas, também com o acordo da CMM e das próprias Juntas de Freguesia, à semelhança, aliás, das anteriores, as escolas de Mourilhe (2 alunos) e de Outeiro de Espinho (2 alunos), sendo os alunos transportados, respectivamente, para as escolas de Mesquitela e Espinho, escolas, diga-se, recém requalificadas.
Como se compreende, estas alterações da rede escolar concelhia traduziram-se num aumento não negligenciável da despesa da CMM, já que, para além dos transportes, foi necessário assegurar o serviço de refeição. E como será fácil compreender, não faria qualquer sentido servir o almoço aos alunos deslocados, e não o fazer para os restantes alunos da mesma escola. E, como também se compreenderá, para servir o almoço e enquadrar os alunos, é necessário pessoal auxiliar. Ora, somando tudo isto, logo se dará conta que as despesas – correntes – aumentam significativamente. Contudo, segundo o meu ponto de vista, ponderando o que é fundamental – a melhoria das condições de aprendizagem – tratou-se de uma medida com saldo positivo.
Subitamente, já no corrente ano lectivo, mais propriamente em Novembro de 2005, o Governo deu conta à CMM da sua intenção de encerrar as denominadas “escolas do insucesso”: as que têm menos de 20 alunos e taxas consideráveis de reprovações. Assim, em reunião realizada nos Paços do Concelho com a presença dos Presidentes dos Agrupamentos e da Coordenadora Educativa de Viseu, foi-me dado a conhecer o interesse do Governo em encerrar as escolas de Abrunhosa-a-Velha (8), Vila Mendo de Tavares (7), Torre de Tavares (13), Chãs de Tavares (15), Corvaceira (10), Espinho (13) e Vila Garcia (14).
Confrontado com esta intenção, manifestei, de pronto, absoluta discordância, desde logo porque, eventualmente com excepção de Corvaceira e Vila Mendo, todas as escolas indicadas oferecem já condições muito semelhantes às das cidades, e até os números de alunos se apresentam razoáveis. E fui a questões mais pragmáticas, mostrando que o encerramento de, por exemplo, Corvaceira, obrigaria à construção de, no mínimo, outra sala de aula em Matados, já que a soma dos alunos das duas excederia o número máximo legal de alunos para sala com os 4 anos em conjunto, o mesmo se passando com praticamente todos os outros casos. Isto é, demonstrei que, ainda que a Câmara viesse a concordar, o objectivo não seria exequível no ano lectivo seguinte (2006/07). Mais disse, e está escrito, que o Governo, em primeiro lugar, deveria transferir para a Autarquia os meios financeiros necessários à construção de novas escolas, dotadas dos espaços necessários ao funcionamento das novas valências, e só depois se deveria proceder ao encerramento dos referidos estabelecimentos, única forma de garantir reais melhorias das condições de aprendizagem. E a reunião terminou. Não houve qualquer negociação. Uma parte deu conta da sua intenção e a outra contrapôs a sua posição, reduzindo-a a escrito. Nem mais.
Finalmente, importa referir que fui informado de que, sintomaticamente, os lugares correspondentes às escolas em apreço já não vêm a concurso…

Relativamente à Educação Pré-escolar, valência muito mais sensível – quanto mais não fosse pela ainda menor autonomia das crianças deste nível etário – e para a qual não houve qualquer espécie de contacto do Governo com a Câmara, nada se me oferece dizer. A não ser, talvez, uma exclamação: Que palermice!

Actualização:
Por sugestão do Martins, coloco aqui o mapa distribuído pela DREC, durante a reunião referida. Não me perguntem o que é o "IC". Ninguém ainda mo conseguiu explicar. Eliminei as escolas dos outros concelhos, mas mantive tudo na exacta forma como o recebi, "corezinhas" incluídas.

2 de fevereiro de 2006

Rede Educativa - "reordenamento"

Já conhecia as intenções do Governo encerrar as nossas Escolas do 1º Ciclo de:

  • Abrunhosa-a-Velha
  • Vila Mendo de Tavares
  • Torre de Tavares
  • Chãs de Tavares
  • Corvaceira
  • Espinho
  • Vila Garcia

Hoje mesmo, tomei conhecimento do mesmo frémito reordenativo, quanto à oferta da Educação Pré-Escolar. Estão na lista negra – para encerramento – os Jardins-de-infância de:

  • Abrunhosa do Mato – 8 crianças
  • Casal Mendo - 10
  • Vila Garcia - 10
  • Matados - 10
  • Fagilde - 9
  • Chãs de Tavares - 9
  • Contenças - 10

Que comentários se vos oferecem?

28 de janeiro de 2006

Gala cultural

Os autores do programa Região Demarcada, da Rádio Mangualde, levaram a efeito, no auditório da Biblioteca Municipal, uma Gala Cultural onde agraciaram diversas personalidades e organizações.
Ficam aqui duas fotos alusivas.













