10 de abril de 2007

Olhando à nossa volta

Viseu
O caso de duas escolas primárias requalificadas e reentradas em parque em 2006:
Escola de São Miguel e Escola da Avenida
AvenidaSão Miguel


Podemos fazer melhor, não?

8 de abril de 2007

2 de abril de 2007

Será que não leu a cartilha?

... este trabalho de modernização do parque escolar deve valorizar a integração das escolas na paisagem e na vida das cidades.

Alguns dos edifícios escolares, em particular os construídos no início do século XX, bem como os que datam de meados do século XX, fazem parte de um património urbano fortemente valorizado pelas populações.

A modernização destes edifícios, sobretudo quando articulada com processos mais vastos de requalificação do tecido urbano envolvente, deve pois procurar reforçar os laços que ligam as escolas não apenas à história das cidades e dos seus habitantes, mas também ao seu futuro projectado.

...

Ai Senhora Ministra, o que a Senhora anda a dizer...
Modernizar edifícios do princípio do século...
Tsss, tsss, tsss... se isto se sabe aqui no burgo...

1 de abril de 2007

Empresários da treta

Umas abéculas!
Se tivessem vindo a Mangualde e se tivessem ouvido determinados especialistas evitariam gastar um dinheirão.

Em vez de recuperar o velho edifício do Hospital de Viseu, fariam uma pousada nova, de raíz.

E, sendo nova, seria muito mais atraente para os clientes, já que teria uma qualidade que a recuperação do velho nunca permitirá.

E, melhor ainda, não gastariam tanto dinheiro.


Meus senhores do grupo Pestana, vinde a Mangualde e aprendei!
(JN de 26/03/2007)

29 de março de 2007

26 de março de 2007

Momento poético

...
Ainda mais triste é não ter inimigos.
Porque quem não tem inimigos,
É sinal que não tem:
Nem talento que faça sombra,
Nem carácter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem.

(Voltaire)

23 de março de 2007

A insustentável atracção do "novo"

Em algumas das diversas conversas que tenho tido sobre a proposta de Carta Educativa, surgiu, como crítica, a falta de previsão da construção de novos edifícios.
Compreendo a crítica: é a atracção do “novo”; é o imediatismo do o que é novo é melhor. Compreendo.
Compreendo… mas não concordo!
De facto, o que nos deve preocupar são as efectivas condições para a aprendizagem das crianças. Se não for possível conseguir as desejáveis condições requalificando e ampliando o edificado, pois que se construa de raiz. É o que acontece na Freguesia de Fornos de Maceira Dão, onde, por impossibilidade de ampliação de qualquer das estruturas actuais, se preconiza a construção de um novo edifício.

É preciso perceber que a opção pela construção de novos edifícios implica despesas acrescidas. Desde logo, ao nível da própria construção em si mesma. Uma coisa é reconstruir, ampliar e requalificar, com base em projectos e cadernos de encargos exigentes, e outra é construir tudo de novo. A diferença de custos é enorme. E nem sequer estou a incluir o valor dos terrenos…
Vejamos, por exemplo, o caso do 1º Ciclo na Cidade de Mangualde:
São 439 alunos em 20 turmas, distribuídas pelo Colégio e pela Carvalha.
Quanto custaria construir uma escola nova para estas 20 turmas? Meio milhão de contos? E o terreno?
Há quem diga que o QREN vai disponibilizar verbas. Fala-se em comparticipações que poderão atingir os 75%. Fala-se… mas nada está definido. Mas, ainda que esta hipótese se venha a confirmar, ainda faltarão os restantes 25% que continuam a ser muito dinheiro.

Mas há outra questão:
Nessa situação, o que iria acontecer aos edifícios abandonados?
Vendem-se?
Vende-se a escola da Carvalha?
Não me parece. Já apareceram compradores para outras escolas, entretanto encerradas, bem menos emblemáticas que esta e… as populações sempre se opuseram…

Então?
Ficam ao abandono degradando-se inexoravelmente?
Também não me parece…

Ou seja, a construção de novos edifícios não evita despesas de conservação das escolas encerradas. É o que tem vindo a acontecer pelo concelho fora.
Isto é, construir novos edifícios implica duas despesas: construir os novos e manter os velhos!!!

E assim volto ao princípio:
O que interessa é criar todas as condições para que os nossos alunos possam realizar aprendizagens com qualidade. Se isso for compatível com a requalificação do edificado, tanto melhor.

Como exercício intelectual, imagine-se o que representaria requalificar o edifício principal do Colégio mantendo-o ao serviço daquilo que fez a sua história: a Educação…

21 de março de 2007

Dia da Floresta

Dia da Floresta - MangualdeA plantação de dezenas de árvores na avenida Montes Hermínios é um gesto carregado de simbolismo, sobretudo no momento em que se celebra o Dia Mundial da Floresta.
Árvores de espécies aconselhadas pelos técnicos especialistas e meticulosamente colocadas nos locais adequados.

Dia da Floresta - Mangualde
Mangualde juntou-se nesta iniciativa a vários concelhos igualmente empenhados na arborização do seu território, nomeadamente o urbano.

Espera-se que, ao contrário do ano anterior no Parque dos Poetas, não lhes venha a faltar o sal a água e, assim, possam manter-se belas e vigorosas durante muitos e muitos anos.

