13 de outubro de 2007

Aprender com os outros

Auto-estradas com portagem
SCUT
Concessões ferroviárias
Centro de atendimento do SNS
Centro de Medicina Física e de Reabilitação
Hospital de Loures
Novos hospitais de Cascais, Braga e Vila Franca de Xira
Isto é, o Governo, estando o Estado largamente endividado, não encontra problemas para constituir cada vez mais Parcerias Público Privadas. Será caso para falar de "milagres", de "fadas-madrinhas", de "cheques em branco", de "leilões" e de "hipotecas"? Muitas "hipotecas", por sinal.

MAS AS OBRAS VÃO APARECENDO (vêem-se) E A DÍVIDA NÃO AUMENTA (diz o Governo)

12 de outubro de 2007

"lagoa"

Etar da Lavandeira
Cheira mal? É poluente? Devia ser substituída?
É verdade.
Mas não se lembrem de António Soares Marques e do PSD. Lembrem-se dos nomes daqueles que votaram contra!

11 de outubro de 2007

Sarau - 3.º acto: Parcerias

Quando ontem alvitrei um sarau, estava longe de pensar que no dia seguinte aí estaria ele em todo o seu esplendor. Mas está. Vai haver em Mangualde um “fórum” para discutir parcerias público-privadas.
Fora de tempo!
Fora de tempo porque não faz sentido discutir algo, passado que foi o momento da decisão. Ora, neste caso, o momento da decisão já ocorreu. Foi o momento do voto. Do voto contra. Contra o estabelecimento de uma parceria público-privada em Mangualde. Contra a realização de muitas e muitas obras fundamentais. Foi o momento em que se disse que uma parceria, com o inevitável contrato a longo prazo, era um “leilão” do concelho, um “cheque em branco” e uma “hipoteca” do futuro.
Acontece que esse momento, aliás histórico, já passou.
Já foi e já não volta!
Toda a gente sabe como foi e porque foi.
E, assim sendo, que sentido faz ir agora debater parcerias?
Pois claro. Não faz sentido nenhum!

Mas antevejo um outro problema:
Quer parecer-me que não vai ser fácil encontrar “economistas, ex. autarcas e autarcas” que venham corroborar a posição contra as parcerias. Duvido muito que existam por aí com abundância. Então autarcas, duvido imenso. Todos os que conheço são favoráveis ao estabelecimento de parcerias público-privadas. A não ser que sejam autarcas na oposição. E esses, se conquistassem o poder, logo inverteriam a sua posição. A bem dizer, para além dos 4 vereadores que votaram contra, apenas conheço uma pessoa que é genuinamente contra as parcerias. Pode ser que haja mais, mas...
É por isso que antevejo curiosas conclusões dos aturados trabalhos do aprazado debate…

É claro que irão aparecer aqueles que dirão que são favoráveis às parcerias, a todas as parcerias, excepto a uma. Aquela que, por uma insólita coincidência, foi proposta para Mangualde. Uma pontaria dos diabos! São favoráveis a todas, até lhes agrada o modelo, mas esta... esta é que não. Até poderia ser boa. Mas a forma como foi apresentada...
Só que essa lógica não terá "pernas para andar". É que quando se concorda genericamente com uma determinada solução e se tem dúvidas num caso concreto, manda a prudência que o sentido de voto seja o da abstenção: “Agrada-me o modelo... mas... como tenho dúvidas aqui e ali …”. Ora, votando contra, lá se vai o argumento e a malta logo percebe o logro.

Eu, quando asneio – mesmo quando apenas sou politicamente responsável – retrato-me com toda a humildade. Assumo! Acho mais bonito!

Ah!
Para ouvir o “Ti Zé e a Ti Maria” – duvido que eles vão ao sarau – continuo a preferir o referendo. Campanha pelo “Sim”. Campanha pelo “Não”. Ganha quem tiver mais votos.
Simples e, mais que democrático, “participativo”.

10 de outubro de 2007

PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

Sugere-se, por aí, que se faça um "sarau" sobre a parceria.

É verdade que já se fizeram outros saraus: saúde e educação.
É verdade que se fala muito em "participação".

Mas se o problema é o da participação, porque não?
Deixemos então participar os eleitores. Mas participar MESMO.

Em vez de um sarau... façamos um REFERENDO !

Poder ao Povo, JÁ !!!

8 de outubro de 2007

As FAQ da Parceria Público-Privada

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE A PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

Coloque também a sua (e a resposta, se for o caso)



1 - O que é uma Parceria Público-Privada?
É uma entidade empresarial constituída por um (ou mais) parceiro público, por exemplo um município, e por um (ou mais) parceiro privado, por exemplo um consórcio de construtores civis, de acordo com o preceituado pela Lei N.º 53-F/2006, com a finalidade de desenvolver iniciativas desenvolvimentistas de um determinado valor e por um determinado prazo.

