8 de novembro de 2010

Feira dos Santos

Decorreu hoje a edição de 2010 da secular Feira dos Santos.
Na minha opinião, correu bem:
Ao que me dizem, o recinto da feira foi melhorado, quer com a pavimentação dos “arruamentos”, quer com a construção de um edifício de apoio. Daí, melhores condições para feirantes e enfeirantes, visitantes e visitados.
Por outro lado, a circulação no centro da cidade não foi afectada. Não houve engarrafamentos, a não ser ao fim da tarde, e estacionava-se sem dificuldade. Daí, boas condições para o movimento quotidiano da cidade e também para quem se deslocava expressamente à feira de artesanato no Largo Dr. Couto.
Portanto, foi bem.

O desfile de cavaleiros, no Sábado, foi uma iniciativa interessante. Até tive oportunidade de tomar um café, na esplanada do Melro, na companhia de um cavaleiro que, com o seu belo animal, também ali desfrutava o sol da tarde. Pena foi que o cavalo se tivesse… “descuidado”. Mas estas coisas são mesmo assim.

No ano passado, por esta altura, esboçou-se um movimento que me pareceu tendente a trazer a Feira para o centro da cidade.
Pela minha parte, fiquei muito satisfeito por ter prevalecido o bom senso. Se assim tivesse acontecido, o melhor que os mangualdenses poderiam fazer era sair de fim-de-semana e regressar na segunda-feira para ajudar na reconstrução dos jardins e das calçadas.
É que a Feira não mais poderá ser aquilo que já foi. E isso por uma razão simples: o tempo! O tempo é outro e no entretempo tudo foi mudando.

De qualquer forma, enquanto houver Feira deve-se mantê-la o melhor possível.
Ora, uma das formas de o fazer é encurtando a distância.
É por isso que, em tempos, lancei a ideia de pedir emprestado, ou alugar, um (dois) comboio turístico para ligar o Centro à Feira.
Uma ideia a recuperar, da qual todos beneficiariam.

15 de outubro de 2010

Rankings 2010


Os jornais publicaram hoje os "rankings" das escolas nos resultados dos exames nacionais.
Consultei 4: Jornal de Notícias, Público, Diário de Notícias e Correio da Manhã.
Cada jornal utiliza o seu próprio critério, pelo que os resultados diferem de um para outro.
A posição da ESFA, em cada um dos rankings, foi a do quadro seguinte:
(o DN alterou o critério que vinha seguindo, passando a considerar todas as fases de exames, o que não permite estabelecer comparações com anos anteriores)

Com todas as suas fragilidades, os rankings sempre servem para que as escolas, ao compararem-se com as congéneres, reflictam nos seus processos, tendo em vista a melhoria.
Em Mangualde, temos vindo a utilizar o ranking do JN. E, de acordo com esses dados, a ESFA subiu do 278.º lugar para o 215.º. É uma melhoria de 63 lugares e, portanto, um resultado positivo, o qual, todavia, não nos deixa suficientemente satisfeitos. De facto, apesar de termos alcançado resultados muito interessantes na generalidade das disciplinas (subimos 106 lugares a Matemática, 157 a Biologia, 173 a Física e Química e 204 a Geografia), o exame mais importante para o ranking, o de Português, não nos correu como era expectável, e...
Ainda assim, se apenas se considerarem as escolas públicas, a ESFA guinda-se ao 141.º lugar.

Ao nível da comparação distrital, Mangualde ficou na 9.ª posição entre as 28 escolas com ensino secundário. Isto é, também no contexto regional progredimos; estamos no primeiro terço. Contudo, não se pode perder de vista que o objectivo aprovado é o de ficar nas 5 primeiras.
(ranking do JN)


Também foram publicados os rankings dos exames do 9.º ano. As escolas de Mangualde ficaram próximas umas das outras, mas também aqui se pode melhorar.