E fica também um "cheirinho" para os que faltaram:

23 de janeiro de 2006

Presidenciais em Mangualde

Quadro de resultados completo:


Como diz o meu amigo Martins, que hoje nos fala de lixo, a Cunha Alta revela-se um bastião do socialismo. Só que, mesmo lá, Cavaco Silva ganhou e Manuel Alegre ficou em segundo lugar. Isto é, bastião "ma non tropo". Curiosamente, a mesa mais soarista foi a da Várzea de Tavares.
Não é nada comigo, mas parece-me que a liderança socialista mangualdense levou um verdadeiro "ximbalau" ... o segundo consecutivo.

22 de janeiro de 2006

Revolução viária - ponto de situação


--> Póvoa de Cervães


Abrunhosa-a-Velha <--


--> Cunha Baixa


Fornos de Maceira Dão <--



--> Gandufe

Moimenta de Maceira Dão <--



--> Alcafache


Todos sabemos que é uma "obrigação", mas ... cá vai indo

18 de janeiro de 2006

Lixo orbital

Um tal "sattellite" escreveu isto num comentário a um artigo deste blog:

"Você deve ter qualquer problema em enfrentar os factos e em responder a simples perguntas...Para um autoproclamado professor (que não é porque um engenheiro nunca poderá ser um bom professor, eu já fui vitima do ensino leccionado por engenheiros) e provocador, tem muita dificuldade em responder...já me esquecia, faltam-lhe argumentos...

sattellite Homepage 18.01.06 - 1:28 am #"

Se eu estivesse no princípio da minha carreira...
Se eu não tivesse tido tantos e tantos alunos, alguns dos quais são hoje ilustres personalidades, algumas da área socialista...
Se...
Bom, aí era capaz de ficar ofendido. Assim...

Mas não posso deixar de lamentar que o autor desta coisa gravite na cobardia do anonimato. É que só um tipo muito mal formado, rasca, escória mesmo, é capaz de fazer uma coisa assim.
Fica aqui à vista de todos.
Pode ser que alguém o conheça.

17 de janeiro de 2006

IKEA

Lamentavelmente a fábrica do grupo IKEA não virá para Mangualde.
Terá tido mais peso a elevada taxa de desemprego da região. E, ao que diz o Ministro Pinho, a proximidade do porto de Viana do Castelo.
Também pode ter sido a arte do autarca limiano, mas não me parece, até porque o acordo apenas é subscrito pelo Governo (Primeiro-Ministro), pela Agência Portuguesa de Investimento e pelo próprio IKEA Portugal.

15 de janeiro de 2006

O "corte cego" do Orçamento das Juntas de Freguesia

Durante a discussão do Plano e Orçamento do Município de Mangualde, foi posta a circular a ideia de que as Juntas de Freguesia (JF) seriam penalizadas, já que a Câmara Municipal (CM) lhes iria cortar 50% das suas receitas orçamentais. Posteriormente, a mesma ideia circulou por aí, nomeadamente em alguns blogs, pretendendo levar os leitores a acreditar que as Juntas seriam as sacrificadas por erros do executivo.
Ora, esta ideia assenta numa falsidade. Na realidade, a Câmara não “roubou”, nem vai roubar, nenhuma verba que devesse pertencer às JF. De resto, as fontes de financiamento das JF são alheias à CM. Mas passemos aos factos:

Das competências

As competências dos órgãos dos municípios e das freguesias foram estabelecidas pela Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, a qual pode ser consultada, por exemplo, aqui.
Da leitura do articulado legal, nomeadamente dos artigos 34º e 64º, resulta evidente que é à Câmara Municipal que cabe a maior fatia de responsabilidade na prestação de serviços públicos e na promoção das iniciativas que concorram para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

Do protocolo

Ora, é exactamente neste contexto que tem especial acuidade o artigo 66º da Lei em apreço, o qual postula que “A câmara, sob autorização da assembleia municipal, pode delegar competências nas juntas de freguesia interessadas, mediante a celebração de protocolo, onde figurem todos os direitos e obrigações de ambas as partes, os meios financeiros, técnicos e humanos e as matérias objecto da delegação”, especificando, também, as competências delegáveis, as quais aqui se transcrevem:
a) Conservação e limpeza de valetas, bermas e caminhos;
b) Conservação, calcetamento e limpeza de ruas e passeios;
c) Gestão e conservação de jardins e outros espaços ajardinados;
d) Colocação e manutenção da sinalização toponímica;
e) Gestão, conservação, reparação e limpeza de mercados retalhistas e de levante;
f) Gestão, conservação e reparação de equipamentos propriedade do município, designadamente equipamentos culturais e desportivos, escolas e estabelecimentos de educação pré-escolar, creches, jardins-de-infância, centros de apoio à terceira idade e bibliotecas;
g) Conservação e reparação de escolas do ensino básico e do ensino pré-escolar;
h) Gestão, conservação, reparação e limpeza de cemitérios, propriedade do município;
i) Concessão de licenças de caça.