15 de março de 2007

O mundo não pára

No artigo anterior levantaram-se algumas vozes na defesa do comércio tradicional como se este estivesse em perigo pela eventual próxima instalação em Mangualde de dois hipermercados. Acho que não têm razão.
Há já muito tempo que o comércio tradicional mangualdense enfrenta a concorrência de grandes superfícies.
De facto, ter uma grande superfície em Mangualde ou em Viseu é – ao ritmo em que vivemos – praticamente a mesma coisa. Fazer 16 quilómetros para ir às compras a Viseu tornou-se absolutamente banal. E até mesmo aqueles que lá não vão, não deixarão de se sentirem atraídos pelos “nossos” Pingo Doce e Lidl.
Ou seja: a concorrência ao comércio tradicional não é questão nova. É uma realidade que este enfrenta há já muito tempo.
Aquele que conseguiu distinguir-se da impessoalidade das grandes superfícies e do, geralmente insuficiente, apoio após venda, conseguiu fidelizar clientes. E estes não irão deixar de o ser por abrir mais este ou aquele estabelecimento. Os outros…

Mas esta questão leva-me a aflorar outra vertente do mesmo problema: a da evolução da sociedade.

O que é que hoje se considera "comércio tradicional"?
Os supermercados? As lojas de pronto-a-vestir? As outras lojas de pequena dimensão?
Mas estas, na época em que surgiram e se instalaram, não vieram pôr em perigo as então tradicionais actividades?
Por exemplo, os supermercados não vieram fazer concorrência às antigas mercearias de que tão bem me lembro?
Os antigos latoeiros, cesteiros, marceneiros e outros artesãos não foram constrangidos pela oferta de produtos inovadores nas novas lojas comerciais?
O pronto-a-vestir não veio abalar os antigos alfaiates, costureiras e modistas?
...
Meus senhores… o mundo não pára.
...
Imagine-se agora que em tempos, paternalmente, se tinham imposto limitações à abertura destas lojas que hoje constituem o comércio tradicional?
Como seria hoje o mundo?
Estariam os cidadãos mais felizes? Teriam à sua disposição a mesma variedade de produtos? Beneficiariam de melhores preços?
...
Ainda hoje subsistem alfaiates, aos quais vamos quando pretendemos um fato que vista especialmente bem. É o critério da qualidade. O critério do preço, neste caso, desvaloriza-se.
Da forma semelhante, também os diversos sectores do comércio terão de encontrar o seu critério para fidelizar clientes. Ninguém o fará por eles…

Por mim, desde que o comércio tradicional tenha o que procuro, continuarei cliente.

12 de março de 2007

Hipermercados

Num comentário a um artigo anterior, escreveu o Dr. Nóbrega:
Haverá espaço em Mangualde para um Feira Nova, um Lidl, Um Inter ou Ecomarché, um Modelo e um Plus? (1)

Ora aqui está uma perspectiva muito interessante.
Interessante porquê?
Porque espelha a concepção de um Estado interventor na esfera privada. Um Estado que se preocupa com a viabilidade dos negócios dos privados. Um Estado que estabelece áreas – não só geográficas – de influência de um determinado agente económico. Um Estado, portanto, a meio caminho entre o paternalismo, o corporativismo e o socialismo.
Bom, já tivemos mais implantada esta concepção de Estado do que hoje.
Durante o Estado Novo era mesmo assim. Depois, na sequência do PREC, foi muito mais assim. Muito mais! Tanto mais que até passámos a ter empresas nacionalizadas – “nossas”!
Hoje, essa concepção de Estado está mais esbatida, mas persistem alguns sinais. O caso das farmácias é emblemático e é de todos conhecido. Ainda existem limitações explícitas à abertura de novas farmácias. Se numa determinada área já houver x por habitante… 'nicles'!
Quem é que sai beneficiado prejudicado? … Pois é… é o cidadão!

O caso dos hipermercados é muito semelhante.
É preciso todo um complexo e moroso processo instruído junto do – pasme-se – Ministério da Economia (!). Não basta que o investidor se dirija ao município, manifeste a intenção de instalar uma unidade, apresente o respectivo estudo prévio e aguarde a decisão. Isso é que era belo…

Repudio em absoluto esta concepção socialista de Estado!

Ao Estado não compete dificultar a iniciativa privada.
Nesta matéria, o Estado deve, isso sim, garantir que sejam respeitados os princípios da livre concorrência e, assim, contribuir para que os cidadãos beneficiem de melhores preços e melhores condições.

Ora, tendo em conta que os Municípios são “Estado”, tudo o que defendo para o central, defendo para o local.

Uma lógica semelhante a esta é a “lógica dos planos”, igualmente referida por alguns comentadores.
Esta lógica radica – embora muitos não se dêem conta - naquele extraordinário paradigma que originou o êxito retumbante dos célebres planos quinquenais, mormente dos soviéticos.
De uma planificação rigorosamente cumprida resultará, inevitavelmente, o Progresso! Por isso temos de ter planos para tudo – director, de urbanização, de pormenor, educativo, social… – e temos de os cumprir a todo o custo! Inflexivelmente!

Recuso igualmente esta concepção!

Um plano, um projecto, seja ele qual for, nunca consegue prever, em todas as vertentes, todas as evoluções que o tempo, entre outros factores, se encarrega de produzir. Por mais bem alicerçado e fundamentado que um plano seja, surgirá sempre algum elemento que não estava – nem poderia estar – previsto.
Por isso, aquilo que os planos têm de melhor – e acho que se devem fazer planos – é a possibilidade de se poderem alterar sempre que se ache necessário.