2 - Tem alguma vantagem, a parceria?
A principal vantagem de uma parceria público-privada é a da realização das obras num prazo muito curto, independentemente das disponibilidades financeiras do parceiro público, uma vez que é ao parceiro privado que compete avançar com o dinheiro.

3 - Por que é que a Câmara apenas fica a deter 49% do capital, logo minoritária?
Porque se detivesse a maioria do capital, as contas da nova empresa consolidariam com as do município, o que, tendo em conta a lei das finanças locais, não é desejável.

4 - Então os privados é que mandam?
Não. O contrato social objectivo implica a assinatura de um acordo para-social através do qual os parceiros privados aceitam que a maioria dos direitos de voto sejam do município, designadamente a presidência do conselho de administração.

5 - E haverá empresas que aceitam essas condições?
Quem não as quiser aceitar… não concorre.

6 - Que empresas estarão interessadas em concorrer?
Em princípio, empresas cuja carteira de encomendas não esteja preenchida e que, simultaneamente, tenham algum excesso de liquidez que lhes permita não necessitar de recorrer exclusivamente ao crédito bancário, remunerando, assim, mais compensadoramente, os seus capitais.

7 - E as empresas privadas ganham dinheiro com estas parcerias?
Com certeza. Então os bancos não ganham dinheiro quando fazem empréstimos para compra de habitação própria?

8 - Há alguma parceria público-privada como esta noutros municípios?
Há em imensas e cada vez haverá mais. É exactamente por isso, e para isso, que foi criada a legislação. O próprio Governo utiliza este modelo de financiamento para diversas finalidades, desde a saúde às auto-estradas, ao futuro TGV e ao futuro Aeroporto Internacional de Lisboa, uma vez que, desta forma, garante a realização das obras e a não consolidação com as contas públicas, ou seja, não aumentando o défice. Aqui bem perto de nós, Viseu, Santa Comba Dão, Tondela, Sernancelhe, Aguiar da Beira… já têm parcerias aprovadas.

9 - Como é que a parceria pode levar à diminuição da dívida?
O contrato a estabelecer entre a Câmara e o parceiro privado prevê um período de carência (de juros e capital) de 3 anos. Durante esse tempo, como as obras passam a ser suportadas pela parceria - e não pela Câmara - não haverá novas despesas de investimento, podendo utilizar-se o dinheiro que seria para as obras para amortizar a dívida.

10 - Como é escolhido o parceiro privado?
Através de concurso público. É publicada a lista de obras, o valor global de referência (40 milhões de euros) e as diversas condições. As empresas interessadas apresentam candidaturas. Então escolhe-se a proposta mais vantajosa, tendo em conta os critérios igualmente publicados.

11 - Como é que se chegou a esse valor de 40 milhões de euros?
Cada uma das obras, que pode consultar aqui, foi objecto de estimativa orçamental, tendo em conta os preços correntes para os tipos de trabalho e materiais envolvidos, bem como a extensão de cada uma. Tudo foi objecto de quantificação. Os 40 milhões são, aproximadamente, o somatório de cada uma das obras.

12 - A parceria não se pode candidatar a co-financiamento comunitário no quadro do QREN?
A capacidade de recorrer ao QREN não se altera. Há obras que são comparticipáveis e há outras que o não serão; algumas terão uma percentagem mais alta e outras mais baixa; as ETAR, por exemplo, serão objecto de forte financiamento. Claro que, quanto maior for a comparticipação, menor virá a ser o montante da renda, já que o investimento global passará a será inferior aos tais 40 milhões.

13 - Qual será o montante da renda a pagar?
Apenas se poderá saber o montante exacto depois de escolhido o parceiro. Aliás, a escolha do parceiro tem a ver, exactamente, com essas questões financeiras e técnicas. De qualquer forma, cálculos baseados em cenários pessimistas - taxa de juro de 7% e nenhum financiamento comunitário - indicam que o valor anual da renda não excederá os 2,9 milhões de euros. Caso a comparticipação global dos fundos europeus venha a ser da ordem dos 40%, o valor da renda anual não ultrapassará os 1,6 milhões de euros.

14 - E esse valor é compatível com os encargos já existentes?
Sim. O município de Mangualde tem pago cerca de 6,6 milhões de euros anuais de despesas de investimento, o que quer dizer que, mesmo com este novo encargo, ainda terá capacidade de levar a cabo novos investimentos, capacidade essa que será tanto maior quanto maior for a comparticipação dos fundos europeus para os investimentos constantes do projecto da parceria.