3 de outubro de 2010

Grande Música em Mangualde

Ainda não foi uma grande orquestra nem um solista de nomeada, mas estamos no bom caminho. É de continuar.
(se tiver dificuldade em ver o filme, ponha em pausa e aguarde que carregue)

17 de setembro de 2010

Boas entradas

Durante a visita a algumas unidades do nosso parque escolar, fui alertado pelo Sr. Presidente da Câmara para esta novidade: está a ser deslocalizada a sucata que ensombrava a principal entrada da cidade.
Tratava-se de um objectivo que foi partilhado ao longo de sucessivos mandatos autárquicos, agora resolvido a contento das várias partes.
Devemos, pois, alegrar-nos.
Além do mais, dizem-me que ali vai nascer uma nova unidade da área da restauração. Uma boa troca, naturalmente.

1 de setembro de 2010

Festas da cidade


Se tivéssemos um dispositivo deste quilate:
- o povo poderia usufruir da "sala de visitas" do Concelho
- não seriam necessários desvios nos acessos ao Centro de Saúde e à Estação CF
e
- potenciaríamos o "pequeno comércio local"

Uma coisa a repensar para anos futuros. Assim o espero.

26 de julho de 2010

Serra de Almeidinha

A arder.
Todos os anos, num (in)determinado Sábado ou Domingo, arde.
Para além do mato que anualmente se renova, já pouco tem que possa arder, mas sempre dá origem a cenários onde se mistura o belo e o dantesco. E ao medo de quem teme pelo que é seu.

17 de julho de 2010

Reabilitação

José Miguel Marques, neste seu post, veio reconhecer o erro e assumir publicamente o arrependimento.

Assim, JMM, embora não tão breve quanto se justificava, diga-se, acabou por se redimir.

Não posso ficar indiferente perante este gesto que representa, afinal, aquilo que só está ao alcance de alguém que atingiu o estatuto de Homem.

Em conformidade, procedi à eliminação dos anteriores artigos, e respectivos comentários, onde José Miguel Marques surgia identificado.

E encerrei o assunto!



Tivessem outros agido assim e, também eles, ainda hoje seriam considerados homens.

10 de julho de 2010

Relatório de Segurança Interna

Nos dias que correm, tenho vindo a despender umas massas com esta coisa da segurança: alarme, vídeo-vigilância, monitorização de chamadas telefónicas e, embora a finalidade não seja essa, até os meus bravos canídeos contam nessa despesa. Ora, como bem se sabe, com a crescente carga de impostos que este governo não cessa de nos esmifrar, cada vez é mais importante poupar. O problema é que não é mesmo nada fácil poupar.

Pois descobri que posso poupar algum nesta matéria.
Isso mesmo. Descobri que sou beneficiário de um serviço permanente - 24 horas por dia - de vigilância ao meu domicílio. E, caso raro, é grátis! Completamente à borla!

Para além do valioso serviço de vigilância – oh, que descanso! – está incluido o envio regular de relatórios, por sms, para processamento central. Um regalo. É a tranquilidade total!


Para vos deixar a roerem-se de inveja, vou aqui colocar um exemplo (clicar para ler bem) dos relatórios incluídos no serviço.

Tenho de reconhecer que este é um aspecto que ainda pode ser melhorado. A informação transmitida deve ter maior qualidade e rigor. Neste exemplo que publico, o relatório deveria especificar que a “reunião” era a festa de aniversário da minha mulher, bem como não deveria omitir a identificação dos restantes convivas.
É certo que, sendo à borla, não se poderá exigir muito. No entanto, nem me importava de pagar qualquer coisa, em troco da maior fiabilidade da informação.

Já ficaram doidinhos de inveja, não?

Pois, como sou vosso amigo, vou dar-vos algumas pistas sobre quem deverão contactar para beneficiarem de serviço idêntico (se é que, na ignorância, não estão dele já a usufruir, como aconteceu comigo).

É claro que aquilo que vocês queriam, mesmo, mesmo, era que eu tirasse aquele chato risquinho vermelho que tapa o nome do remetente. Era, não era? Pois era, mas... vão ter de esperar. Prometo que o vou tirando devagarinho.

(E se vocês soubessem quem foi o tipo que me deu este scan do telemóvel?) Ahhhhh....

3 de julho de 2010

Visto de cima

Agora em fotografia.

(Pode obter melhor resultado se, depois de clicar na imagem, escolher a opção "Ecrã inteiro".)

2 de julho de 2010

28 de junho de 2010

BVM - Desfile de Fanfarras - 2010

Com o habitual brilho e a crescente adesão popular.
Parabéns aos nossos Bombeiros.