Tem sido com base nesta possibilidade legal que a CM de Mangualde, anualmente e desde 2000 (salvo erro), tem vindo a propor às JF a assinatura de um protocolo de transferência de competências, proposta que tem vindo a ser aceite por todas as Juntas do Concelho. É através da assinatura do referido protocolo que uma determinada JF aceita desenvolver acções que, legalmente, são da competência da CM, recebendo, como compensação, um determinado valor monetário.
Para melhor compreensão desta questão do “protocolo”, importará referir que:
  1. Para o conjunto das 18 freguesias, os meios financeiros afectos a esta delegação de competências totalizaram, em 2005, o valor de 598.557,49 €;
  2. No caso da Freguesia de Mangualde, como mero exemplo, as competências delegadas foram:
    a) Conservação e limpeza de valetas, bermas e caminhos;
    b) Conservação, calcetamento e limpeza de ruas e passeios;
    c) Gestão e conservação de jardins e outros espaços ajardinados;
    d) Colocação e manutenção da sinalização toponímica;
    e) Gestão, conservação e reparação de equipamentos propriedade do município, designadamente equipamentos culturais e desportivos;
    f) Conservação e reparação de escolas do ensino básico e do ensino pré‑escolar;
    (excluindo-se as reparações estruturais profundas (as que ultrapassem 8% dos montantes atribuídos) que permanecem a cargo do Município, encarregando-se os Serviços Técnicos do acompanhamento e controlo da sua execução)

Importa, agora, precisar o seguinte:

  1. A delegação de competências não é obrigatória;
  2. O protocolo apenas é assinado quando for vantajoso para ambas as partes;
  3. Se uma dada JF decidir não assinar o protocolo, as responsabilidades nele previstas continuarão a ser da CM, a qual, para lhes fazer face, disponibilizará os seus próprios recursos.

Dos subsídios

Independentemente das verbas relativas às competências delegadas, as JF, no exercício das suas atribuições, têm vindo a propor à CM a realização de obras que consideram relevantes para as respectivas populações. Em determinadas circunstâncias, em vez de solicitarem a realização de obras, as JF pedem que lhes sejam atribuídos subsídios que lhes permitam a realização das mesmas. A atribuição destes subsídios é da competência da CM, a qual tem vindo a deliberar “atribuir o subsídio pedido a liquidar logo que possível”.
Acontece que, por dificuldades de tesouraria, o montante de subsídios atribuídos e não pagos às JF atingia, no final de 2005, um montante muito próximo dos 600 mil euros.

Do orçamento

As palavras-chave que nortearam a elaboração do Orçamento de 2006 foram: racionalização, optimização, contenção e equilíbrio financeiro. Nesta lógica, veio a constatar-se que os compromissos em curso e aqueles que, por força de contratos-programa e financiamentos comunitários, serão assumidos durante o ano – nos quais pontifica, de sobremaneira, a “revolução viária” –, não permitiam a inscrição orçamental das verbas necessárias ao pagamento dos subsídios já atribuídos, concomitantemente com as que derivavam da delegação de competências nas JF (1,2 milhões de euros). Em conformidade, foi proposto às JF (1) a redução em 50% das verbas do protocolo, com a correspondente redução das competências a delegar, e (2) o pagamento em dois anos dos subsídios em dívida, o que acabou por ser consensualizado.

Síntese

1 - Continua a haver competências da CM delegadas nas JF, embora menos que no ano anterior;
2 - Os montantes financeiros do protocolo foram diminuídos na exacta medida da redução das competências delegadas;
3 - As competências não delegadas não oneram o orçamento das freguesias, antes sendo da responsabilidade da CM;
4 - Dentro de dois anos os subsídios estarão pagos e as competências a delegar poderão ser revistas;
5 - Tanto quanto julgo saber, apenas uma das 18 JF terá manifestado a intenção de não assinar o respectivo protocolo em 2006.

Conclusão

Não é grave que uma ideia falsa seja difundida por quem está convencido de que ela é verdadeira, já que, descoberto o logro, se retratará. Inaceitável é quando um homem sabe que o que está a dizer é falso e persiste na falsidade.

