28 de dezembro de 2007

Pela nossa saúde...

... estão a ser encerrados os Serviços de Atendimento Permanente no período nocturno. Nesta fase já estão Anadia, Vila Pouca de Aguiar, Murça e Aliló, Lourinhã e mais algumas, tudo, como nos têm dito, "para o bem das pessoas".

Esta "melhoria da qualidade de vida" também já esteve prevista para Mangualde.
Só que, actualmente, surgiram dúvidas quanto à sua concretização. Há até quem garanta que só teremos essa "melhoria" depois das próximas eleições autárquicas.

Por mim, não vejo que espécie de ligação possa haver entre uma coisa e outra... mas...

Alguém sabe?

21 de dezembro de 2007

Pergunta de algibeira

Às 23 horas, 59 minutos e 59 segundos do dia 31 de Dezembro de 2006, o nível de endividamento do Município de Mangualde estava a 61% do limite legal máximo.
Às 0 horas do dia 1 de Janeiro de 2007, ou seja, rigorosamente um segundo depois, o mesmo nível tinha passado para 141% do limite legal.

Pergunta:

- O que se passou nesse fatídico segundo?
- Foi a dívida do Município de Mangualde que aumentou?
ou
- Foi o Governo que estabeleceu novo limite máximo através de Lei publicada dois dias antes e com efeito retroactivo?

16 de dezembro de 2007

Minibásquete

Memorial Mário Lemos 2007
Dar visibilidade ao desporto infantil no centro da cidade:

Memorial Mário Lemos 2007Memorial Mário Lemos 2007
Memorial Mário Lemos 2007Memorial Mário Lemos 2007

13 de dezembro de 2007

Voto natalício

Que todos consigam "ver a luz"!

Largo Pedro Álvares CabralRotunda dos Prazeres (Homenagem aos Mangualdenses

Largo Dr. CoutoLargo do Rossio







Com o reconhecimento do trabalho profissional, abenegado e disponível dos funcionários municipais, tantas vezes alvo de críticas soezes.

12 de dezembro de 2007

Inveja

É um mal de que não sofro.
Mas lá que sinto um certo ciúme dos lisboetas, sim, também não deixa de ser verdade.
É que eles, lá na autarquia, têm uma oposição que, embora maioritária no órgão de topo, não inviabiliza a governação do município.

11 de dezembro de 2007

8 de dezembro de 2007

Coisas tristes - 1

Ao mesmo tempo que se prepara para tratar o caso de Lisboa de forma oposta àquela que tem seguido com outros municípios em idêntica situação, o Governo entendeu castigar o nosso Município.
De facto, não tendo atendido às justificações invocadas – nomeadamente não tendo assumido a sua própria dívida – veio o Governo condenar o Município de Mangualde ao pagamento de uma verdadeira multa. Uma multa de valor igual ao do excesso de endividamento, de acordo com as regras definidas pelo próprio Governo: 1 291 450,00€.
Seria legítimo pensar-se que, tendo em mente o objectivo da redução da dívida, este montante fosse retido pelo Governo para pagamento aos credores do município. Até faria algum sentido.
Mas não. Não é nada assim. Este valor não vai abater nada à dívida.
Este valor vai para um denominado Fundo de Regularização Municipal, o qual – é de pasmar – nem sequer está regulamentado (1).


Ou seja:
1 – Mangualde vai ficar com menos 1,3 milhões de euros;
2 – Por isso, vai haver menos dinheiro para reduzir a dívida;
3 – E também para lançar iniciativas que melhorem as condições de vida dos Mangualdenses;
4 – Mas o Governo vai ficar com mais 1,3 milhões de euros que utilizará da forma que vier, um dia, a decidir;


Uma nota final para lembrar:

  • Que a Lei que determina a redução das transferências do FEF foi publicada a 29 de Dezembro de 2006 (2), para ser aplicada sobre os valores desse mesmo ano, ou seja, em momento posterior à execução do orçamento;
  • Que grande parte deste assim chamado excesso de endividamento se ficou a dever à realização de obras comparticipadas, no caso contratos-programa – ver exemplo da EM 595 – que, se tivessem sido suspensas, (sugestão da DGAL), colocariam o Município numa situação muitíssimo pior, uma vez que haveria que fazer face às indemnizações que as empresas adjudicatárias não deixariam de exigir.