(Pode obter melhor resultado se, depois de clicar na imagem, escolher a opção "Ecrã inteiro".)

6 de junho de 2010

Lar da Paróquia


O último projecto do saudoso Padre Lobinho. Uma obra que, discretamente, avança.
Ao fundo, o edifício do Colégio.
Um marco distintivo na nossa memória colectiva. Um elemento patrimonial cuja preservação ninguém contesta.
O primeiro passo terá de ser, bem se vê, a sua reversão para a posse do município. E o nosso actual executivo tem condições para o conseguir como nenhum outro teve. Estou em crer que é desta.

16 de maio de 2010

A conversa com o "Chef Ramos"



Encontrando-me na rua, vai o meu amigo João Abel:

- Que chatice, hem?
- O quê pá?
- Agora não podes ir de carro para casa. Deixa-lo no Largo, não?
- Não pá! Continuo a ir e a vir de casa de carro. Com todo o cuidado, que aquilo está mau, mas dá para passar. Já lá vai é mais de um ano, mas com os temporais…
- Ah! Vais, mas vais em transgressão. Eu ia ao cemitério e bem vi o sinal. Fui a pé. Só passa o carro do lixo, pá!
- Ó João, aquilo está em obras. É natural que seja proibido o trânsito. Já lá esteve outra placa a dizer “Proibido, Excepto Moradores”. A malta passa.
- Ah, ah! Aí é que está! Tu não sabes porque é que mudaram a placa.
- Bem...
- Então, vá lá. Escreve aí: ... ... ... ...


Nota:
No tempo do “aproveita-se tudo”, logo apareceriam umas alimárias a dizer que era incompetência: do Presidente da Câmara, do Vereador, do Encarregado-Geral ou do Chefe de Gabinete.
Não é, nem nunca foi! Uma obra, qualquer obra, muito mais com a envergadura desta, acarreta normais desconfortos que é preciso compreender. É o preço pela melhoria das condições.



Bom, agora que isto está esclarecido, diga lá, caro leitor:
Sabe a razão? Sabe qual foi a explicação do João?
Se sabe... diga.

11 de maio de 2010

O Romantismo de Chopin na Casa da Ínsua

A Casa da Ínsua - gerida pela Visabeira - afirma-se crescentemente como pólo de atracção de Penalva do Castelo. Pela vertente da hotelaria, naturalmente, mas também pela da cultura e erudição.
E nós, com a "música clássica" tão distante, não podemos desperdiçar estas oportunidades.

Só não foi ainda melhor porque, por motivos que desconheço, a solista não foi acompanhada pela Orquestra Clássica do Centro, como estava previsto.

9 de maio de 2010

25% de bêbedos ???


Pois eu não acredito mesmo nada neste número.
Grosso modo, isto é quase a mesma coisa que dizer que se estivermos 4 sentados a uma mesa, 1 é borrachão!
Livra!
Até me sinto ofendido.

Eu acho que o Senhor Presidente da Câmara, antes de "tomar medidas", devia pedir o estudo ao CRA de Coimbra. Devíamos conhecer a metodologia, os critérios, a amostra e os resultados.
Sem isso, esta notícia é ofensiva.
Vou aguardar a publicação do estudo.
.
.
(retirado do CM de 09.05.2010)

1 de maio de 2010

Homenagem aos ex-Combatentes

Depois de vários contactos e reuniões com a Direcção da Associação dos ex-Combatentes Beirões, a última das quais teve lugar em 17/09/2008, decidiu-se que os serviços técnicos do Município, em articulação com elementos aquela associação, “estudassem a possibilidade de enquadramento do canhão num conjunto arquitectónico a construir e colocar na Rotunda dos Combatentes”.
Cerca de um ano e meio depois, aí está a conjugação da ideia dos ex-combatentes com o reconhecido sentido estético da Arquitecta Sofia.
De meu ponto de vista, um belo trabalho que homenageia os que deram o melhor de si nas guerras do Ultramar e dignifica aquela entrada da cidade.
Os meus parabéns a todos.