5 de janeiro de 2006

Águas passadas

Há por aqui uns fulanos que insistem em fazer alusões ao meu passado político. Mais propriamente, lembram, amiúde, a minha passagem pelas listas do Partido Socialista em Mangualde. Estarão, provavelmente, convencidos que com isso me perturbam.
Olhem que não, meus senhores, olhem que não!
Sou militante do PPD/PSD desde a sua fundação, já lá vão mais de 31 anos. Mas é verdade que, num dado momento, me deixei seduzir pela aura do Dr. Mário Videira Lopes e integrei, na qualidade de independente, a sua lista de candidatos à Assembleia Municipal, para a qual vim a ser eleito. Claro que a lista era do PS. Mas não foi o PS que me atraiu.
Depois, com o tempo e o consequente conhecimento mais próximo da realidade, vim a perceber que as coisas não eram como me tinham parecido, que as dinâmicas tinham outra explicação, e que os objectivos e os interesses diferiam dos que eu tinha conjecturado. E afastei-me.
Mas não pensem que me ficou algum sentimento de arrependimento, de culpa, ou, muito menos, de vergonha. Nada disso. Tratou-se, em ambos os casos, de opções conscientes fundamentadas em análises que, a seu tempo, me pareceram correctas. Uma não o era. Assumo-o!
Mas há outro dado inquestionável: nunca fui sectário. Neste contexto, valeria a pena lembrar as tantas organizações da sociedade civil em que tenho trabalhado, em conjunto com outros companheiros de jornada, independentemente das suas convicções políticas ou das suas filiações partidárias, sem outro intuito que não a colaboração para a promoção do bem comum.
E enquanto por aqui andar, é assim que vou continuar.

31 de dezembro de 2005

Requalificação do parque escolar

Aspecto do "novo" polo escolar escolar de Santiago de Cassurrães.
Uma boa forma de iniciar o Ano Novo.


Pormenor de uma das casas de banho... hem?

Votos de Felicidade para TODOS.

30 de dezembro de 2005

Escolas e Computadores

O Terreiro levantou, no Terras de Azurara, a questão do equipamento informático das escolas do 1º Ciclo de Mangualde, dizendo que nem todas as salas dispõem de computador e que o anterior executivo camarário o tinha anunciado.
Antes de mais, gostaria de pedir aos meus estimados leitores e comentadores a fineza de não colocarem comentários sobre política local no Terras de Azurara. Trata-se de um espaço generalista, com amigos de diversas paragens, a quem estas questões locais pouco dizem. Por isso, estas críticas e sugestões são sempre bem vindas, aqui, no Pensar Mangualde.
Então:
Durante a vigência do segundo governo de António Guterres, num arroubo da sua paixão pela educação, foi criado o programa "Internet nas Escolas", sendo destinatárias finais as escolas do 1º Ciclo. Na altura, uma parte das escolas do Concelho, mormente as da Freguesia de Mangualde, estavam agrupadas num Agrupamento Horizontal - Agrupamento Azurara da Beira. Foi com este Agrupamento que a Câmara articulou a respectiva candidatura ao programa, o qual foi executado nos estritos moldes em que estava previsto, isto é, UM COMPUTADOR COM LIGAÇÃO À INTERNET POR CADA ESCOLA DO 1º CICLO.
Era, como os mais atentos estarão recordados, o tempo das ligações RDIS. E, é verdade, todas as escolas do Concelho passaram a dispor de um computador ligado à Internet através de RDIS (ISDN). Paralelamente, e fazendo parte do projecto, foram TODAS as escolas apoiadas pela Escola Superior de Educação de Viseu, que fez deslocar técnicos, regularmente, para apoiar a criação de web sites de cada uma das escolas.
Tratou-se de uma iniciativa interessante, mas com alguns pontos fracos:
Desde logo, as características técnicas da ligação - RDIS;
Depois, o suporte em linhas telefónicas aéreas, logo muito expostas a sobretensões de origem atmosférica;
O que, conjuntamente com a fraca fiabilidade dos routers, provocava arreliadoras avarias - e de dispendiosa resolução;
E, finalmente, a desproporção dos rácios: um computador por escola é bom, por exemplo, em Vila Garcia, mas é insuficiente, por exemplo, nas Carvalhas.
Quer isto dizer que as condições oferecidas nas aldeias eram muito superiores às da cidade. Assim, logo que assumi o Pelouro da Educação, procurei resolver esta dificuldade, para o que submeti uma nova candidatura ao Prodep - acções 9.1 e 9.2 - para aquisição de mais computadores (para atingir o rácio de 1 por sala) e apetrechamento com software educativo. O problema é que a candidatura foi aceite, o pedido foi validado, mas nunca mais passou à situação de "Pedido aprovado" - nem com o governo anterior, nem com o actual.
A seguir publico um layout do Sistema de Informação do Fundo Social Europeu, onde se pode constatar o que acima disse.
Logo que o Governo se decida a considerar o pedido de financiamento como "Aprovado", os computadores serão instalados nas salas onde ainda não existem, agora já com ligação por ADSL (em todas as escolas onde tal é possível).
Siifse

23 de dezembro de 2005

Postais de Mangualde - (de Natal)

Apresento os meus votos de um FELIZ NATAL a todos os conterrâneos em geral, e aos leitores e comentadores deste blog em particular.
Sejam felizes.