Vejamos o caso dos terrenos para a Citroën:
O plano existia e existe. É o Plano Director Municipal. E o PDM preconizava uma determinada utilização dos solos que, veio a saber-se mais tarde, ficou desactualizada. O que é que se reclamou? A alteração do plano, naturalmente - (que afinal nem era / nem é necessária) !

Imaginemos agora que existia um plano de pormenor, ou de urbanização, ou uma coisa com outro nome qualquer, para a Avenida Conde D. Henrique. Imagine-se que esse plano previa a edificação de blocos habitacionais (dificilmente previria um hipermercado). Subitamente surge a iniciativa da Sonae:

- Bom, nós pretendemos construir aqui um hipermercado que absorverá 110 postos de trabalho na primeira fase. Estão interessados?
- Ah… pois… era muito interessante, mas… o nosso plano não contempla essa utilização para aquela zona. Não podem escolher outro local?
- Não. Sabem, antes de vir para aqui já estudámos o assunto e só estamos interessados naquele local.
- Pois é. Que pena. Podem dar-nos um tempo para alterar o nosso plano?
- Não. Precisamos de decidir já. Boa tarde. Vamos ver num concelho vizinho!
...
Recuso liminarmente este cenário de inflexibilidade dos planos.

Numa situação destas a única postura do Município tem de ser a da negociação de condições que garantam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos: a fluidez do tráfego… o estacionamento… os índices de construção… até mesmo as questões arquitecturais… tudo aspectos que, como consta do parecer dos Serviços Técnicos, foram devidamente acautelados, não fazendo sentido trazê-los à colação como foram.

E, naturalmente, perante uma questão como esta, ou se é a favor… ou se é contra!
Abstenção???

(1) O Plus foi chumbado no meio do tenebroso processo...

11 de março de 2007

Simulacro


Percebo pouco disto, mas fiquei com a sensação que os serviços reagiram com prontidão e competência.
E dizia-me um bombeiro amigo: "Quando isto é a sério, corre sempre melhor".

9 de março de 2007

Política "a sério"

Da acta da reunião da Câmara Municipal de Mangualde 21/02/2007 consta:

Foi presente um ofício da Direcção Regional da Economia do Centro, de acordo com o disposto na alínea b) do n.º 2, do artigo 11.º e no artigo 12.º, da Lei n.º 12/2004, de 30 de Março, solicitando a emissão de parecer para efeitos de aprovação de localização relativa ao pedido de autorização de instalação de estabelecimento de comércio a retalho não alimentar de electrodomésticos, outros equipamentos para o lar e electrónica de consumo, da insígnia “Worten”, integrada no hipermercado “Modelo”, que Modelo Continente, S.G.P.S. pretende levar a efeito no cruzamento da Avenida Conde D. Henrique com a Rua Viriato, em Mangualde.
Relativamente ao solicitado, o Chefe da Divisão de Informação Geográfica e Planeamento Urbano emitiu a seguinte informação:
“Tendo estes Serviços emitido parecer favorável quanto à localização da totalidade da área de implantação e construção do empreendimento na qual esta pretensão se inclui, também agora se emite parecer favorável nas mesmas condições.
À consideração superior.”
De acordo com a presente informação emitida pelo Chefe da Divisão de Informação Geográfica e Planeamento Urbano, a Câmara deliberou emitir parecer favorável relativamente á localização referente ao pedido de autorização de instalação de estabelecimento de comércio a retalho não alimentar de electrodomésticos, outros equipamentos para o lar e electrónica de consumo, da insígnia “Worten”, integrada no hipermercado “Modelo”, que Modelo Continente, S.G.P.S. pretende levar a efeito no cruzamento da Avenida Conde D. Henrique com a Rua Viriato, em Mangualde.
Abstiveram-se nesta deliberação os Senhores Vereadores eleitos pela lista do Partido Socialista, Dr. João Azevedo, Dr. Luís Coimbra e Dr.ª Palmira Vaz, e ainda o senhor Vereador Dr. António Silva, eleito pela lista do Partido Social Democrata..
Votaram a favor nesta deliberação a Senhora Vereadora Dr.ª Sara Vermelho e o Senhor Presidente da Câmara.

Pode perguntar-se: "O que é que isto tem de especial?"

A votação! Aprovado com 4 abstenções e 2 votos a favor!

Percebe-se bem que o Presidente Soares Marques e a Vereadora Sara Vermelho entendem que a abertura de uma loja Worten – integrada num hipermercado Modelo-Continente – é benéfica para Mangualde e para os Mangualdenses. Em conformidade, votaram a favor.
E os outros vereadores?
Também entenderão que a abertura da loja é benéfica para Mangualde e para os Mangualdenses?
Não! Se assim fosse teriam votado a favor!
Então entenderão que a abertura da loja é prejudicial para Mangualde e para os Mangualdenses?
Também não! Se assim fosse teriam votado contra!

Só resta uma hipótese: é-lhes indiferente!

Será que isto é que é a “política”?

7 de março de 2007

Estatuto editorial (again)

Nos últimos artigos, alguns comentadores insurgiram-se a propósito de determinada linguagem utilizada por outros comentadores.
Pois…

Em tempos que já lá vão submeti este blog ao regime da moderação de comentários. Não gostei da experiência.