24 de abril de 2010

Unidade de Saúde Familiar


Embora, ao que me parece, a USF não tenha nascido sob este paradigma, espero que venha a funcionar segundo a lógica da gestão empresarial preconizada pela legislação. Se assim for, prestará bons serviços à população, optimizando recursos que são cada vez mais escassos.
Nesta medida, os mangualdenses ganharão em qualidade de vida.
Não posso, todavia, deixar de fazer um reparo: a localização.

Como bem se sabe, a maior parte das pessoas desloca-se ao médico de automóvel. Ora, na zona, pesem embora os parquímetros, os lugares de estacionamento são escassos. Acredito que o projecto de remodelação do edifício inclua a criação de um parque de estacionamento interior. Contudo, por razões óbvias, este não deverá comportar veículos para além dos do pessoal de serviço.
Os utentes terão, portanto, um problema. Um problema que não é menor.

Importa dizer que não estou a pôr em causa a aquisição do edifício pelo Município. Bem pelo contrário, trata-se de uma ideia que defendi desde há anos, já que permitiria - permitiu - ajudar a resolver o problema do endividamento dos BVM. Foi assim que a questão foi colocada em 2008. Só que, na altura, o objectivo era o da mudança da GNR. Como bem se perceberá, não é a mesma coisa ter a GNR na Cruz da Mata ou no centro da cidade. E isto, sobretudo num tempo em que a criminalidade não pára de aumentar. Além disso, as obras de remodelação seriam de muito menor monta.
Outras localizações haveria para a USF.

Infelizmente, não foi assim que se avançou.
Mas não é por isso que deixo de me alegrar: A USF é uma boa notícia para Mangualde!

23 de março de 2010

Bem velhinho

Este filme já é de 2003.
Encontrei a "matriz" que julgava perdida.
Com uns cortes aqui e ali, conseguiu-se reduzir a duração para os 10 minutos permitidos pelo Youtube.

4 de março de 2010

O eco da entrevista

Parece que esta parte da entrevista que dei ao Mangualde.net incomodou uma pessoa.
Incomodou mas, segundo o próprio, não ofendeu. Ainda bem! Nunca foi essa a intenção. Aliás, a verdade pode ser muito incómoda, mas nunca é ofensiva.

Além de incómoda, a dita entrevista ainda suscitou àquela pessoa a seguinte dúvida: quem foi que alertou a jornalista do JN?
Caramba! Foi logo ficar com dúvidas na parte menos relevante da matéria. Mas, pronto, embora a resposta lá esteja claramente expressa, sempre vou acrescentar o que a jornalista me transmitiu: que tinha tido um lamiré da Rádio NoAr. Bom, agora é só lembrar quem tinha (tem) contactos regulares com aquela rádio e somar dois mais dois. Por isso é que eu disse que “primeiro” se publicou e “depois” se empolou. Tudo simples de mais para causar qualquer dúvida.

Mas já que estou a falar de incómodos, sempre vou relembrar que também eu fiquei muito incomodado. Mesmo muito. Só que não foi agora. Foi naquela altura. Foi, sim senhor.
E foi, porque há pessoas que, perante determinadas circunstâncias, têm responsabilidades especiais; responsabilidades que outros, em idênticas circunstâncias, podem não ter. E quando não as assumem...

Ora vamos lá recordar:

Tudo começou com uma tentativa de me assacarem responsabilidades no processo de falência da Malhacila.
Neste contexto, a pessoa em causa tinha as tais especiais responsabilidades. Uma daquelas responsabilidades era a que deriva da confiança; a confiança implica reciprocidade; não se pode confiar numa pessoa que não confia em nós. Por isso, quando eu disse “É falso!", mandaria a responsabilidade da confiança mútua – que na altura existia – que não se pusesse em causa a minha afirmação; e, se dúvidas houvesse, haveria que esclarecê-las em privado, por email ou cara-a-cara; nunca publicamente; nunca amplificando a mistificação. Mas foi o que a pessoa fez. Traiu, assim, a confiança.
Por outro lado, a pessoa tinha uma outra responsabilidade; a que advinha do facto de ser professor de disciplinas da área em causa – a gestão de empresas. Ora, um professor de Gestão de Empresas não poderia ter dito que "este documento para além de interno não apresenta o conselho fiscal" quando apreciou aquele que estipulava que a fiscalização da empresa cabia a um “fiscal único". Mas fê-lo! E por que o fez? Bom, só há duas hipóteses: ou desconhecia mesmo a figura de “fiscal único”, ou fingiu que a desconhecia. Eu preferi acreditar na segunda hipótese. A primeira seria bem pior, como bem se compreenderá.