(23/12/2005 - 01H45 - 1ºC)

18 de dezembro de 2005

Sábado em Mangualde


Memorial Mário Lemos - Basquetebol (todo o fim-de-semana)


XX Encontro de Cantadores de Janeiras - ACAB - Igreja Matriz


Grupo de Câmara do Porto - Comum - Igreja da Misericórdia

Veja e ouça um pouco aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=-UW-Dj8dBT8

9 de dezembro de 2005

Santa Comba Dão


Seguindo conselhos que aqui me deram, fui a Santa Comba Dão visitar esta Casa da Cultura.
Bela obra de reconstrução e ampliação de um edifício.
Simpaticamente, mostraram-me tudo: as duas salas para exposições, os camarins e a excelente sala de espectáculos.
A programação, para além da de cinema, que é própria, é a mesma que a nossa - Rede Comum.
Quanto à frequência, nas palavras da simpática senhora, "às vezes é frustrante".
Mas, no cômputo geral, a ideia que me ficou foi muito positiva.

27 de novembro de 2005

B.V.M.

Estão de parabéns os nossos Bombeiros Voluntários.
Conseguiram mobilizar toda a comunidade e tiveram casa cheia no jantar de angariação de fundos. Estão, também, de parabéns, pela edição em livro da história dos seus 75 anos.
Fica aqui uma foto alusiva.

A qualidade é fraca ... foi feita com telemóvel ... a câmara foi-se com os gatunos...

23 de novembro de 2005

Cinema (ainda)

Vou já avisar as senhoras Kathleen Gomes, Joana Henriques e Natália Faria, e ainda o senhor Nuno Ferreira, que têm de rever os trabalhos, que deram à estampa no Público de Domingo, com base neste fenómeno que é Mangualde. Aqui, mesmo com o problema dos "blockbusters", há um manancial de espectadores de cinema, todos ávidos de que a Câmara Municipal (nem pensar em iniciativa privada) ponha em funcionamento uma sala de cinema.

Adeus estatísticas...





19 de novembro de 2005

O estatuto de vereador

Já é costume ser insultado no blog "Mocho". Tornou-se num hábito que deve proporcionar muito prazer, quiçá orgástico, aos autores dos sarcasmos. Por isso, durante uns tempos, afastei-me, deixando de lá colocar comentários. Depois voltei. Parecia que os ânimos tinham arrefecido. Mas não. Desafortunadamente, hoje voltou-se à velha rotina.
De facto, mesmo depois de eu ter apelado à necessidade do rigor, fui apodado de "galo de capoeira". Mas esta não é a mais grave. O pior é que, logo após a clarificação que fiz sobre as minhas funções autárquicas, veio um comentador afirmar que eu estava na câmara "a meio tempo". E isso, sobretudo depois da minha afirmação inequívoca sobre a semelhança do meu estatuto com o dos vereadores da oposição, assume o contorno de uma mistificação intencional.
E por que é que isto é grave?
Por causa do estatuto remuneratório. Porque se pretende fazer crer que tenho interesse financeiro em "estar" na Câmara.
Um vereador a tempo inteiro, aufere a totalidade do vencimento.
Um vereador a meio tempo recebe metade do anterior.
E os outros vereadores todos recebem uma senha de presença por cada reunião da câmara em que participam (duas por mês).
É este o meu caso. Recebo exactamente o mesmo que qualquer dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista, situação, aliás, idêntica à que já tinha no passado mandato, e que mantenho por exclusiva opção própria.
Significa isto que mantenho as funções para as quais fui eleito na ESFA, para a qual, estatutariamente, estou disponível 24 horas por dia. E é no tempo disponível - muito do qual resulta do excelente núcleo duro de colaboradores que tenho - que me ocupo das questões autárquicas.
Para alguns o dia de trabalho só tem 7 ou 8 horas...
Para alguns é inconcebível que se trabalhe sem vencimento...
Mas não é o meu caso! Eu gosto de trabalhar!
(e ainda me sobram uns minutos para cavaquear com os meus amigos ... e para os meus blogs)

18 de novembro de 2005

Agenda cultural

Tive oportunidade de constatar que, efectivamente, o encarte com a programação mensal chega a poucas pessoas, e que já havia a intenção de alargar o universo dos destinatários, estando grande parte do trabalho já realizado. Assim, a curto prazo poderemos atingir mais de três quartos das residências do concelho.
Entretanto, fica aqui disponível uma parte do programa.

16 de novembro de 2005

Postais de Mangualde - 7


Era aqui - a velha Matriz - que a malta vinha à missa das 11 ao Domingo. Ficávamos ao fundo, junto ao guarda-vento, porque era zona "mista" (também lá podiam estar meninas). De vez em quando, um esgueirava-se para a rua. E o senhor Cónego, entre dois soluços, exclamava: "E as portas continuam a bater..."
(às vezes dá-me para a nostalgia)

12 de novembro de 2005

CINEMA...

... em Mangualde.

Para os apreciadores, para os críticos, para os que se queixam de que não há informação, para os que dizem que não há nada, para ... deixo aqui o programa do ciclo de cinema, no âmbito da Comum.