Num blog, para além de outros aspectos, aprecio a visualização imediata do comentário que se produz.
Claro que podem surgir comentários malcriados, ofensivos, insultuosos, etc., quer para o próprio dono do blog, quer para terceiros. Pois podem... Esses ficarão expostos ao escrutínio geral até que o dono do blog, logo que os veja e no exercício da sua autoridade, decida da sua eliminação, ou não.
Parece-me, esta, uma prática mais saudável que a da moderação, já que não se trata de uma censura prévia. O comentário estará visível pelo menos até que o dono do blog o veja. Nunca se poderá levantar a suspeita sobre se alguns comentários não são publicados e sabe-se quais os que foram eliminados.
Como será óbvio, trata-se de um sistema que acarreta um maior nível de responsabilidade ao dono do blog. Não se pode esquecer que o blogger é sempre corresponsável – pela sua condição – por todos os comentários publicados: mantê-los sem lhes fazer qualquer crítica, implica, no mínimo, a não oposição ao respectivo conteúdo.
É por esta razão que, com alguma frequência, elimino comentários publicados.
Também há outras ocasiões em que não os apago, preferindo demarcar-me, sem tibiezas, do comentário.
E também há casos em que obrigo o comentador ofensivo a mudar de IP...

Por fim, quero deixar claro que má criação não é dizer palavrões…

4 de março de 2007

Sarau 2007

O Sarau Anual da Escola Secundária Felismina Alcântara não carece de apresentação.
A edição deste ano terá sido uma das mais bem conseguidas.
Fica aqui uma gotinha do seu perfume.

1 de março de 2007

Suspensão de mandato


Se fosse em Mangualde... e se o vereador tivesse outro nome... não era assim.
Ai não era, não!

28 de fevereiro de 2007

Apócrifa?

Neste artigo do Bruno Pereira começa por se dizer que:

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), denunciou, à cerca de um mês atrás, em carta enviada ao Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, alguns abusos de poder por parte do coordenador dos funcionários das oficinas do Município de Mangualde, Sr Ferrinho.

O STAL devia estar a referir-se à dita ditadura do ferro.
Só que, quando se chega ao útilmo parágrafo, está lá:

António Monteiro coordenador Distrital do STAL , disse ao nosso jornal que a carta foi enviada sem o seu conhecimento e consentimento desconhecendo quem a enviou, e que o STAL não trata assim dos assuntos.

Que coisa tão estranha.
O Sindicato enviou uma carta de protesto mas o respectivo coordenador não teve conhecimento nem deu consentimento.
...
Já não há ditaduras como antigamente...

20 de fevereiro de 2007

15 de fevereiro de 2007

10 motivos...


... para visitar Mangualde.

(As duas gralhas não deslustram na Focus de 14/02/2007, pag. 79)

Resposta

- Acho que aquela miúda é muito gira.
- Eu não! Eu acho que é um estafermo.
- Então? Vamos discutir?
- Não! Opinião, cada um tem a sua...

11 de fevereiro de 2007

Referendo

Resultados provisórios por freguesia:

Acho curioso o caso da Cunha Alta.

"Crise" à hora da bica

Não vou falar do único – e muito interessante – facto político que hoje ocorreu e que, curiosamente, nada tem a ver com “a crise”.
O que vou é contestar uma afirmação produzida no programa:

Foi-me lá atribuída a gestão do “Dossier PSA”.
Desminto! Trata-se de matéria conduzida directamente, e bem, pelo Senhor Presidente da Câmara.

É verdade que nunca me furtei a responder a perguntas formuladas pela comunicação social sobre esta ou outras matérias. Mas não é o facto de uma pessoa prestar declarações sobre assuntos dos quais tem conhecimento que a tornam líder do processo.

Fica feita a correcção.

Já agora:
O João Lopes tem no Observatório uma análise que me parece bem mais lúcida, embora não concorde com tudo o que lá diz. A seu tempo comentarei.

10 de fevereiro de 2007

7 de fevereiro de 2007

13 de janeiro de 2007

O concelho de luto





Às famílias dos funcionários municipais falecidos no brutal acidente de viação de ontem, apresento os meus pêsames e os votos de que consigam ultrapassar as dificuldades desta tragédia.

6 de janeiro de 2007

Quem é que disse...

... à jornalista Catarina Beato do Diário Económico, no dia 20/12/2006, que:

... o PDM nunca foi a questão relevante porque o interesse económico e social para a região permitira sempre uma alteração ao plano director de Mangualde. De acordo com "o actual PDM em vigor desde 15/12/1995 a área onde se situam as actuais instalações da Peugeot Citroen estão classificadas como Zona Industrial em espaço urbano, permitindo assim a instalação ou ampliação de unidades industriais", diz o responsável, alertando ainda para o facto do problema estar na "especulação imobiliária em torno destes terrenos”.
(realçado meu)

Quem foi?

5 de janeiro de 2007

PSA - 2013

O Conselho de Ministros aprovou a minuta do contrato de investimento com a Peugeot Citröen Automóveis de Portugal, S. A. no valor de 8,6 milhões de euros, garantindo que a empresa ficará em Mangualde pelo menos até 2013.

Excelente notícia para Mangualde e para os Mangualdenses.