15 - Durante quanto tempo se pagam rendas?
O contrato tem a duração de 30 anos com 3 de carência. Por isso, pagar-se-ão rendas durante 27 anos.

16 - Se a Câmara constituir a Parceria despedirá pessoal?
Não. A Câmara não tem, nem nunca teve, condições para realizar grandes obras com os seus meios próprios. Embora tenha muitos e bons trabalhadores e alguma maquinaria, está longe de ter a capacidade que tem uma grande construtora. Basta dizer que a Câmara não tem condições para fazer pavimentações em “tapete”. Por isso, o pessoal da Câmara continuará a fazer rigorosamente tudo o que tem feito: conservação, reparação e pequenas obras. Por exemplo, o Centro Escolar de Santiago de Cassurrães, e outros, poderá ser construído pela própria Câmara, bem como extensões de redes de água e saneamento.

17 - O que acontecerá se não houver parceria?
Essa seria uma situação muito penalizadora para os mangualdenses. A Câmara, por força da Lei das Finanças Locais, está obrigada a reduzir a dívida. Assim, sem a entrada de “dinheiro fresco” do parceiro privado, sobrará muito pouco para lançar obras e para as candidatar ao co-financiamento no âmbito do QREN, o qual, em princípio, será o último. Por isso, uma grande parte das obras que agora se pretendia realizar em apenas três anos, poderá demorar décadas a concluir. Ou seja, sem a parceria, veremos os outros concelhos progredir…

...

7 de outubro de 2007

A Hora da Bica

Duas frases de Filipe Pais hoje na Rádio Mangualde:

As obras com visibilidade deste executivo são as dos últimos dois anos.

Mais cedo ou mais tarde, é inevitável que a maioria das câmaras municipais acabe por constituir parcerias público-privadas.

Nem mais! Tal e qual o que eu disse antes, durante e depois da reunião.

6 de outubro de 2007

Tudo por amor


… [a] proposta de criação de uma sociedade … [é a]… forma de fugir ao garrote e ao controlo da dívida por parte do Tribunal de Contas…

Esta frase, do comunicado oficial do Partido Socialista, é plena de significado.

É que, afinal, há mesmo um garrote que o carrasco – o Governo – quer usar para matar o condenado – o(s) Município(s).

Matar por amor, só pode...

5 de outubro de 2007

On the news

Câmara chumba empresa público-privada
Rui Bondoso (JN)

A constituição de uma sociedade comercial público-privada, proposta pelo presidente da Câmara de Mangualde, António Soares Marques (PSD), foi chumbada ontem pelo executivo camarário. Quatro vereadores (três do PS e um ex-PSD, agora independente) reprovaram a iniciativa. Só o chefe da autarquia e um seu vereador (Agnelo Figueiredo) votaram a favor. A outra eleita social-democrata, Sara Vermelho, abandonou a sala na hora do sufrágio, por indisposição, e não chegou a exercer o voto.
A empresa público-privada, onde a autarquia estaria minoritariamente representada (49%), seria gerida por um consórcio privado, que se propunha realizar, em três anos, cerca de 40 milhões de euros em obras consideradas fundamentais para o concelho, desde infra-estruturas rodoviárias, desportivas, culturais ou educativas, à requalificação urbana e ambiental, entre outras.O valor do investimento seria depois pago em rendas mensais pela Câmara, por um período de 30 anos, com três de carência.
Os vereadores socialistas explicam o voto contra, por considerarem que a sociedade maioritariamente privada "passaria a ser a verdadeira e única gestora de todas as obras e serviços do concelho, esvaziando a Câmara de todas as suas funções e património para os próximos 30 anos".
Os eleitos do PS falam ainda da "grave crise financeira" que a autarquia atravessa. "É a 11.ª na listagem das câmaras que ultrapassaram o limite de endividamento", lembram, acrescentando que a constituição da empresa público-privada "era uma forma de a autarquia fugir ao garrote e ao controle da dívida por parte do Tribunal de Contas, hipotecando o que resta da autarquia a uma entidade privada, numa operação cujos encargos em momento algum nos foram apresentados".
Criticam ainda o facto de o chefe da Divisão Financeira da autarquia, "responsável máximo pelo cumprimento da legislação em vigor e pelo controlo da dívida" não ter sido tido nem achado".
O presidente da Câmara de Mangualde lamenta o chumbo da constituição da sociedade. "Por razões meramente políticas, são adiadas obras que as populações anseiam há muito tempo", refere António Soares Marques, que faz o elogio da sua proposta. "Eram 40 milhões de obras", recorda.