Mas o mais grave ainda estava para vir. É que, nem quando publiquei a história integral, na qual incluí o link para a certidão permanente da empresa, isto é, nem quando todas as pretensas dúvidas quanto a datas ficaram absolutamente clarificadas, nem aí – e já era tarde – a pessoa se dignou publicar a necessária retractação, antes tendo insistido na negação da evidência.

E foi aí que ficou escancarada a enorme falha de carácter daquela pessoa.

As falhas de carácter nunca se esquecem. Podem perdoar-se, é certo, mas são necessárias iniciativas que evidenciem a vontade e o arrependimento. Depois… depois o tempo sempre acaba por desempenhar o seu papel.

Curiosamente, é isso que me parece que está a acontecer com o blogger com quem tive as divergências mais públicas (e as mais exploradas e instrumentalizadas, diga-se). E isso agrada-me.

Nota: É possível que não consiga ver todos os comentários nas caixas que linkei. Nesse caso, clique na palavra "more" que aparece no fundo das ditas caixas.

28 de fevereiro de 2010

Eu acho muito bem


Mas estou mesmo a ouvir o clamor que se levantaria se esta destruição da vegetação tivesse sido realizada noutro tempo.

6 de fevereiro de 2010

Árvores (ainda e sempre)

Quando se constata que um exemplar arbóreo não tem as características adequadas a determinado local urbano, pela sua volumetria no estado adulto, por exemplo, a solução não é estropiá-la por podas mais e mais agressivas, que, como está cientificamente provado, têm ainda o efeito de apressar a respectiva morte.
A solução é substituí-las por espécies com as características apropriadas.
Sem preconceitos ou saudosismos saloios.

Fica um exemplo de aqui bem perto.

3 de fevereiro de 2010

O mito da PODA

Faz quase um mês que aqui não publico nada. É hoje.

So que não se trata de uma foto, como se tornou habitual. Antes vou aqui deixar um artigo que aborda uma matéria particularmente actual nesta nossa cidade, onde, ancestralmente, se procede à poda radical das árvores ornamentais.

Acontece que, na última edição da Ingenium, revista da Ordem dos Engenheiros, veio à estampa um artigo - científico, obviamente - que destroi o mito da necessidade da poda radical das árvores.

O artigo está aqui, entre as páginas 66 e 69.

Esperemos que possa produzir algum efeito.

11 de janeiro de 2010

Nevou

Não foi muito. Só um bocadinho. Mas ainda deu para o Jojó fazer um xixi na neve com a Milu a desviar-se a tempo.

6 de janeiro de 2010

15 de dezembro de 2009

12 de dezembro de 2009

Grande Música em Penalva do Castelo

Não foi em Mangualde mas não fez diferença.
Foi uma excelente oportunidade de desfrutar a sonoridade de uma grande orquestra. E, além do mais, num magnífico enquadramento.

Se aprecia "clássica", veja, e ouça, o vídeo da mini-reportagem do MESSIAS de Haendel pela Orquestra Clássica do Centro (com o Orfeão Académico)


30 de novembro de 2009

Parêntesis



Abro aqui um parêntesis para clarificar uma questão que não foi devidamente tratada por quem ficou com essa incumbência.
Assim, com a publicação integral do acto processual, fica tudo esclarecido. Fica-se a saber, nomeadamente:

- Quem apresentou queixa;
- Quem acusou;
- Quem foi acusado;
- De que crimes foi acusado;
- Quem pagou.

Fica por esclarecer uma única questão:
Por que razão, considerando-se, como se considera, inocente da prática dos crimes que lhe foram imputados, não preferiu o arguido esgrimir os seus argumentos na barra do tribunal e, assim, ver proclamada a sua inocência?

25 de outubro de 2009

A água que escasseia

A baixa precipitação que se tem verificado durante todo este ano de 2009, aliada ao consumo para produção de energia eléctrica, levam a que a cota da Barragem de Fagilde esteja muito abaixo da desejável.
Note-se que a gestão desta barragem, que abastece 4 concelhos, não é da competência dos municípios, mas da responsabilidade directa do INAG.