Também aprovou minutas de contratos com:

Ferpinta, Indústrias de Tubos de Aço de Fernando Pinho Teixeira, S. A. - 46,0 milhões de euros;
Polipropigal, Fabricação de Polipropileno, Unipessoal, Lda - 38,4 milhões de euros;
Corticeira Amorim, Indústria, S. A. - 25,7 milhões de euros;
Piedadecork, Indústria de Cortiça, S. A. - 11,0 milhões de euros;
Efacec Energia, Máquinas e Equipamentos Eléctricos, S. A. - 9,2 milhões de euros;
Fibope Portuguesa, S. A. - 7,8 milhões de euros;
Portcast, Fundição Nodular, S. A. - 7,7 milhões de euros;
CIN, Corporação Industrial do Norte, S. A. - 7,7 milhões de euros;
Efapel, Empresa Fabril de Produtos Eléctricos, S. A. - 6,5 milhões de euros;

Muito boas notícias, sim senhor.

É uma pena...

... os jornalistas nunca revelarem as suas fontes.
Não podem. Está no código. Não podem ser obrigados.
Que pena...
Acho que só no caso da Casa Pia é que não foi assim...

30 de dezembro de 2006

Ainda a fonte próxima do processo...

No artigo anterior tive o cuidado, que é sistemático, de não fazer acusações sem as poder provar.
Interroguei-me sobre quem poderia ganhar com o fecho da Citroën sem ter chegado a qualquer conclusão. Até deixei escrito que não sabia quem pudesse ser capaz de tal malvadez.
Por isso, perante o chorrilho de comentários escritos, fiquei perplexo.

Haverá quem, sobre esta matéria, saiba coisas que eu não sei?

Outra coisa:

Agnelo Figueiredo, independentemente de desempenhar funções autárquicas ou não, como simples cidadão, nunca aceitará que o poder de qualquer grupo económico subverta a legitimidade democrática de órgãos sufragados. Pelo contrário, nunca deixará de denunciar toda e qualquer tentativa naquele sentido.

PS:
Não deixa de ser significativo ver socialistas a defender a submissão ao "capital".

29 de dezembro de 2006

PSA - Desmentido

Logo pela manhã de ontem, 28, através de declarações à agência Bloomberg veiculadas pela Reuters, a PSA (França) veio desmentir oficialmente a notícia do Diário Económico, afirmando:

Nous démentons fermement avoir le moindre projet de fermeture de cette usine. … L'avenir de Mangualde est assuré. C'est une usine performante.

O link para o texto integral fica aqui. Contudo, já que o acesso carece de registo prévio, coloco aqui uma imagem do mesmo e um resumo em Português para os que têm dificuldade com a língua gaulesa.

Convém assentar que, após este desmentido formal, a "bomba" do Diário Económico passou à categoria de boato. Mas voltemos à notícia para repescar as seguintes afirmações:

Fonte próxima do processo garantiu ontem ao Diário Económico que a possibilidade de a PSA deixar de produzir na fábrica de Mangualde “é real” e está a um passo de acontecer.
……
Segundo uma fonte contactada pelo Diário Económico, os proprietários pedem cerca de 12 milhões de euros, um valor considerado excessivo pela Peugeot-Citoën.
……
A Câmara Municipal de Mangualde ofereceu-se, no inicio do mês, para intermediar o negócio, decisão tomada depois de uma reunião ocorrida no início da semana em Lisboa entre representantes da Citroën, a autarquia, os responsáveis da Agência Portuguesa para o Investimento (API) e o secretário de Estado da Economia e Inovação, Castro Guerra. Apesar do esforço, não foi possível chegar a acordo.
……
O Diário Económico tentou obter a reacção da direcção da fábrica de Mangualde a estas notícias, mas não foi possível. O Ministério da Economia também não respondeu até ao fecho da edição.

Então vejamos:

  1. Como é que a jornalista Catarina Beato soube que o fecho da fábrica estava a um passo? Ela diz que foi através de fonte próxima do processo…
  2. E como é que soube que os proprietários queriam 12 milhões pelos terrenos? Ela diz que foi através de fonte contactada…
  3. E como é que soube que apesar do esforço, não foi possível chegar a acordo? Ela não diz. Terá sido a mesma fonte?
E que fonte será esta?
A PSA em Paris? Não! Até veio desmentir…
A PSA em Mangualde? Também não, pois se é a própria jornalista que diz que não reagiu...
O Ministério da Economia? Também não e pela mesma razão.
O Presidente da API? Também não. Até se mostrou muito surpreendido.
O Presidente da Câmara de Mangualde? Não. Daí sei eu.

Mas então… quem terá lançado este boato irresponsável?
Não estou a ver mais ninguém que pudesse ter sido a tal fonte próxima do processo.
Teria de ser alguém a quem o fecho da Citroën – e a desgraça de muitos milhares – pudesse trazer alguma vantagem.
Não!
Não estou mesmo a ver quem pudesse ser capaz de semelhante malvadez!

28 de dezembro de 2006

PSA - Ministro Pinho


Isto é uma boa notícia.
É, sem dúvida nenhuma, uma boa notícia.

Mas... quando foi da Opel da Azambuja... o Ministro Pinho também disse uma coisa assim... e ...

PSA - Porque fecham as fábricas?