Achei estranho o parágrafo que colori e, por conseguinte, fui verificar, lendo o comunicado oficial.
E é mesmo assim. Os vereadores socialistas dizem que "O Senhor Chefe da Divisão Financeira da Câmara Municipal, responsável máximo pelo cumprimento da legislação em vigor e pelo controlo do nível de endividamento da Autarquia não foi tido..."

Ora aqui está uma mudança significativa. Até aqui imputavam aquela responsabilidade ao Presidente da Câmara.
Mudam-se os tempos...

29 de setembro de 2007

23 de setembro de 2007

Barrigas e bochechas

Não é a primeira vez que os Serviços Técnicos do Município projectam "barrigas" e "bochechas" para ordenar a circulação automóvel em Mangualde.
Esta...
Alexandre Herculano
... quando estiver pavimentada e ajardinada, vai ficar muito parecida com
Esta:
Veiga Simão

16 de setembro de 2007

Octus Scops

Um nosso concidadão encontrou o bicho caído e muito debilitado.
Alertou a GNR que accionou o respectivo SEPNA.
Era um Octus Scops, vulgo Mocho de Orelhas, espécie rara e protegida.
O animal ficou, então, ao cuidado do CERVAS, no Parque Natural da Serra da Estrela, onde foi "requalificado".
E, no passado dia 13, com grande adesão e visível satisfação, fomos soltar o mocho.

Mocho de Orelhas - Sessão de divulgaçãoMocho de Orelhas - Lindo, hem?

Mocho de Orelhas - A libertação




(esta iniciativa não teria sido possível sem a participação da Francisca, da Cristina Lopes, da Fábia, do Ricardo, da Cátia, da Margarida e da Clara Portas - tudo doutores que aqui não levam o "Dr" - e, certamente, de outros cujo nome agora não me ocorre)

Troféu Eduardo Sousa

Mais uma vez os escalões de formação, agora num torneio a lembrar o Eduardo (Salgueirinho).
Gostei do Repezes. Tinha já um sentido táctico que tornou possível a goleada ao Guarda.
Também gostei de ver bem preenchidas as bancadas do velho Conde de Anadia.
Isto vai lá!

Satisfação pela vitóriaBom remate do Guarda

13 de setembro de 2007

Muito oportuno...

... este artigo de Vital Moreira a perorar contra a "inserção de actos religiosos em cerimónias oficiais", sumamente indignado com a participação de José Sócrates em cerimónias de bênção.
S. Martinho de Mouros - Resende
"Desbragada promiscuidade", bradariam alguns aqui pelas nossas terras.
Ou não?

11 de setembro de 2007

Troféu Armando Sousa

Torneio triangular - GDM, Moimenta e Santiago.
Ao intervalo, apresentação das várias equipas do GDM.
Grande visibilidade dos escalões de formação.
No rumo certo?
Espero que sim.

5 de setembro de 2007

Cartas ao Director

Chafariz BorradoAqui há uns tempos, um leitor questionava-me sobre o "abandono" e a "destruição" do antigo caminho para a Senhora do Castelo. Aquele que, dando continuidade à actual Rua Senhora do Castelo, junto ao Chafariz Borrado, prosseguia pelos tanques até ao sopé do monte e das Escadinhas.
Não têm conto as vezes que calcorreei esse caminho nas expedições que fazíamos, em tempo de férias, nas já longínquas longas tardes de aventura na natureza, imbuídos do espírito escutista.
Mas hoje não é mais possível percorrer esse velho caminho.
Numa primeira fase, há já muitos anos, pela construção da Avenida Senhora do Castelo, constituindo-se esta como uma alternativa menos "rústica" mas muito mais favorável.
E, mais recentemente, porque a parte restante do caminho, mais junto da cidade, veio a ser ocupada pelo desenvolvimento urbanístico daquela zona, com a necessária criação de acessos alternativos de melhor qualidade.

Vale ainda a pena referir que aquela zona, essa sim, é, creio-o, o centro da cidade projectada, como sugiro na seguinte conjectura:

Cidade projectada

28 de agosto de 2007

Feira de Antiguidades

Embora esta coisa de velharias não desperte o meu interesse, desperta visivelmente o de muitos outros. Foi uma mais-valia para as Festas da Cidade, mormente na animação das tardes.
Feira de Antiguidades - Mangualde

26 de agosto de 2007

4 taste

4 taste 14 taste 2

As fotos ficaram melhores, mas o resto todo...
A não ser, eventualmente, para a geração dos morangos com chantilly.

20 de agosto de 2007

Rostos de satisfação

Feira Medieval - Edição de 2007
A.M.A.

Ana e Rita

São
(os outros todos que me desculpem mas não ia haver espaço)

11 de julho de 2007

1,089 - 0,99 = 0,099 €

Ou seja, 20 "paus" a menos em cada litro!
É o que diz
aqui.
Será isto um ataque desleal aos fornecedores tradicionais - Galp e Repsol?