Mais fotos no FLICKR

24 de outubro de 2009

Ideias com Imagens

Ao longo destes meses, vários leitores me deram conta da sua insatisfação pelo fecho deste blog.
Não podendo corresponder aos que gostariam que aqui mantivesse um espaço de opinião política - para mim, a política local morreu - posso, no entanto, ir ao encontro dos que, estando longe da sua terra, aqui vinham em busca de fotografias actualizadas.

Pois é o que farei.

7 de agosto de 2009

Fechado


Manda a decência que me mantenha afastado de toda a peçonha que por aí vai grassando, mais e mais, numa espiral imensa que ameaça tornar-se pandémica, qual gripe - suína, bem se vê - descontrolada.

Para um dia regressar...

21 de julho de 2009

Falsificação? Crime? Credo !

Estive a ler um comunicado do Partido Socialista em resposta a um par de artigos sobre os caminhos do Agris, onde se fala em falsificação de documentos e em outras coisa complicadas.
Pode ser presunção minha, mas fiquei com a ideia de que um dos artigos do referido par seria o que aqui escrevi. Acertei?
Ora bem, perante o texto do comunicado, impõem-se dois esclarecimentos.

1) Sobre o incómodo do PSD:
O PSD e, neste caso específico, a respectiva candidatura autárquica, tem porta-vozes a quem compete divulgar as posições do partido sobre as diversas matérias. Acontece que não conheço qualquer posição do PSD sobre a questão dos caminhos do Agris. Acontece, e isto é ainda mais importante, que aquilo que escrevo me vincula a mim próprio e a mais ninguém.

2) Sobre a falsificação de documentos:
O que eu disse foi que seria muito, mesmo muito, muitíssimo, difícil fazer aquelas operações todas durante um fim-de-semana. Por isso, como lá está escancarado, o que coloquei em dúvida foi a veracidade da informação que me deram sobre a simultaneidade das datas de notificação da aprovação das candidaturas das diversas juntas de freguesia. De resto, embora num comentário, até reiterei que se tratava de pessoas que não se iriam "meter em buracos". Portanto, a hipótese rebuscada da falsificação de documentos e afins tem de ficar exactamente com quem a levantou.

Finalmente, tenho de dizer que foi pena que o comunicado não esclarecesse a minha dúvida: as datas das notificações.

19 de julho de 2009

Obra desenganada

Li no Renascimento que as Juntas de Freguesia de Mesquitela e Cunha Baixa, tendo, em devido tempo, apresentado candidaturas ao programa AGRIS para financiamento da beneficiação de caminhos, foram notificadas da necessária aprovação no passado dia 5 de Junho, uma sexta-feira. Segundo o mesmo jornal, a data limite para apresentação das facturas das obras era 8 de Junho, isto é, a segunda-feira seguinte à notificação. Assim, com prazo tão curto – escassas 72 horas – as duas Juntas de Freguesia não conseguiram realizar as obras.
Pensei na altura: Ora bolas! Se os burocratas que analisaram estas candidaturas tivessem sido tão lestos como foram nas outras, teria sido possível dar mais tempo e também estas fariam os seus caminhos. Que chatice…
Só que, ontem, na minha tertúlia, garantiram-me que todas as Juntas de Freguesia candidatas foram notificadas na mesma data e com o mesmo prazo. E que várias conseguiram fazer as obras e apresentar as facturas na aprazada segunda-feira. Eia lá!
É claro que duvidei. Duvidei e continuo a duvidar. É um prazo muito curto e, ainda para mais, mete Sábado e Domingo de permeio.
É certo que teriam os projectos todos prontinhos à espera da ordem para avançar, mas, mesmo assim, teriam sempre de: (1) seleccionar a empresa construtora de acordo com as regras da contratação pública, (2) adjudicar a obra, (3) assinar o respectivo contrato, (4) mandar avançar a empresa, (5) realizar a obra propriamente dita (o asfaltamento do caminho) e, finalmente, (6) receber as facturas dos trabalhos. E tudo isto dentro das escassas 72 horas do prazo.
Ora, como se reconhecerá, não sendo de todo impossível, isto é muito, mas mesmo muito, difícil. É, como costumo dizer, obra desenganada!
Por isso, se acaso foi mesmo assim, é com sentido entusiasmo que dou os parabéns a todos os que não se intimidaram perante o gigantismo da tarefa e conseguiram realizar esta rara proeza.
Parabéns!