(1) Ver artigo 42.º da Lei n.º 2/2007 (tenho muitas dúvidas sobre a legalidade de cativação num fundo cuja regulamentação não existe mas isso é matéria para sérvulos)
(2) Lei n.º 53 -A/2006

5 de dezembro de 2007

Aprender com os outros: Lisboa

A posição cordata dos autarcas da capital deveria ser um exemplo para todos. Quando a oposição não se limita a "ser contra" e apresenta propostas alternativas, ficam a ganhar todos os munícipes.

Desafortunadamente, não é o que aqui se passa.
Aqui não passa nada. Tudo o que tenha a ver com dinheiros que possam permitir gerir a autarquia é chumbado. (Moita Flores, Santarém)

29 de novembro de 2007

Aprender com os outros

Oposição ... "terra queimada"











Mas aqui há outra questão:
Como é que, tendo ambas excedido os respectivos limites de endividamento, Lisboa obtém autorização para contrair um empréstimo de 500 milhões e Santarém não a consegue para escassos 6 milhões?

26 de novembro de 2007

Adivinha

Quem é o "jornalista" que, depois de admoestado, se viu forçado a substituir uma fotografia da Vice-Presidente da Câmara ao lado do Secretário de Estado da Segurança Social?

23 de novembro de 2007

Aprender com os outros

A Estradas de Portugal é uma Sociedade Anónima de capitais públicos e direito privado.
Mas...

Sem prejuízo das competências da EP, Estradas de Portugal, S.A., a definição das prioridades de investimento para a concretização do Plano Rodoviário Nacional, dos níveis de serviço, dos objectivos de redução da sinistralidade rodoviária e da sustentabilidade ambiental, incumbem integralmente ao Governo.

Ou seja, quem manda é o Governo.
E o que é que o Governo manda?

Resolução do Conselho de Ministros que identifica empreendimentos prioritários de natureza rodoviária, a desenvolver pela EP, Estradas de Portugal, S. A., em regime de parceria público-privada.
Esta Resolução procede à identificação do primeiro conjunto de empreendimentos prioritários a desenvolver pela EP, Estradas de Portugal, S.A., em regime de parceria público-privada, designadamente a Concessão da Auto-estrada Transmontana e a Concessão do Douro Interior.
Esta Resolução dá, assim, cumprimento ao disposto nas Bases de Concessão, segundo as quais o Estado, na qualidade de concedente, exerce os seus direitos dando instruções à EP, Estradas de Portugal, S.A. sobre as vias que esta deve, prioritariamente, lançar a concurso, em activa prossecução do objectivo de conclusão da rede rodoviária nacional prevista no Plano Rodoviário Nacional 2000.

Manda fazer PPP para construir estradas!

20 de novembro de 2007

PPP - 3.º passo

PPP - Sernancelhe
É este. A abertura do concurso público.

O 1.º é a decisão de avançar;

O 2.º é a decisão quanto às obras a incluir.

Só depois deste terceiro passo se começam a ter certezas quanto aos valores efectivos, que, como se pode constatar, dependem das propostas dos concorrentes.

Até então, apenas se pode falar de estimativas.
Em Sernancelhe, pelo que sei, a estimativa ronda os 20 milhões.

E... todavia... avançam!


E os projectos?
Esses ainda não aparecem agora. Nesta fase ainda só se exigem estudos prévios.

17 de novembro de 2007

Andar para a frente

Na RVM em 10/11/2007:


As parcerias público privadas, cuja arquitectura está definida por lei, são desejáveis. Diria mesmo que inevitáveis...
João Azevedo, Jornal Renascimento de 15/11/2007, p.8

Ora aqui está um grande passo em frente!

13 de novembro de 2007

Bom em 2005 e péssimo em 2007 ?

Isto do podcast é giro, hem?

Aqui está outro

PS:
Há por aqui alguns comentadores muito preocupados comigo, mais propriamente com o que me fica mal. Pois bem, meus caros, não se preocupem com a minha imagem. Agradeço, é claro, mas, como devem calcular, nos meus 52 anos de idade e 33 de trabalho (quase 31 [também] na Administração Pública) aprendi a saber decidir o que devo e o que não devo fazer.
Por isso, argumentem! Acrescentem valor!
(e se o souberem fazer com humor... tanto melhor!)

11 de novembro de 2007

PPP - Sonoridades

Vamos lá ouvir com atenção:


Ouviram bem?
"... fulano e cicrano da Sérvulo Correia... Sociedade de Advogados..."
Ena! Uma empresa conceituada! Credível!

E o que é que lá fazem os senhores?
Serão Sócios?
Serão Associados?
Serão Estagiários?
... ... huuummmm...