7 de julho de 2007

78 anos

Embora com algum atraso, aqui fica o registo do desfile comemorativo do 78.º aniversário dos nossos Bombeiros, no passado dia 24 de Junho.


Do outro e ainda mais significativo momento - a inauguração das novas instalações - não tenho imagens.

28 de junho de 2007

Voluntariado

A Sara e a Catarina pediram-me para divulgar esta bonita iniciativa:

A Associação de Acção Social da Universidade Lusíada - AASUL - é um grupo de jovens universitários que se reúne semanalmente e desenvolve acções de voluntariado vocacionado para o acompanhamento humano, através do apoio a idosos, a crianças e de visitas ao Hospital Prisional de Caxias.
O seu maior projecto consiste na missão em Cabo Verde, que se desenvolve nos meses de Verão. Esta missão consiste no trabalho para e com as populações locais através das mais variadas áreas:
- Educação (aulas e outras actividades didácticas para crianças)
- Saúde (apoio no Hospital, nomeadamente na Maternidade e Pediatria)
- Obras Públicas ((re)construção de escolas, casas...)

Para que este projecto se possa concretizar, como tem vindo a acontecer há vários anos, contamos com a boa vontade e solidariedade de todos.
Neste momento estamos a fazer uma Recolha de Roupa e Alimentos no GINASIUM, na Lavandeira até ao dia 5 de Julho. Passe por lá e contribua. Com toda a certeza tem em casa coisas que já não usa, não lhe fazem falta, mas podem ser muito valiosas para outras pessoas.

A AASUL agradece em nome de todas as pessoas que possa vir a ajudar com o seu contributo.




















E digo eu:
Vamos lá então. Não doi nada!
E digo mais: "Lixo" não serve!

23 de junho de 2007

Buraquinho

É off topic mas... de quando em vez...
...
Pois foram 12!

Doze buraquinhos como este em 12 automóveis estacionados em filinha, enquanto os donos assistiam a um casamento. Num dos automóveis o furinho não resultou. Mal! Duplo prejuízo. Foi todo riscado.

Ao que chegámos! Já nem a um casamento se pode ir!

Claro que... a culpa é...

12 de junho de 2007

Lentos...

Muito lentos...
3 dias !
Levaram 3 dias para perceber que isto era uma fotomontagem! Ainda por cima feita "à pressão"...
Chiça!

10 de junho de 2007

Um modelo muito antigo

A forma de evitar que os Mangualdenses saiam do concelho para ir fazer compras a outras paragens já foi descoberta há muitos anos.
Trata-se de um modelo que foi largamente utilizado pelos socialistas, que ainda o é, e que, como se tem visto por aqui, continua a ser um modelo muito inspirador para os socialistas, sejam eles de Mangualde ou de muito longe, e isto apesar de ter sido eliminado de quase todo o mundo.
Muros altos... postos fronteiriços... polícias vigilantes...
Afinal basta seguir os conselhos e os exemplos dos grandes mestres das revoluções socialistas, mortos ou vivos: "NINGUÉM SAI DAQUI !"

muros de ditadores

E aos não socialistas? Agrada-lhes o modelo?

5 de junho de 2007

Bombeiros

Quando a casa veio abaixo, fiz uma fotografia alusiva que aqui publiquei. Só que estava um dia nublado...
Por isso, a foto ficou a desmerecer da acrescida amplitude por via da demolição do antigo Ciclo Preparatório e, mais ainda, da grandiosidade da própria obra.
Esta está melhor.

24 de maio de 2007

(in)Segurança

A tradição está a deixar de ser o que era!

Para já nem falar do vandalismo, são assaltos a estabelecimentos durante a noite, são assaltos a moradias durante o dia, e agora, pasme-se, até já há carjacking !
Isto é mau. Muito mau!

É claro que - já se sabe - a culpa deve ser da câmara... mas...

Não estará na altura de fazer um sarau fórum sobre o tema?

Não será importante ouvir os Mangualdenses?
Não será importante dar a voz ao povo numa matéria tão importante como a saúde e a educação?

22 de maio de 2007

Road to Perdition

Sim, há muita gente a pensar que os hipermercados e as “grandes superfícies” são um verdadeiro caminho para a perdição.
Não sei exactamente como é que esta ideia se espalhou, mas que está imensamente difundida, disso ninguém duvidará. Mas suspeito…
Suspeito que terá resultado do longo processo de aculturação aos valores da esquerda com que temos vindo a ser, todos, programados desde há muitos anos. Suspeito de um esquema simples. Querem ver?
Os hipermercados pertencem a grandes grupos económicos… ou seja, a capitalistas… ou seja, a exploradores... ou seja, a tipos que não olham a meios para conseguir o lucro. O lucro! É isso! O vergonhoso lucro! O Pecado (do) Capital! Ai, credo!