(mas, como disse, duvidei e continuo a duvidar)

9 de julho de 2009

Evocação do Foral

Arte com simplicidade e economia.
Depois de completado - iluminação e revestimentos - vai tornar-se num elemento de referência.

Ainda assim, tenho de dizer que gostava mais da versão em aço.

28 de junho de 2009

Como vi o simulacro

Tendo em conta que não percebo nada da matéria, isto pode ter algumas incorrecções ao nível da terminologia. Agradeço correcções.
(para ver em ecrã inteiro, clique aqui)

22 de junho de 2009

Desfile de Fanfarras

O maior dos últimos anos, a assinalar os 80 anos dos Bombeiros Voluntários de Mangualde.

(para ver em ecrã inteiro, clique aqui)

15 de junho de 2009

O caminho do Coval

A decisão de abandonar a política, ou, mais exactamente, de deixar de ter actividade político-partidária, priva-me, naturalmente, do conhecimento atempado de muitos dos epifenómenos que ocorrem na nossa terra, mas não me veio a retirar qualquer direito de cidadania. Continuarei, portanto, a pensar; a pensar a “polis”; e, nesta linha, a manter este “Pensar Mangualde”, onde venho dando conta daquilo que vai acontecendo na “polis”, quedando-me, por vezes, no simples registo fotográfico, mas, quase sempre, tomando posição – favorável ou não – quanto ao referenciado no post.
Assim aconteceu no artigo anterior, onde exprimi discordância quanto à opção de pavimentação do caminho do Coval, em detrimento de outros que considero prioritários, opinião que logo veio a ser secundada por alguns comentadores.
De imediato se afobou o senhor mocho (?) – naquele estilo sofrido, rasteiro e pessoalizado – para dizer que se tratava de um ataque ao Presidente da Junta de Freguesia de Quintela de Azurara, já que a escolha daquele caminho teria sido sua opção individual no âmbito de uma candidatura ao Programa Agris.
Ora, tal como então escrevi, não fazia qualquer ideia da “paternidade” da iniciativa. Nem isso me interessa. Nem isso deve interessar alguém. O que interessa são as ideias, as opções e as estratégias, e não as pessoas que as têm ou que as executam. Nunca personalizo nada, nunca mesmo, excepção feita a José Sócrates, por personificar um estilo de “fazer” política que está nos antípodas dos princípios que aprecio.
Acontece que nunca me passou pela cabeça que o tapete do caminho do Coval fosse uma obra enquadrável no Agris. Ligava o Agris à Agricultura e, não vendo por ali, desde a estrada de Quintela até ao Coval, qualquer exploração agrícola, nem sequer me ocorreu essa hipótese, pelo que, nas minhas cogitações, nunca entrou a Junta de Freguesia de Quintela, nem o respectivo presidente, nem, muito menos, o fato do senhor ser, ou não ser, homem fiel (esta, então, não lembraria ao diabo).
O que me ocorreu, vou dizê-lo, foi que se tratasse de obra da Câmara Municipal de Mangualde com vista a qualquer coisa ligada aos Moinhos do Coval…
E que fosse! Ainda que tivesse a certeza, não mudaria uma única vírgula na minha crítica.
De todo o modo, o escrito do senhor mocho veio clarificar a questão.
E mais: ao tomar conhecimento de outras estradas pagas pelo Agris, percebi que o programa extravasa muito da relação com a agricultura e aquilatei do seu verdadeiro alcance.
Contudo, essa melhor percepção ainda veio, afinal, dar maior fundamento à minha crítica inicial. Vejamos dois dos casos:
Ligação Relógio-Velho – Cubos: liga uma zona habitacional a outra zona habitacional.
Ligação Fornos – Vila Garcia: liga uma zona habitacional a outra zona habitacional.
Ou seja, estes dois exemplos vêm mostrar que o Agris permite pavimentar troços entre aglomerados habitacionais, incluindo zonas urbanizadas consolidadas, desde que a largura da plataforma não ultrapasse os 5 metros (e, já agora, a minha rua não tem mais de 6).
Ora, assim sendo, teria pleno cabimento no dito Agris a pavimentação entre o Bairro da Fontinha (zona habitacional) e o Bairro Senhora do Castelo – Colónias (outra zona habitacional).
E, insisto, essa opção serviria mais, mas mesmo muito mais, pessoas.