(Isto é só a parte do cinema. O encarte com o programa completo para o mês de Novembro, foi, como é habitual, distribuído por correio e pelas casas comerciais)

Está aqui.

11 de novembro de 2005

Day After (2)


Dizem os meus amigos (GNR) que no passado dia 6 de Novembro estiveram aqui estacionados 53 autocarros! Os que vieram a seguir já não couberam...
(ali à frente, lá mais para o fundo, é logo a Avenida)

9 de novembro de 2005

Day After

Isto não é para distrair do assunto em discussão (Feira).

É só para mostrar a alguns (ver XXX) que hoje, Terça-feira, 8 de Novembro, pelas 14H50, a Avenida da Senhora do Castelo estava assim:

8 de novembro de 2005

Produtos da região

Nos comentários ao post anterior, diversas pessoas alvitraram que a Feira dos Santos privilegiasse a mostra de produtos regionais. Por exemplo, a Mitó falou na olaria e a Mofinhas nos vinhos. Muito bem!

Vamos, então, fazer alguma coisa de útil.

Vamos inventariar os produtores mangualdenses de produtos "mostráveis" no âmbito da "feira".

Não vale a pena falar dos vinhos da Adega Cooperativa, dos Roques e da Sogrape. Esses já estão inventariados. Também não vamos incluir os automóveis da Citroen. Já estão.
Vamos para as "actividades tradicionais". Vamos enumerar os oleiros, os latoeiros, os cesteiros, os ... E mais os... Sim, todos!
Penso que se pode fazer alguma coisa aqui.
Peço-vos que não se "percam" nos comentários. Concentremo-nos naquilo que é essencial.
Vamos lá!

7 de novembro de 2005

Feira dos Santos

O número de feirantes foi o maior de sempre e, provavelmente, também o número de visitantes (falta confirmar este último).
Um dos factores que terão contribuído para isso, terá sido a não coincidência, neste ano, da nossa Feira dos Santos com as muitas "feiras dos santos" que acontecem por aí fora, e que atraem muitos feirantes e forasteiros (Chaves será a maior, embora Gois e Sernancelhe - para não ir para outras paragens - não sejam de ignorar)
Por isso, a Feira estendeu-se mais que o normal.
E não há qualquer dúvida que se fez muito negócio...

6 de novembro de 2005

Sondagem - Resultados

Tal como vaticinado pelo Sofman, a "relva" ganhou folgadamente.
Mas... trata-se da opção mais cara, sobretudo a prazo...

4 de novembro de 2005

Culpa pr'aqui, culpa pr'aí

Vai por aí uma grande confusão.
Vamos lá ver:

É tempo de olhar para os problemas sem esquecer qualquer das suas dimensões. Não é legitimo que, perante uma dada situação, se ceda ao facilitismo da responsabilização por imbecilidade, incompetência, ou desonestidade. Se assim fizermos, não será necessário recorrer sistematicamente à lembrança do passado. É preciso partir do princípio que os responsáveis autárquicos, todos eles, sempre estiveram preocupados com a melhoria da nossa terra.
O que estou a dizer é que não culpo Videira Lopes, e muito menos António Barreiros – um excelente presidente – por eventual intencionalidade de erro em decisões de política municipal. Todavia, na análise de um qualquer problema – as “avenidas” são meros exemplos – exige-se que não se esqueça uma parte do passado, para responsabilizar a outra. Exige-se que, antes de assacar responsabilidades, se equacionem todas as explicações.
Desta forma poderemos evitar toda esta “ruideira” que não nos leva a lado nenhum.

3 de novembro de 2005

Postais de Mangualde - 5


A torre da Igreja da Nossa Senhora da Conceição a espreitar por cima do casario do Largo Pedro Álvares Cabral

2 de novembro de 2005

O disparate

Afirmar que Videira Lopes construiu escolas, estações e fábricas, é um disparate tão grande como dizer que Soares Marques está a construir a A25!

30 de outubro de 2005

Desculpabilização?

Tenho repetido que não se conseguem reparar em 8 anos os erros cometidos ao longo de 18. Têm-me lembrado que esta “desculpabilização” (com o argumento do passado) já fede. Direi que sim, que já cheira mal. Mas continuarei a afirmar rigorosamente o mesmo. Não no fito de desculpabilizar a acção da Câmara, mas como expressão irrefutável da realidade.