Deve ser por esta razão que há pessoas que pensam que os hipermercados devem ser combatidos a todo o custo.
Deve ser por esta razão que o Estado construiu leis que impõem grandes dificuldades à abertura dos hipermercados, obrigando a um processo de licenciamento com elevada complexidade.
Deve ser por esta razão que até há pessoas genuinamente convencidas de que os hipermercados, por lei, têm de ser instalados nas zonas periféricas – para que seja mais difícil o seu acesso pelo povo inculto que tem de ser educado


Pois é... Que trabalhão...
Basta olhar para esta foto para perceber o trabalhão que vai dar para evitar que o povão lá continue a fazer compras.
Continente - Viseu

19 de maio de 2007

Indústria


Sei bem o que se diria se isto fosse cá.
Todos o sabemos...

Felizmente não é.

É na Guarda.

Mas é estranho ser na Guarda.

Pelo que tenho visto e lido por aí, a Guarda tem zonas industriais modelares, tem plataforma(s) logística(s), tem planos directores, tem planos de urbanização, tem planos de pormenor... tem TUDO! Até tem um executivo municipal que... que até "ouve" os cidadãos!
...
... e contudo...

17 de maio de 2007

Que coisa curiosa...

(retirado de O Primeiro de Janeiro de 13/05/2007)

Miguel Ginestal, vereador do PS, deu como exemplo do “mau caminho”, em conferência de imprensa, o “facto” do executivo do PSD ter arrecado em IRC 1,8 milhões de euros de Derrama e de ter investido apenas 83 mil em indústria e energia.
Perante este cenário, para justificar ainda o “beco sem saída” para onde se dirige o desenvolvimento do concelho de Viseu, Ginestal lembrou que são inúmeras as empresas que optam por investir em concelhos vizinhos, transformando Viseu num “mero dormitório”. Para isso contribui os 70 euros que são cobrados por metro quadrado no Parque Industrial do Mundão, quando nos municípios vizinhos esse mesmo espaço é, devidamente infraestruturado, cedido a preços simbólicos. O PS entende ainda que as taxas máximas aplicadas nos impostos municipais sobre património imobiliário – IMI e IMT – estarem “por um lado a enriquecer a autarquia e por outro a afastar o investimento para fora do concelho”.


Agora tenho de ir ver como é nos concelhos "vizinhos" de Viseu...

P.S. - 3 euros e meio por metro quadrado será um "preço simbólico"?

13 de maio de 2007

Desertificação

Largo do Rossio
Não sei se terá sido o mesmo que se acusou da destruição do Jardim do Cemitério, mas o que é certo é que o vandalismo voltou mostrar-se.
Desta vez foi bem no centro nevrálgico da cidade Largo do Rossio, como documentam estas fotografias.

Sim. O Largo do Rossio, onde habitei, como tantos amigos e amigas, durante dezassete anos, desertificou-se. Uma contagem feita por um amigo registou escassas 52 almas entre os antigos "Saldanha" e "Marques Marcelino", grande parte idosas.
Durante a noite... ninguém!
Depois… é o que se sabe... tudo "a saque"!
A existência de vastas zonas desertificadas potencia a impunidade do vandalismo.

Sabe-se, também, que mais que as forças de segurança, são os moradores que garantem a ordem e a preservação da coisa colectiva. É por isso que espero que se venham a concretizar, a curto prazo, algumas intenções de reconstrução de imóveis, exactamente no Largo do Rossio, que poderão contribuir para aumentar e rejuvenescer os moradores do centro da cidade.
Vamos em frente! Já foi feita uma e até pode servir de modelo.

12 de maio de 2007

Administração aberta

Acerca do Modelo-Continente, vejamos:

(do parecer aprovado por maioria)

Pretensão – Aprovação de localização para instalação de um supermercado.
Requerente: Modelo Continente, SGPS
Local: Av. Conde D. Henrique e Rua Viriato - Mangualde

Identificação do PrédioRústico com a área de 20,080 m2. Apesar de indicada esta área, parece-me que face aos elementos disponíveis, deverá haver lugar à rectificação de áreas. De facto, o limite apresentado para o terreno deverá ser ajustado de modo a excluir o passeio já definido no local. Por outro lado, integra também uma parcela, em triângulo, com cerca de 704 m2, confinante com a Av. Montes Hermínios, cuja titularidade deverá ser esclarecida visto ser exterior ao limite da propriedade originária. Há ainda a referir que existe uma outra parcela confinante com rotunda, a sul do troço final da Rua Viriato que fazia parte do prédio mas que ficou fraccionada devido à construção da referida rua. Estas situações deverão pois ser regularizadas.