No seio de um grupo, como por exemplo o PSA - Peugeot Citroën, a decisão de manter ou fechar uma das suas empresas não se prende com questões comezinhas. Não são, nomeadamente, as questões de terrenos para alargamento que determinam a decisão. Sobretudo se os terrenos existem. Sobretudo se basta adquiri-los. E muito menos se durante anos e anos lhos andaram a oferecer.
Não. Não são questões desta natureza que realmente preocupam os grandes grupos económicos.
O que os preocupa são os custos da produção e da logística associada.
Façamos umas contitas para o caso da fábrica de Mangualde:
Por ano produz cerca de 54.000 viaturas. Imagine-se que consegue diminuir em 200€ o custo da produção de cada uma. Quanto representa ao fim do ano?
10,8 milhões de euros!!!
E em dois anos?
A este propósito é interessante ler o comunicado da PSA sobre a fábrica de Ryton, Coventry, Grã-Bretanha, onde se diz que

... les faiblesses du site de Ryton : des coûts de production et de logistique élevés qui ne permettent pas de justifier les investissements nécessaires à la production d’un nouveau véhicule...

Por isso a fábrica de Ryton vai encerrar e 2.300 pessoas vão ficar desempregadas...

Mais 12, menos 12...

Devagar, devagarinho, lá se vai indo ao verdadeiro problema.
Lá se vai percebendo que não há impedimentos pelo PDM, nem pela revisão, nem por...
Lá se vai percebendo que o problema é ... dinheiro. 12 milhões de euros ao que dizem os jornalistas (obrigado ao Marco pelo link) embora eu ache um número absurdo.

Mas há por aí tanto subsídio governamental que também não há-de ser por isso!

26 de dezembro de 2006

La Voz de Galicia

Diz aqui que o director geral da PSA Peugeot Citroën de Vigo, Javier Riera apresentou a sua demissão do cargo.
Também diz que se aposentaria no próximo mês de Janeiro, e que esta antecipação apenas se fica a dever a cansaço.
Contudo, o jornalista não deixa de escrever:
"En medios próximos a la dirección de PSA se descarta por completo la posibilidad de que este abandono guarde relación con futuros traslados de una parte de la producción de Vigo a otra planta en Francia, donde los resultados del grupo galo están siendo peores. Esta opción se manejó en algunos medios ante la inminente puesta en marcha de los nuevos modelos que sustituirán a las furgonetas Partner y Berlingo a partir del año 2008."

Ainda bem que se descarta esta possibilidade!
É que, se uma parte da produção de Vigo passar para França, Vigo virá buscar produção a Mangualde, com todas as consequências que se percebem.

16 de dezembro de 2006

Malhacila (5) - Balanço e Contas

Em 12 de Dezembro, o Sr. António Ferreira publicou um artigo que continha uma imagem de um documento. Nessa imagem mostrava-se a constituição de dois dos órgãos sociais da Malhacila. Quem lá consta? Os elementos da família Santos, naturalmente, e três pessoas estranhas à família: eu próprio, o Sr. José Abrantes Marques e o Sr. António Víctor Campos. Como título do post, colocou “Malhacila fechou, de quem é a responsabilidade?”.

Ora, como toda a gente sabe, a Malhacila é propriedade da família Santos, que a geriu durante duas gerações. Donde, não seria novidade para ninguém a inclusão dos nomes dos familiares no rol dos responsáveis, partindo do princípio que haverá “responsáveis”. Assim, aparece de forma cristalina e iniludível que o objectivo do Sr. António Ferreira foi o de fazer passar o boato que, entre os alegados responsáveis pelo fecho da Mallhacila, estava também eu, já que alegado membro dos respectivos órgãos sociais em funções. Por isso perguntou “de quem é a responsabilidade” e colocou os nomes.

É sabido que o Sr. António Ferreira apoia pessoas que são minhas adversárias políticas, mas deve questionar-se a razão pela qual decidiu trazer à colação um facto que é estritamente da minha esfera privada e profissional. Porquê este ataque ad hominen? Porquê esta perseguição pessoal que, em ocasiões anteriores, até já o levou a ameaçar a minha integridade física? Qual a razão desta obsessão odienta? Sinceramente, não a sei. É uma questão a que apenas o próprio poderá dar resposta.

Alertado para este insólito, reagi afirmando que o boato era falso, tendo aqui escrito que “desde há alguns anos que lá não desempenho qualquer serviço, cargo, ou função”.
Para bom entendedor, estaria tudo dito. Mas não!

Veio o Sr. António Ferreira publicar mais um retalho, enfatizando a minha nomeação como presidente do conselho fiscal para o triénio 2002-2004 e mostrando, só nessa altura, que o documento tinha origem na Conservatória do Registo Comercial.
Fiquei preocupado. Eu sabia que tinha abandonado aquelas funções durante o ano de 2003. Mas… na Conservatória… será que…
Pedi então a constituição dos órgãos sociais após a minha saída, tendo-me sido entregue cópia do documento que publiquei. Já hoje, telefonei a uma pessoa que foi técnico de contas da empresa perguntando-lhe por que é que aquilo estava registado na Conservatória. Respondeu que, a seguir a este, tinha obrigatoriamente de estar o registo da alteração. Resolvi, portanto, ir à Conservatória pedir a certidão completa, o que faria na próxima segunda-feira, 18. Mas… não foi preciso!
O Sr. António Ferreira resolveu, entrementes, fazer o que deveria ter feito logo de início. Publicou o documento na íntegra. Pelo menos, assim parece. De qualquer forma, irei na mesma à Conservatória. Gato escaldado…

Agora que lá está tudo (?) que conclusões se podem tirar?