Diz-se que qualquer obra tem um prazo de validade, ao fim do qual se torna necessária uma intervenção requalificadora. Nada mais certo!
O problema está, exactamente, nesse prazo de validade, o qual deve ser o maior possível. Só com prazos alargados entre intervenções, se pode ter suficiente margem de manobra para poder avançar com outras obras igualmente imprescindíveis. Ora, para que o prazo de validade de uma obra seja tão alargado quanto possível, é fundamental que, na fase de concepção e projecto, se perspective a durabilidade e a adequação às condições a que será sujeita no futuro. E, quando falo em futuro, falo num prazo não inferior a 25 anos.
Acontece que, durante anos e anos, não se pensou assim em Mangualde.
Efectivamente, são sobejamente conhecidos os casos em que, por exemplo na área das vias e arruamentos, num determinado ano, se pavimentou uma rua; passados 4 anos, se rebentou o pavimento para colocar a rede de água; e passados mais 4 anos, se voltou a rebentar para colocar a rede de esgotos. Um eleitoralismo despesista!
Mas, para além destas, também há as “obras de fachada”. Em Mangualde há várias. As mais emblemáticas serão as avenidas da Estação e da Senhora do Castelo. Como a primeira já está em vias de (re)construção, vou referir-me à segunda:
E começo com uma asserção inegável:
No dia em que foi concluída, o prazo de validade da Avenida da Senhora do Castelo já estava esgotado!
É verdade! Para quem não se recorda, lembro que quando a avenida foi construída:
- Não tinha saída – terminava nas Escadinhas;
- Não tinha rede de águas pluviais;
- Não tinha rede de distribuição de água domiciliária;
- Não tinha rede de águas residuais (esgotos);
- Não tinha iluminação;
- Não tinha “caixa” para suportar cargas de pesados.
Ou seja, não era mais que uma via terraplanada, compactada, e regada com alcatrão.

Ora, se a avenida tivesse sido devidamente concebida, hoje poderia ter o piso ligeiramente degradado, o que se resolveria com a simples renovação da camada de desgaste. Seria barato e seria rápido. Infelizmente, não é assim. Requalificá-la vai custar mais dinheiro do que custou inicialmente (mesmo a custos comparados)!
E não se assaquem responsabilidades aos técnicos. Os técnicos só cumprem “cadernos de encargos” que lhe são apresentados pelos políticos.

É claro que tudo o que foi mal feito ao longo de 18 anos, poderia estar já resolvido. Claro que podia. Só que, como o dinheiro não estica, essa opção teria obrigado a adiar a maioria das obras novas que se fizeram, nomeadamente a lógica da aproximação das condições de vida nas aldeias às da cidade. E não foi essa a linha política seguida.

Postais de Mangualde - 4

Gosto disto.
Gosto de roupa lavada!

27 de outubro de 2005

Avenida da Estação - Inquérito


As obras, em vez de pararem (como previam os cenários catastrofistas), continuam a um ritmo acelerado. Tssstssstsss...
Lembrei-me de ouvir as opiniões dos internautas quanto ao revestimento do separador central da avenida. Por isso, coloquei ali ao lado uma "sondagem". Participe.

26 de outubro de 2005

Postais de Mangualde - 3


Tranquilidade.
Estendal, Misericórdia e Senhora do Castelo.
(ai, as torçadas da EDP e os cabos da PT...)

23 de outubro de 2005

PIDDAC 2006

Disse o Mocho que o concelho de Mangualde era o penúltimo do distrito no valor inscrito no PIDDAC 2006 (veja aqui).
Depois, (veja aqui), veio dizer que tinha visto melhor, e que, afinal, Nelas ainda ficava abaixo de Mangualde. E, para dar um ar de trabalho sério, até colocou uma tabela com os valores inscritos no PIDDAC para os concelhos do distrito de Viseu.
Só que, mais uma vez, a superficialidade da análise ficou a descoberto. É que o distrito de Viseu integra 24 municípios e o Mocho esqueceu-se de 8 (OITO)!
Eu faço, sistematicamente, análises sérias e o mais aprofundadas que me for possível. Não "facilito" nem mistifico. Por isso, deixo aqui o link para acesso à totalidade do documento, tal e qual é disponibilizado pela Direcção-Geral do Orçamento (Departamento de Planeamento e Prospectiva).
http://www.dpp.pt/gestao/ficheiros/mapaXV-A_2006.pdf
Os elementos estão na página 38 (do pdf) ou 36 (do documento).
Todavia, para facilitar, elaborei o quadro seguinte, no qual apresento, por ordem decrescente do valor inscrito em PIDDAC, os 24 municípios do distrito:

E, como se pode constatar, Mangualde "ficou em penúltimo", hem?
Quanto à "bicada" sobre o "balúrdio" com que Tondela é contemplada, lamento que o Mocho não tenha aceite o desafio (e não pergunta) que lhe fiz, e elencasse as obras inscritas. Não o fez! Recusou-se! Fugiu!
Mas faço-o eu:
Tondela tem uma verba total de 4.119.693€.
Destes, mais de 3 milhões destinam-se à construção de uma Escola Secundária com 3º Ciclo em Molelos (em Mangualde não precisamos de nada disso).
Meio milhão destinam-se a obras no Hospital (nós não temos um hospital porque, quando tivemos oportunidade, tínhamos um célebre presidente de câmara socialista que, em 1993/94, o "entregou" a Tondela, e "perdemos o comboio").
O restante destina-se à construção do Pavilhão Desportivo da Escola do Caramulo, e pouco mais (nós só não temos pavilhão na Escola Gomes Eanes de Azurara. E não temos porque tivemos um célebre presidente de câmara socialista que obrigou a que a escola fosse construída naquele beco, onde o Pavilhão não cabe, e até impediu que a Circular Sul pudesse contornar o Picoto, atravessasse a Estrada de Almeidinha e desembocasse na EN 16).
Pode comprovar estes valores e obras no pdf a partir da página 503.
E também pode comprovar que os valores mais elevados (de outros concelhos) se devem, sobretudo, a obras de construção de pavilhões desportivos de escolas - os quais nós já temos há muitos anos - ou melhorias em Centros de Saúde - que também temos.

Há, ainda, uma outra questão:
O Mocho fez crer que o baixo valor correspondente ao nosso município se fica a dever a falta de projectos apresentados ao Governo. Eu até acredito que, no seu simplismo de análise, o Mocho acredite genuinamente nisso. Acredito que ele pense que as câmaras elaboram projectos, apresentam-nos ao Governo, o Governo aprova-os e inscreve-os em PIDDAC. Admito que pense assim.
Todavia, o processo não é nada assim. O PIDDAC é um instrumento eminentemente político. São lá inscritas as obras que o Governo quer e não aquelas que as câmaras querem!
E dou um exemplo paradigmático: a conclusão do famoso IC12. A ligação Canas de Senhorim - Mangualde. Ora vá à página 510 do documento e leia o valor inscrito para o IC12. 750.000€. Sabe o que quer dizer? Quer dizer que não é para fazer. O valor dá para "uns metritos" de IC. Como sabe, há projecto aprovado e há necessidade óbvia - é obra estruturante para Mangualde (e para Nelas), e não se faz. E porquê? Naturalmente, por desígnio político!

Postais de Mangualde - 2


Na calma da noite, com uma brisa fresca no rosto. Ou então...

20 de outubro de 2005

ETAR Norte

O "Mangas" pediu... cá está!
Mas antes da foto, um axioma:

A merda, seja de que forma for, cheira mal!



Fica aqui esta panorâmica da ETAR Norte, porque, a breve trecho, deixará de ser possível fazer outra. Trata-se de obra de vulto, de inspiração e realização socialista, curiosamente, hoje muito criticada pelos mesmos.
Eu nem desgosto do princípio de funcionamento desta coisa, com aquelas plantas "macrófitas" que decompõem a dita cuja. Uma "fito-etar". Tudo muito ecológico, muito avançado, muito moderno, muito "de esquerda", sei lá...

O projecto da nova unidade está pronto, vamos entrar na fase de concurso e por aí fora. Coisa para mais de 150.000 contos, o que para uma câmara "falida"...

Também é verdade que já devia ter sido substituída. Mas havia tanta coisa mal feita e igualmente urgente...

18 de outubro de 2005

Postais de Mangualde - 1

No Domingo fui a Travanca apresentar cumprimentos à recém eleita Presidente da Junta de Freguesia. No regresso, parei e fiz este "postal ilustrado".

16 de outubro de 2005

Se...

... a câmara liderada por Soares Marques tivesse, em 8 anos:
  • Feito tudo o que os socialistas não fizeram durante 18 anos;
  • Corrigido tudo o que os socialistas fizeram mal durante 18 anos;

e

  • Reparado tudo o que os socialistas deixaram degradar durante 18 anos.
Então Soares Marques não seria apenas um homem bom.
Seria um verdadeiro Super Heroi!

14 de outubro de 2005

A 4 anos de distância?

Há alguns anos, a Câmara Municipal de Mangualde, nessa altura de maioria socialista, deu conta que era necessário ampliar o cemitério municipal. A solução encontrada foi a pior possível: um cemitério novo construído num “buraco” sem acessos.
De facto, a solução “natural” deveria ter passado pela ampliação para “cima”, em direcção à Quinta da Sampaia, construindo um novo patamar, mas mantendo o cemitério num único espaço.
Não foi assim que se decidiu, e este desiderato provocou, como todos sabemos, viva contestação por parte da generalidade dos familiares dos falecidos, que, a não ser que já tivessem algum lugar “reservado”, se viram obrigados a sepultar os seus entes no cemitério novo.
O problema transitou, como todos os outros, para a Câmara seguinte, a qual se viu na contingência de ter de adquirir os terrenos que unem os dois cemitérios, e de ter de mandar elaborar um projecto para requalificação e articulação entre os dois espaços.

Aprovado o projecto (muito interessante, diga-se) e adjudicada a empreitada, aí estão as obras.
Será caso para dizer que a câmara faz obras a 4 anos das eleições?

13 de outubro de 2005