Conformidade com o PDM - Tratando-se de uma parcela de terreno que se localiza em espaço residencial, tipologia R3... de acordo com o n.º 1 do referido articulado o uso proposto é compatível com as zonas residenciais... os índices urbanísticos resultantes dos parâmetros propostos ficam muito abaixo dos valores limite para aquela tipologia... ficam ainda abaixo do máximo permitido mesmo para a tipologia R1... o número mínimo de estacionamentos seria de 198=4960/25 inferior aos 209... previstos.
Face ao exposto verifica-se a conformidade com o PDM.

Servidões Administrativas e Restrições de Utilidade Pública – O terreno encontra-se parcialmente localizado na faixa de protecção de 50 m da Quinta Anadia, integrada no âmbito da Classificação do Palácio Anadia, classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 95/78, pelo que na fase de licenciamento terá que ser consultado o IPPAR no âmbito da Lei do Património Cultural.

Arruamentos, Infra-estruturas de Abastecimento de Água e Saneamento – Apesar de apresentado um estudo de tráfego que contempla nomeadamente a capacidade da rotunda localizada na ligação da Rua Viriato com a Av. Conde D. Henrique e que conclui que esta não apresentará quaisquer atrasos na circulação, parece-me que a solução estudada por estes serviços e que vem também integrada na proposta deveria ser executada no âmbito das obras de urbanização do empreendimento.

Outras prescrições expressamente previstas em regulamento – Tratando-se de um edifício com impacte semelhante a uma operação de loteamento conforme definido no Art.º 7.º do Regulamento Municipal de Taxas de Urbanização e Edificação, deveria haver lugar a cedências para espaços verdes e equipamento de utilização colectiva. A manterem-se esses espaços de natureza privada deverá haver lugar a uma compensação conforme previsto no n.º 4 do Art.º 44.º e no referido regulamento municipal.

Então:
  • O terreno objecto de doação ao município foi identificado e foi exigida a regularização (contrapartidas);
  • A operação não viola o PDM;
  • Terá de ser consultado o IPPAR;
  • A ideia da "bolacha" é dos próprios Serviços Técnicos;
  • Haverá lugar a compensações.
Ilegalidades?
Não vislumbrei nenhuma. Mas haverá tempo. O processo está mesmo no início. Falta quase tudo. Ainda nesta fase - da autorização de localização - falta a reunião da Comissão Municipal que é composta pelo Presidente da Câmara, um representante do Ministério da Economia, um representante da Assembleia Municipal, um representante da Associação Empresarial e um representante dos consumidores (normalmente DECO).
Vamos ver como vota o Ministério!
Aceito apostas!

8 de maio de 2007

Cartas ao director

Do nosso leitor Dr. Castro Oliveira recebemos um email onde se insurge contra a localização do Modelo–Continente por esta se situar […] bem no centro nevrálgico da cidade projectadaà margem da Avenida Conde D. Henriqueprincipal avenida da cidadeondeestava previsto um desenvolvimento urbano/urbanístico que alteraria profundamente o facies desta terra […]

Bom...
Percebo a lógica com que foi escrita, bem como a da criteriosa selecção do órgão de divulgação.
E, percebendo a lógica, não a comento. É que as estratégias pessoais são isso mesmo: pessoais.

No que concerne ao conteúdo:
  1. Nunca conheci qualquer projecto de desenvolvimento urbano/urbanístico para aquele centro nevrálgico da cidade (porra, que esta é profunda!). Não me lembro, durante o período temporal em que me podem ser imputadas responsabilidades, de alguma vez ter dado entrada nos Serviços do Município algo parecido com isso. E, muito menos, de ter sido indeferido. Terá sido em momento anterior? Talvez, até porque em momento anterior era exactamente o Dr. Castro o responsável pelo sector. Mas haverá mais alguém que conheça o aludido projecto? Terei de indagar.
  2. Espero que haja mais pessoas que conheçam as doações do Senhor Conde ao Município e, mais que isso, que tenham acautelado o interesse colectivo. Mas é uma dica interessante e atempada. De facto, neste momento apenas existe uma deliberação camarária favorável a um pedido de parecer do Ministério da Economia, pelo que haverá todas as possibilidades de rectificar eventuais desconformidades.
  3. A “bolacha”! Pois eu também acho que a "bolacha", pelas dimensões que tem – e pela orientação que apresenta – não é uma solução consensual. Contudo, tenho de reconhecer que não é fácil gizar uma solução rodoviária que proteja a saída dos edifícios Montes Hermínios, que articule a inserção da Rua Viriato e que permita o desenvolvimento do futuro arruamento de ligação ao prolongamento da Rua Veiga Simão. Não é mesmo nada fácil! Mas é possível melhorar a solução da “bolacha”? Acredito que sim.
  4. Terá havido ilegalidades! Bom, esta é, para mim, uma questão sagrada. Não pratico ilegalidades nem pactuo com elas. Cabe-me averiguar e agir em conformidade: Ministério Público… IGAT… o que for preciso. Ilegalidades é que não!