  1. Que está lá escarrapachado o registo (Ap.03/20040330), em 30/03/2004, da Alteração do Contrato Social, passando a fiscalização a ser exercida por um Fiscal Único. A tal modalidade de fiscalização que o incondicional Sr. Dr. José Martins afirmou não conhecer, numa confissão – utilizando as suas próprias palavras – patética (eu sei que ao dizer isto estou a descer ao mesmo nível, mas… que porra… um homem não é de ferro).
  2. Que o triénio 2002-2004 teve duas partes: o exercício de 2002 foi fiscalizado por um Conselho Fiscal e os de 2003 e 2004 por um Fiscal Único, resultante da alteração do pacto social entretanto decidida.
  3. Que apesar de ter todos os dados na sua posse, o Sr. António Ferreira continua a afirmar que “António Agnelo Esteves Figueiredo, foi Presidente do Conselho Fiscal da Firma Malhacila – Fábrica de Malhas S.A. até ao dia 30. 03. 2005” Eu sei que mais não lhe é exigível e que é possível que seja muita informação junta. É possível, sim, mas o que é certo é que insiste na mentira. Pois se lá tem a informação que a partir de Março de 2004 a empresa deixou de ter Conselho Fiscal, como é que quer que eu lá estivesse em 2005?
  4. Que, se o Sr. António Ferreira tivesse a intenção de (se) esclarecer, teria verificado que a escritura que alterou o pacto social (e que foi registada a 30.03.2004) teve lugar a 19.03.2004, data que releva para todos os efeitos legais. E até teria aprendido, bem como o Sr. Dr. José Martins, que os registos na Conservatória se processam, obviamente, em data posterior à dos actos que lhe dão origem, sejam eles “internos” ou não.
  5. Que a imagem inicialmente publicada não corresponde a nenhuma das páginas agora publicitadas. É uma montagem reunindo algumas partes das várias páginas e omitindo outras. Ora, tratando-se como agora se sabe de um documento oficial, aquilo a que assistimos mais não foi que uma miserável falsificação de documentos.

E por que é que não o processas?
Porque não é desonroso ter feito parte dos órgãos sociais da Malhacila. A falsificação fica a crédito…
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Na nossa vida, todos acabamos por ser afectados por decepções e frustrações que nos deixam amargurados. É assim mesmo. É normal. O que não é normal é que se atire para cima dos outros a amargura e o ressentimento.

15 de dezembro de 2006

Malhacila (4)

Resolvi pedir a constituição dos órgãos sociais da Malhacila após a minha saída e deram-me este documento.

É um documento "inteiro". Não tem montagens, nem truncagens.

Nem é um documento de 2002 com valores do capital social em escudos.

Eu bem gostava de ver o tal documento "inteiro".
Se calhar, muito mais gente gostaria...

Órgãos Sociais

Já fui membro dos órgãos sociais da Malhacila e da Cotel.
E também do DáGás e da Rádio Mangualde e da Obra Social Beatriz Pais e do Rotary Club e não me lembro se de mais algum.

Fui, e com muita honra!

14 de dezembro de 2006

Malhacila (3)

Fui hoje alertado por amigo para um boato que estará a ser lançado no sentido de inluírem o meu nome nos actuais corpos sociais da empresa.

É FALSO!

Como aqui escrevi, trabalhei para aquela empresa durante muitos anos em diversos contextos, de tal forma que ela ficará para sempre como uma parte importante da minha vida.

No entanto, desde há alguns anos que lá não desempenho qualquer serviço, cargo, ou função.

3 de dezembro de 2006

Pequeno comércio tradicional

Hoje, Domingo, fui às compras.
Fiquei satisfeito. Havia várias lojas abertas e isso, no meu entender, é positivo. Corresponde áquilo que considero que é uma necessidade de mudança do pequeno comércio: a diversificação dos horários.
Só se pode fazer compras numa loja se ela estiver aberta. Ora, quando é que se tem tempo para fazer compras? Aos fins-de-semana, no intervalo do almoço e depois do trabalho.
Quem é que vai às compras, por exemplo de vestuário, às 9 da manhã?
Mas hoje à tarde havia lojas abertas e, por isso, algum dinheiro ficou em Mangualde.
(Isso de fazer a defesa do comércio tradicional e depois ir fazer compras aos centros comerciais é muito fraco...)

Como exemplo, fica aqui a Xock. A seu tempo virão outras.

26 de novembro de 2006

Indústria têxtil

... em insolvência.

Também em Cucujães - Oliveira de Azeméis.
Mão-de-obra intensiva ... fraca necessidade de especialização ... é fatal.

24 de novembro de 2006

Desmistificação

A PSA quer ampliar as suas instalações em Mangualde.
Precisa, para isso, de terrenos, de preferência confinantes com os seus. Mais concretamente, a PSA necessita de 20.000 m2 a poente das suas instalações e 60.000 m2 a nascente.
Vejamos:

  1. Há terrenos disponíveis ou não?
    Conforme mostrei neste post, não há falta de terrenos nas duas zonas.
  2. Os terrenos são públicos (da Câmara) ou são privados?
    Os terrenos são propriedade de particulares.
  3. A Câmara forneceu à PSA a identidade dos proprietários das diversas parcelas?
    Sim. E também fez o reverso: sensibilizou os proprietários para a necessidade da PSA ampliar as suas instalações.
  4. A PSA veio a adquirir alguns destes terrenos?
    Sim. A PSA já adquiriu cerca de 35.000 m2 a poente, mais de metade do que necessitava.
  5. Mas a Câmara colocou dificuldades à PSA quanto à utilização desses terrenos?
    O PDM aprovado em 1995 – PS – classificou estes terrenos como solo urbano. Contudo, em 2001, a Câmara garantiu à PSA que licenciaria todos os projectos que esta viesse a apresentar para aquela zona, não levantando qualquer obstáculo.
  6. O PDM para aquela zona poderia ter sido alterado durante o período em que esteve suspenso?
    Não. Uma coisa é a suspensão e outra a revisão. Durante a suspensão procedeu-se à aprovação de projectos, salvaguardadas as medidas preventivas, apresentados por empresas e outros promotores. Caso a PSA tivesse apresentado um projecto de ampliação durante esse período, teria sido aprovado exactamente da mesma forma como foram todos os outros.
  7. Se a PSA apresentar agora um projecto de ampliação será licenciado?
    Evidentemente.
  8. Mas há algum obstáculo à expansão da PSA?
    Nenhum.

    Então, qual é realmente o problema?

23 de novembro de 2006

Feio! Muito feio!

A administração da PSA tentar fazer o "trespasse" da responsabilidade de uma eventual futura deslocalização.
Mais feio ainda: a forma como o fez.

21 de novembro de 2006

Malhacila (2)

A Malhacila está em processo de insolvência.
105 pessoas, para referir apenas os trabalhadores, enfrentam uma situação particularmente dramática.
É um momento de especial penosidade… mas é também momento para reflectir.

O que poderia ter sido feito para evitar este triste desfecho:
  1. Por parte do Governo?
  2. Por parte do Município?
  3. Por parte da Administração da empresa?

18 de novembro de 2006

Malhacila

De entre as três ou quatro empresas que mais marcaram a minha vida profissional, a Malhacila ocupa, sem dúvida, um lugar muito especial.
Há muitos anos, mais de 20, a Malhacila adquiriu uma série de teares que tinham uma novidade: utilizavam fita perfurada para controlar as agulhas. Assim, para alterar o padrão da malha – o jacquard – bastava perfurar uma nova fita usando um programazinho que corria num magnífico Apple IIe.
Por essa altura, eu e o meu sócio Barreiros, tentávamos persuadir os empresários das vantagens que poderiam obter da utilização dos computadores. Na Malhacila não foi difícil. Na Malhacila a inovação não era um simples termo pomposo, mas uma constante preocupação do quotidiano.
E aí fomos nós adaptar o programa de contabilidade geral para correr no Apple das “máquinas”. E que bem que corria!
Belos tempos esses em que se iniciou uma relação de colaboração que perdurou no tempo e que haveria de estreitar-se. Foram horas e horas, dias e noites, domingos e feriados, semana após semana, analisando, escrevendo código, linhas e mais linhas, depurando, teimando, numa luta que é do programador consigo próprio, testando, insistindo, superando-se, para que o sistema de informação acompanhasse o crescimento da empresa. Tempos houve em que passava mais tempo na fábrica que em casa. Tempos houve em que estava na fábrica quase como se fosse em casa. E que bem se estava na Malhacila. Há quantos anos havia refeitório, cafetaria...
E a empresa cresceu, expandiu-se, conquistou novos mercados, diversificou, inovou e tornou-se, mesmo, um nome de referência no seu ramo.
Mas… os tratados internacionais de comércio são implacáveis.
Aconteceu com a Malhacila o mesmo que com tantas empresas europeias de mão-de-obra intensiva: deixou de ter condições para competir no mercado.
A Malhacila fechou.
Estou triste pelos tantos amigos que lá tenho nos mais diversos níveis de responsabilidade. Mas também estou triste por mim próprio.

14 de novembro de 2006

O atractor

Aqui está, oxalá o seja, a solução para o nosso problema da atracção de empresas. Segundo me disseram, esta solução é muito semelhante à que está a ser implementada com excelentes resultados pelo Senhor Ministro Pinho. Disseram-me que é coisa desenvolvida por uma conceituada firma, mas, ao que parece, não se tratará daquela de onde está estava requisitado um secretário de estado de um ministro de quem agora não recordo o nome.
Segundo “estudos de caso” apresentados pela empresa, esta solução vai inverter o processo actual, passando os empresários a ser atraídos para este país, e para esta região em particular, em detrimento das zonas até aqui mais apetecíveis. Assim, é previsível que a taxa de desemprego no extremo Oriente venha a subir consideravelmente, o que também não faz mal nenhum, já que eles estão lá bem longe…

Eis o “atractor”

13 de novembro de 2006

Passeios


Isto aqui, neste troço, está pronto para receber o pavê.
Aquela árvore... ali... hummmm...

11 de novembro de 2006

AVISO À NAVEGAÇÃO

Se não quer que o seu endereço de IP possa vir a ser divulgado, não visite este blog.

Se pretende ofender, injuriar, acusar sem fazer prova e insinuar, não venha cá. Arrisca-se a ser processado. (se o fizer noutro blog arrisca-se na mesma)

Se pretende debater, discutir, discordar e criticar de modo saudavelmente democrático, venha sempre que entender.

10 de novembro de 2006

Um blogger no banco dos réus

O blog chicken charles ( http://www.covilhas.blogspot.com/) foi acusado de injuriar o Presidente da Câmara da Covilhã que, por acaso, se chama Carlos Pinto.
Uma coincidência fortuita, por certo...

O Público explica alguma coisa.
Como o Público (Local) é só para assinantes, fica aqui o DN e o Portugal Diário.