13 de junho de 2009

Estranho critério


É conhecida a minha posição contra o “asfaltamento” de estradas e caminhos integrados em plena Natureza e pouco utilizados. Só como exemplo, sempre defendi que não se deveria “alcatroar” a estrada da barragem de Fagilde. Estes caminhos e estradões devem, na minha perspectiva, estar em bom estado, sem buracos ou regueiras, o que exige manutenção regular, mas devem manter-se em terra, em tout-venant.
Ora, dei hoje conta que o caminho do Coval foi transformado numa verdadeira estrada; um piso de categoria; um tapete de fazer inveja a muitos bairros urbanos.
Não sei de quem foi a ideia, nem sei quem pagou a intervenção.
Não sei, mas contesto. Contesto pela razão que acima expus, e ainda mais: reportando-me ao exemplo, o caminho do Coval ainda tem menos tráfego que a estrada da barragem. Quantas pessoas o usam? Haverá alguma que o faça com regularidade? Tenho sérias dúvidas.
Por isso, critico o critério, o qual chega a ser verdadeiramente paradoxal.
Mas olhemos, um pouco mais acima na estrada de Quintela, para o Bairro da Fontinha, onde reside muito boa gente.
Então, se havia dinheiro para pavimentações, por que razão não se utilizou esse dinheiro na pavimentação dos dois arruamentos do Bairro da Fontinha em vez de um caminho com uma extensão ainda razoável onde não passa quase ninguém? Porquê? Não serviria muito mais pessoas?
Parece-me um caso típico de despesismo e inversão de prioridades. Mal!

9 de junho de 2009

Europeias em Mangualde

Apenas acho correctas as comparações de resultados de actos eleitorais homólogos. Por essa razão, publico os resultados das europeias no concelho de Mangualde, nas eleições de 2004 e 2009.
Sem pretender fazer qualquer tipo de análise política - isso fica para os especialistas que por aí há aos montes - vou limitar-me a factualidades. Assim:
  1. O número de eleitores no concelho, muito por força do recenseamento automático, aumentou em mais de 2.300;
  2. O número de votantes aumentou em quase mil;
  3. A abstenção, ainda que ligeiramente, diminuiu;
  4. Com excepção do PS, todos os "grandes" partidos - BE já incluído neste grupo - aumentaram a sua expressão eleitoral, tanto em percentagem, como em número absoluto de votos;
  5. O PSD e o CDS, somados, tiveram mais 715 votos que em 2004;
  6. Mesmo sozinho, o PSD obteve agora mais votos que a coligação de 2004;
  7. O PS, apesar do aumento de votantes, perdeu mais de 200 votos, caindo quase 10%.

6 de junho de 2009

Álvaro Pereira

Fiquei hoje, eu e os amigos, privado do anfitrião e companheiro da nossa tertúlia nocturna.
O senhor Álvaro, de forma brusca, mesmo brutal, deixou-nos.
Ficamos atordoados, sem palavras e, perante a irreversibilidade da morte, todos acabamos por reflectir sobre a pequenez das miudezas, quando não mesquinhices, que por vezes nos desviam do caminho.
Fica em paz, Álvaro.

2 de junho de 2009

NOVO MODELO NA PSA DE MANGUALDE

Quando ouvi o anúncio pelo ministro Pinho... duvidei. Afinal de contas, este é o homem que, na mesma semana, salvou por duas vezes a Qimonda...
Mas, passado pouco tempo, já tinha a confirmação pela voz de um dos grandes mentores e obreiros da solução: A CITROËN VAI PASSAR A MONTAR UM NOVO MODELO!
Esta era - e não o proposto faz-de-conta da formação - a única solução que poderia trazer tranquilidade e estabilidade aos trabalhadores da PSA, respectivas famílias e mangualdenses em geral.
Eis, portanto, uma boa razão para TODOS nos congratularmos.
E que não apareçam os costumeiros aproveitadores!