30 de abril de 2007

Primavera

Contemplar a beleza florida relaxa, suaviza as amarguras da vida e é um lenitivo para a frustração.
Diga lá que não...
Largo Dr. Couto - Mangualde
Veja em grande.

24 de abril de 2007

Água

Barragem de Fagilde
Tanta água!
Sim, a barragem de Fagilde está à cota máxima.
É muita água para tratar, elevar, armazenar e distribuir.
Tudo serviços cada vez mais dispendiosos que levam a que os sistemas (inter)municipais sejam, invariavelmente, deficitários, logo conducentes ao endividamento, à degradação da respectiva qualidade e mesmo a ambas.
O próprio Governo, consciente do problema, inscreveu como prioridade - no PEAASAR 2007-2013 - a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento e drenagem de águas.
No nosso Concelho, considerando a componente do investimento no sector - mais de 10 milhões de euros nos últimos 5 anos - dificilmente se conseguirá a requerida sustentabilidade. Todavia, o aumento das tarifas e das taxas a pagar pelos consumidores contribui para minorar o défice.
O problema é que, naturalmente, ninguém gosta de pagar mais...
Mas é inevitável. À semelhança das taxas moderadoras do sector da Saúde, (e das propinas do Ensino Superior), também o sector das águas e dos resíduos continuará a ser objecto de actualizações em alta.
Compreende-se.
O que não se compreende é que, na Assembleia Municipal, o Partido Socialista vote contra uma proposta de alteração dos regulamentos que contempla a redução de 20% nas facturas relativas a consumidores idosos, casais jovens, famílias numerosas, associações e instituições.
Votar contra a proposta de alteração dos regulamentos é votar contra a redução da factura destes estratos populacionais e institucionais.
E, desgraçadamente, isso só se compreende na lógica do partidarismo e da politiquice.

21 de abril de 2007

Selvajaria

Ora contem as árvores destroçadas que aparecem na fotografia.
Q U A T R O. Há mais no mesmo estado, mas não cabem no plano.
Todas foram vítimas do mesmo impulso grotesco e imbecil.
Jardim do Cemitério
Se alguém souber identificar as bestas... estou aqui.

18 de abril de 2007

Na crista da onda

Diziam hoje - O Primeiro de Janeiro e o Jornal de Notícias - que por aqui se aponta o caminho a seguir.
É verdade e não é coisa de agora. Há muitos anos que inovamos.

Daqui a uns dias será a Televisão.

(sobre este projecto, ver isto e isto)

10 de abril de 2007

Olhando à nossa volta

Viseu
O caso de duas escolas primárias requalificadas e reentradas em parque em 2006:
Escola de São Miguel e Escola da Avenida
AvenidaSão Miguel


Podemos fazer melhor, não?

8 de abril de 2007

2 de abril de 2007

Será que não leu a cartilha?

... este trabalho de modernização do parque escolar deve valorizar a integração das escolas na paisagem e na vida das cidades.

Alguns dos edifícios escolares, em particular os construídos no início do século XX, bem como os que datam de meados do século XX, fazem parte de um património urbano fortemente valorizado pelas populações.

A modernização destes edifícios, sobretudo quando articulada com processos mais vastos de requalificação do tecido urbano envolvente, deve pois procurar reforçar os laços que ligam as escolas não apenas à história das cidades e dos seus habitantes, mas também ao seu futuro projectado.

...

Ai Senhora Ministra, o que a Senhora anda a dizer...
Modernizar edifícios do princípio do século...
Tsss, tsss, tsss... se isto se sabe aqui no burgo...

1 de abril de 2007

Empresários da treta

Umas abéculas!
Se tivessem vindo a Mangualde e se tivessem ouvido determinados especialistas evitariam gastar um dinheirão.

Em vez de recuperar o velho edifício do Hospital de Viseu, fariam uma pousada nova, de raíz.

E, sendo nova, seria muito mais atraente para os clientes, já que teria uma qualidade que a recuperação do velho nunca permitirá.

E, melhor ainda, não gastariam tanto dinheiro.


Meus senhores do grupo Pestana, vinde a Mangualde e aprendei!
(JN de 26/03/2007)